Muito antes de se tornar conhecida mundialmente como a Viúva Negra da Marvel, Scarlett Johansson já acumulava experiências importantes diante das câmeras. Uma delas aconteceu em 1998, quando, ainda adolescente, integrou o elenco de O Encantador de Cavalos, produção dirigida e estrelada por Robert Redford.
No filme, Johansson interpretou Grace MacLean, uma adolescente que sofre um grave acidente enquanto cavalga e precisa enfrentar consequências físicas e emocionais. Robert Redford vive Tom Booker, treinador de cavalos procurado pela mãe da jovem para ajudar na recuperação dela e de seu animal.
Décadas depois daquela experiência, Johansson voltou a falar sobre o impacto que Redford teve em sua formação profissional. Em entrevista concedida em 2025, durante a divulgação de sua estreia na direção de longas-metragens, Eleanor the Great, a atriz destacou principalmente a atenção que o cineasta dava aos intérpretes.
Segundo Scarlett, Redford demonstrava enorme paciência no set e fazia questão de contextualizar cada cena para que ela entendesse exatamente o momento emocional vivido por sua personagem.
A atriz explicou que ele costumava reconstruir toda a trajetória da história até chegar à cena que seria filmada, uma maneira de ajudá-la a encontrar o estado emocional de Grace. Para uma jovem atriz trabalhando em uma produção de grande porte, o método tornou o ambiente mais compreensível e menos intimidador.
Johansson também recordou que, apesar do tamanho da produção e da quantidade de pessoas envolvidas, Redford conseguia criar uma atmosfera mais reservada entre diretor e ator. Essa característica se tornou uma das lembranças mais fortes que ela levou daquele trabalho.
Experiência ajudou Scarlett a enxergar a direção de outra forma
A passagem por O Encantador de Cavalos ganhou uma importância ainda maior décadas depois.
Ao preparar seu primeiro longa como diretora, Eleanor the Great, Johansson afirmou que observar Robert Redford trabalhando quando ela era jovem contribuiu para sua própria maneira de dirigir atores. Ela destacou o cuidado dele com as interpretações e a capacidade de administrar uma produção grande sem perder a proximidade com o elenco.
Em outra entrevista, realizada após a morte de Redford em setembro de 2025, Scarlett voltou a recordar o período das filmagens e descreveu a experiência como marcante. Ela ressaltou a naturalidade, o carinho e a tranquilidade que percebia na forma como o ator e diretor trabalhava.
De jovem promessa a uma das maiores estrelas do cinema
Quando participou do filme de Redford, Johansson ainda estava construindo sua trajetória em Hollywood. Anos depois, consolidou-se com produções como Encontros e Desencontros, Moça com Brinco de Pérola, História de um Casamento e diversos filmes do Universo Cinematográfico Marvel.
A experiência com Redford, no entanto, permaneceu como uma referência particularmente importante. Ao assumir a direção de Eleanor the Great, quase três décadas depois, ela passou para trás das câmeras levando consigo parte das lições que observou ainda no início da carreira.
O longa de 1998 também teve Robert Redford acumulando diferentes funções: além de protagonista e diretor, ele atuou como produtor. Scarlett dividiu o elenco com Kristin Scott Thomas, Sam Neill, Dianne Wiest e Chris Cooper.
A lembrança de Johansson ajuda a mostrar como um trabalho realizado ainda na adolescência ultrapassou os limites de uma simples participação em Hollywood e acabou contribuindo para a forma como ela própria passou a enxergar a construção de personagens e, mais tarde, a direção cinematográfica.
Foto: Reprodução/Touchstone Pictures –
Redação – Thiago Salles