A ofensiva jurídica de Flávio Bolsonaro mirou no coração da estratégia digital da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na petição apresentada ao TSE, os advogados do candidato do PL denunciaram que o grupo com milhões de seguidores vinha sendo utilizado para promover desinformação coordenada e ataques difamatórios a duas semanas da votação decisiva do segundo turno.
Segundo a acusação, o canal servia como uma central de distribuição de conteúdos já classificados como falsos pela própria Justiça Eleitoral. A equipe jurídica alegou ainda que Janones orientava os integrantes a agir de forma orquestrada, “como robôs”, disparando em massa fake news para burlar os algoritmos e tentar influenciar indevidamente o eleitorado.
Ao fundamentar a liminar, o ministro Nunes Marques destacou que a gravidade da situação exigia uma medida drástica, avaliando que a simples exclusão de postagens individuais não seria suficiente para estancar o impacto das mensagens ilícitas no pleito. “A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral. E a paridade de armas entre os candidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito”, cravou o presidente do TSE na sentença.
A decisão provocou uma onda de reações imediatas nos bastidores de Brasília. A cúpula da campanha petista e o próprio presidente Lula classificaram a medida como um “absurdo” e prometeram recorrer junto ao plenário do tribunal para reverter o bloqueio, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro comemoraram a vitória judicial como um duro golpe na máquina de propaganda do adversário.
Foto: Divulgação / Agência Senado / Agência Brasil / Montagem Área VIP | Redação – Thiago Salles