A Justiça argentina condenou o influenciador Agustín López Gagliasso a 16 anos de prisão pelo acidente que matou uma mulher e sua filha adolescente em Rosario, em janeiro de 2025. O tribunal também determinou 10 anos de proibição para dirigir veículos.
As vítimas eram Tania Gandolfi, de 41 anos, e Agustina García, de 17. Elas estavam de férias na cidade quando foram atingidas pelo Peugeot 206 conduzido por Gagliasso. Outras três pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança de seis anos.
Segundo a reconstrução apresentada pela acusação, Gagliasso havia se envolvido em uma discussão com um motociclista e iniciou uma perseguição pela região do túnel Arturo Illia. Durante o trajeto, teria acelerado até 120,7 km/h, aproximadamente o dobro do limite permitido naquele trecho.
Testemunhos e perícias indicaram que o jovem fez manobras em zigue-zague entre outros veículos antes de perder o controle do automóvel, subir na calçada e atingir a família. Reportagens publicadas ainda durante a investigação apontaram que não havia marcas de frenagem no ponto do impacto.
Tribunal reconheceu dolo eventual
O caso foi julgado como homicídio simples com dolo eventual. Nesse enquadramento, a Justiça não afirma que o motorista queria matar as vítimas, mas entende que ele assumiu conscientemente um risco elevado de provocar mortes ao dirigir daquela maneira.
As promotoras Mariana Prunotto e Valeria Piazza Iglesias, juntamente com a acusação particular, haviam solicitado uma pena de 18 anos de prisão. O tribunal fixou a condenação em 16 anos.
A defesa tentou fazer com que a conduta fosse enquadrada como homicídio culposo. Os advogados reconheceram a responsabilidade pelo acidente, mas argumentaram que Gagliasso perdeu o controle do veículo e não teria aceitado conscientemente a possibilidade de matar alguém. A tese não foi acolhida pelo tribunal.
Gagliasso deverá cumprir a pena na Unidade Penitenciária nº 11 de Piñero, na província de Santa Fé.
Pai das vítimas diz que desculpas não pareceram sinceras
Depois da sentença, Diego García, marido de Tania e pai de Agustina, afirmou considerar a condenação compatível com a legislação atual, embora tenha dito que pretende defender mudanças nas leis argentinas para aumentar as punições em casos semelhantes.
Ele também declarou que não considerou sinceras as desculpas apresentadas pelo condenado durante o processo.
O acidente aconteceu em 21 de janeiro de 2025, na região da avenida Arturo Illia com Presidente Roca, em Rosario. A condenação foi anunciada em 15 de setembro de 2026, após uma semana de julgamento.
Foto: Reprodução/Instagram –
Redação – Thiago Salles