O debate sobre o retorno do horário de verão em 2025 voltou à pauta do governo, mas ainda não há decisão definitiva sobre sua adoção.
Por que volta-se a discutir o horário de verão?
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta que pode haver sobrecarga no sistema nas horas de pico, especialmente em finais de tarde, quando os recursos solares começam a decair. Se o horário de verão for reativado, ele poderia deslocar parte desse consumo para períodos com luz natural, aliviando a pressão sobre as usinas térmicas.
No entanto, o Ministério de Minas e Energia (MME) garante que o sistema elétrico nacional tem condições de atender à demanda sem necessidade da medida até fevereiro de 2026. O tema continua sob avaliação técnica permanente.
O que está definido até agora
- O MME já negou oficialmente uma confirmação de retorno imediato ao horário de verão e reafirma que não há decreto publicado definindo nova vigência.
- Algumas matérias sugerem que, se adotado, o horário de verão poderia vigorar de 16 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026 — mas essas datas ainda não foram formalizadas.
- A decisão depende de fatores como volume de chuvas, níveis dos reservatórios e previsões de consumo.
Como essa mudança poderia impactar seu dia a dia
No consumo de energia
Se o horário de verão voltar, espera-se que o pico de energia ocorra em horários com maior incidência solar, reduzindo a necessidade de ativar usinas térmicas caras e potencialmente poluentes.
Por outro lado, sem a medida, será necessário que as empresas de energia façam previsões mais cautelosas para atender ao consumo nas horas críticas sem riscos de escassez.
Na rotina de trabalho, serviços e logística
- Empresas poderão manter horários fixos ao longo do ano, sem necessidade de adaptação para “inverno ou verão”.
- Trabalhadores e estudantes terão menos mudanças abruptas nos horários de entrada e saída.
- Trailhas de transporte público e serviços públicos terão que planejar com base em demanda constante, sem picos deslocados artificialmente.
Em setores sensíveis à luz do dia
Com mais claridade no fim da tarde, setores de lazer, turismo e comércio podem se beneficiar com maior movimentação à noite.
Por outro lado, o ajuste brusco no relógio pode causar efeitos no sono e adaptação biológica da população — especialmente nos primeiros dias.
Caminho para a decisão final
A adoção do horário de verão exigiria decreto presidencial, análise de órgãos técnicos (como ONS, MME) e possivelmente participação de instituições como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em alguns debates.
Especialistas afirmam que a decisão precisa ser tomada com antecedência para que haja adaptação nas rotinas sociais, econômicas e nos sistemas de tecnologia.
Enquanto isso, o país segue operando no horário permanente atual, e toda eventual mudança deverá ser divulgada com transparência e tempo adequado para ajustes.
Foto: IA Sora/FDR