Meta apresenta óculos inteligentes com promessa de liderar era da superinteligência
A Meta deu mais um passo rumo ao futuro da tecnologia vestível. Em sua conferência anual Meta Connect, realizada nesta quarta-feira (17), o CEO Mark Zuckerberg apresentou os óculos Meta Ray-Ban Display, primeiro modelo da empresa com uma tela embutida nas lentes. O grande diferencial é a proposta de substituir smartphones e tornar os wearables a principal interface com sistemas de inteligência artificial.
Os óculos exibem mensagens, chamadas de vídeo e respostas do assistente de IA diretamente na lente, enquanto os comandos são feitos por uma pulseira inteligente que reconhece movimentos da mão, descrita por Zuckerberg como o “primeiro dispositivo neural popular”.
Apesar da inovação, a demonstração enfrentou dificuldades. Durante a transmissão ao vivo, uma ligação feita pelo diretor de tecnologia Andrew Bosworth não pôde ser atendida por Zuckerberg, que culpou o Wi-Fi. Outro modelo da linha Ray-Ban, com melhorias de câmera e bateria, também falhou ao responder a comandos de voz.
O dispositivo será vendido a partir do fim de setembro por US$ 799. Segundo a Meta, a fabricação ficará por conta da chinesa Goertek, mesmo em meio a tensões políticas entre os Estados Unidos e a China.
A empresa também anunciou uma parceria com a Oakley para desenvolver um modelo voltado a esportes, com integração a dispositivos fitness como os relógios Garmin.
A mudança de foco da Meta, que recentemente desacelerou seus investimentos no metaverso, representa uma tentativa de reposicionar a marca como referência em inteligência artificial. Entre as ações, destaca-se a criação do Meta Superintelligence Lab, com contratações agressivas de especialistas de empresas como OpenAI e Google.
Zuckerberg deixou claro: os wearables são agora o centro da estratégia, e a aposta é alta.