Uma investigação minuciosa da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou detalhes estarrecedores sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, espancado até a morte na noite de 11 de agosto de 2026, no bairro de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. A vítima foi alvo de um linchamento brutal que durou cerca de nove minutos, motivado por um falso alarme de furto de bicicleta repassado erroneamente entre populares e seguranças privados da região.
De acordo com as investigações lideradas pelo delegado Ângelo Lages, Rafael havia saído de sua residência em Botafogo utilizando a bicicleta de sua irmã. Ao parar em uma loja de conveniência em Copacabana, foi abordado por seguranças do estabelecimento que questionaram repetidamente a propriedade do veículo. Mesmo após responder que o item pertencia à sua irmã, os seguranças tomaram a bicicleta e iniciaram uma perseguição armada com porretes, mobilizando entregadores de aplicativo com a falsa informação de que se tratava de um criminoso.
Câmeras de segurança registraram a sequência do ataque covarde. Acuado e sem oferecer qualquer resistência, Rafael sentou-se na escadaria de um edifício residencial, onde passou a ser filmado, encurralado e agredido. A perícia e o levantamento policial constataram que a vítima recebeu ao todo 63 pauladas concentradas no corpo e na cabeça, além de socos e chutes perpetrados por ao menos quatro indivíduos principais. Após o cessar das agressões, a vítima permaneceu agonizando no chão por cerca de 30 minutos até o socorro dos Bombeiros, falecendo posteriormente devido à severidade dos traumas.
Quatro envolvidos na ação criminosa foram identificados e presos pelas autoridades: os seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, juntamente com os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. A Polícia Civil segue trabalhando na identificação de testemunhas e passantes que presenciaram a sessão de espancamento sem prestar auxílio, os quais poderão responder pelo crime de omissão de socorro. A família da vítima manifestou indignação e prometeu cobrar justiça e rigor na punição dos responsáveis.
Foto: Reprodução / Câmeras de Segurança
Redação – Thiago Salles