A gestão do presidente colombiano Abelardo de La Espriella cedeu às pressões diplomáticas e autorizou o ingresso de apoio internacional nas buscas por vítimas do sismo de magnitude 7,4 que atingiu o país. Contudo, a condução das operações gerou reações negativas após o anúncio de que o governo permitiu o desembarque de equipes de busca e resgate de apenas quatro nações: Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador.
O direcionamento explícito a países governados por aliados de direita acendeu debates sobre o uso político da tragédia. Representantes da Unidade Nacional de Gestão de Riscos argumentaram que a triagem seguiu critérios exclusivamente técnicos, selecionando equipes com certificação e padrão internacional comprovado. Em coletiva, o chanceler Omar Bula rechaçou qualquer motivação ideológica na decisão e afirmou que o país aceita doações de insumos e assistência de outras origens sem distinções.
O Brasil confirmou que enviará socorro humanitário centrado em suprimentos, como purificadores de água, itens de assistência médica e mantimentos. De acordo com interlocutores do Itamaraty, o envio de brigadistas de resgate não foi solicitado por Bogotá, motivo pelo qual a ajuda brasileira ficou restrita a suprimentos. A mesma orientação de fornecer prioritariamente insumos em vez de pessoal técnico de campo foi reportada por outras nações da região.
A decisão sobre o perfil do contingente externo ocorre no momento mais crítico das buscas, quando a janela ideal de 72 horas para localização de sobreviventes sob os escombros chega ao fim. A cidade de Pereira figura entre os pontos mais castigados. Diante da extensão da crise, o presidente De La Espriella decretou estado de emergência econômica e anunciou a criação do “Fundo Milagre”, estrutura destinada a arrecadar recursos para a reconstrução de infraestruturas e auxílio financeiro às famílias atingidas.
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Redação – Thiago Salles