Colisão de buracos negros revela confirmação histórica das teorias de Einstein e Hawking.

Ciência

Em 14 de janeiro de 2025, os detectores do LIGO captaram o sinal de fusão de dois buracos negros que estavam a cerca de 1,14 bilhão de anos-luz da Terra. O fenômeno, batizado de GW250114, produziu a mais clara detecção de onda gravitacional até hoje registrada — com razão sinal-ruído estimada em cerca de 80.
As massas iniciais desse par de buracos negros eram aproximadamente entre 30 e 35 vezes a do Sol e o objeto resultante girava extremamente rápido — cerca de 100 rotações por segundo.
Os dados permitiram, pela primeira vez com precisão elevada, confirmar que:

  • o objeto resultante segue a solução de rotação prevista pela métrica de Roy Kerr (o famoso “buraco negro de Kerr”).
  • a área do horizonte do buraco negro pós-fusão foi maior do que a soma das áreas dos dois originais, como previa o teorema da área de Hawking.
    Os pesquisadores destacam que esse nível de clareza no sinal abre caminho para testes ainda mais rigorosos da relatividade geral em campos gravitacionais extremos e da natureza dos buracos negros.
    Este resultado marca um novo patamar: não mais somente detectar que buracos negros se fundem, mas analisar a “música” que produzem — os modos de vibração do objeto remanescente — e decifrar propriedades que antes eram apenas teóricas.
    Com isso, a astronomia de ondas gravitacionais entra em uma nova era, na qual cada fusão pode se tornar um laboratório de física fundamental.

Foto: NASA’s Goddard Space Flight Center/J. Schnittman and B. Powell

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