A Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, enviou uma manifestação oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para comprovar a adoção de medidas que asseguram o tratamento isonômico e equilibrado entre as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A resposta atende a uma determinação expedida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que havia estipulado o prazo de 24 horas para o envio dos esclarecimentos, sob pena de elevação da multa diária.
No documento apresentado à Justiça Eleitoral, a big tech garantiu que suas equipes técnicas estão atuando de forma contínua para cumprir as 17 alíneas contidas na ordem judicial. A empresa destacou que estabeleceu um protocolo de revisão humana célere, determinando que qualquer bloqueio ou limitação automatizada sobre contas de anúncios de ambos os candidatos seja submetido à análise de técnicos em um prazo máximo de duas horas. A medida emergencial permanecerá válida até o dia da votação no segundo turno.
A empresa também prestou esclarecimentos sobre pontos técnicos específicos relativos aos algoritmos e sistemas de distribuição de conteúdo político. Em relação às publicações colaborativas no Instagram, a Meta justificou que limitações operacionais impedem que a não recomendação do perfil oficial do candidato seja separada da conta do colaborador terceirizado, optando por restringir a recomendação do post em sua totalidade para evitar distorções no ecossistema da plataforma.
A manifestação da Meta ocorre após acusações formalizadas pela campanha do candidato petista ao TSE, apontando supostos descumprimentos e prejuízos ao alcance das publicações do partido nas redes digitais. A dona do Facebook salientou que pretende cumprir todas as determinações da Corte Eleitoral, preservando o direito de recorrer juridicamente de eventuais pontos pontuais que apresentem incompatibilidades com os limites tecnológicos do sistema.
Foto: Werther Santana / Estadão
Redação – Thiago Salles