Novas imagens divulgadas nesta quinta-feira (16) trazem à tona detalhes perturbadores sobre o atendimento ao estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, morto por um disparo de policial militar durante uma abordagem na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, em novembro de 2024.
Os vídeos, obtidos após decisão judicial, mostram o jovem agonizando enquanto era levado a um hospital por uma equipe do Corpo de Bombeiros da PM. Em um dos momentos, um bombeiro chega a rir e diz: “Tem que sofrer mesmo, pô”, enquanto o rapaz era conduzido para o centro cirúrgico.
Segundo a defesa da família, as gravações evidenciam negligência e desrespeito no atendimento, já que o estudante chegou ao hospital sem curativos e sem sinais de primeiros socorros adequados. O pai de Marco Aurélio, o médico Júlio César Acosta Navarro, afirmou que o filho demorou 47 minutos para receber atendimento médico após o disparo.
“Foi uma verdadeira conspiração contra o meu filho. Ele poderia ter sido salvo se houvesse socorro imediato”, lamentou o pai, destacando que havia hospitais próximos ao local do crime.
As novas provas reforçam a acusação de má condução do socorro e contradições nas versões dos PMs envolvidos. A defesa da família solicitou à Justiça a prisão preventiva dos policiais responsáveis pelo disparo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caso foi investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O policial que efetuou o disparo foi indiciado por homicídio doloso e está afastado das atividades enquanto aguarda decisão judicial.
Marco Aurélio era estudante de medicina na Universidade Anhembi Morumbi e também atuava como MC nas redes sociais, sob o nome artístico “MC Boy da VM”. Ele completaria 23 anos no último dia 14 de outubro.
Foto: Reprodução