A abóbora, tradicional na culinária e na agricultura brasileira, ganhou um papel especial neste fim de outubro. A proximidade do Halloween impulsionou as vendas e reacendeu o interesse por diferentes tipos da fruta, que unem produtividade, sabor e até valor estético — uma combinação perfeita entre agronegócio e cultura popular.
De acordo com especialistas do setor agrícola, as variedades cabotiá, moranga, jacarezinho, estrela e gigante se destacam tanto no mercado nacional quanto no internacional. A cabotiá, também chamada de japonesa, é uma das mais cultivadas e apreciadas pelo sabor adocicado e pela textura ideal para sopas, purês e pratos assados.
A abóbora estrela, desenvolvida pela Embrapa, tem uso duplo — culinário e ornamental — sendo uma das preferidas para decorações temáticas de outubro. Já a moranga, com sua casca laranja vibrante e formato característico, segue como símbolo da culinária brasileira e presença garantida em pratos típicos como o camarão na moranga.
Outro destaque é a jacarezinho, de casca verde e polpa firme, muito valorizada por sua resistência e adaptação a diferentes climas, o que garante segurança e economia para o produtor. E, claro, a abóbora gigante, estrela das celebrações de Halloween, é a que mais chama atenção: pode ultrapassar 1 tonelada, sendo usada em concursos e eventos de decoração em várias regiões do país.
Além da tradição festiva, o cultivo dessas variedades movimenta o agronegócio nacional, gera empregos e oferece novas oportunidades para pequenos e médios produtores. O mercado de abóboras decorativas, por exemplo, tem crescido a cada ano, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o clima favorece o cultivo.
Versátil, nutritiva e de alta produtividade, a abóbora segue consolidando seu espaço como uma das culturas mais promissoras do campo brasileiro — e, nesta época do ano, também como o símbolo mais simpático e lucrativo do Halloween.