Em uma decisão histórica e altamente controversa que promete balançar os bastidores do esporte nacional, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou mudanças radicais em seu regulamento. A partir de agora, apenas atletas do sexo biológico feminino poderão disputar as competições oficiais da entidade no país, como a Superliga e a Copa Brasil.
A verificação do sexo biológico passará a ser realizada obrigatoriamente por meio de triagem genética para identificação do gene SRY. Segundo a diretoria da confederação, a medida visa alinhar o regulamento brasileiro às diretrizes adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), buscando estabelecer paridade com as exigências do cenário esportivo global.
A nova diretriz atinge em cheio a trajetória da jogadora Tifanny Abreu, destaque do Osasco São Cristóvão Saúde e pioneira no vôlei nacional. A alteração no código esportivo reabre discussões acaloradas sobre direitos humanos, critérios biológicos de equidade e o futuro de atletas trans na elite do esporte no Brasil.
Foto: Divulgação / Osasco Voleibol
Redação – Thiago Salles