O Sudeste entra nesta sexta-feira (7) em estado de atenção devido à intensificação de um ciclone extratropical que avança pelo Atlântico Sul. O sistema pode provocar rajadas de vento de até 110 km/h em algumas áreas e ainda reúne condições para ser classificado como um ciclone-bomba.
O fenômeno se formou na região entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul e deve se deslocar rapidamente para áreas mais afastadas do continente. Mesmo assim, sua presença continuará influenciando as condições meteorológicas no Sul e no Sudeste.
A possibilidade de o sistema receber a classificação de ciclone-bomba depende da velocidade com que a pressão atmosférica cair em seu centro. Caso a redução ocorra de maneira muito acelerada em aproximadamente 24 horas, o fenômeno poderá ser enquadrado nessa categoria.
Sudeste terá maior risco de ventania
São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os estados que devem registrar os ventos mais fortes.
No litoral paulista, na Serra do Mar, no Vale do Ribeira, na Baixada Santista e no Vale do Paraíba, as rajadas podem alcançar entre 90 km/h e 110 km/h.
Também há previsão de ventos fortes em outras regiões paulistas, com velocidades entre 70 km/h e 90 km/h. A Grande São Paulo, Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto, Franca e outras áreas do interior estão entre as regiões que podem sentir os efeitos da mudança no tempo.
Na capital paulista, as rajadas podem chegar a aproximadamente 80 km/h, principalmente durante a passagem da frente fria. A previsão indica aumento da nebulosidade e possibilidade de chuva mais intensa entre a tarde e a noite.
No Rio de Janeiro, os ventos podem alcançar 90 km/h na capital. Na Costa Verde, Região Serrana e sul fluminense, as rajadas devem ficar entre 70 km/h e 90 km/h, podendo ser ainda mais intensas em pontos específicos.
Chuva forte e risco de estragos
Além da ventania, a chegada da frente fria aumenta o risco de temporais, raios e pancadas de chuva de forte intensidade.
O encontro entre o ar quente que predominava no Sudeste e a massa de ar frio associada ao sistema meteorológico pode aumentar a instabilidade atmosférica.
A combinação favorece a ocorrência de quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos em estruturas mais frágeis.
O mar também deve ficar bastante agitado. A elevação das ondas começa a atingir a costa do Sul nesta sexta-feira e deve avançar para o litoral do Sudeste durante o fim de semana.
Frio ganha força no fim de semana
A passagem da frente fria também deve provocar uma queda significativa nas temperaturas.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, Porto Alegre pode registrar mínima próxima de 5°C e máxima de aproximadamente 16°C. Durante o fim de semana, o frio deve aumentar, com possibilidade de geada em algumas regiões e temperaturas próximas de 0°C em pontos do centro-sul gaúcho.
No Paraná e em Santa Catarina, a sexta-feira ainda deve ser marcada por chuva forte, trovoadas e ventos intensos. Há possibilidade de granizo em algumas áreas durante o sábado.
Outros estados também terão impactos
Em Minas Gerais, o sul do estado e a Zona da Mata podem registrar rajadas entre 70 km/h e 80 km/h. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte e em outras áreas mineiras, os ventos podem variar entre 50 km/h e 70 km/h.
No Mato Grosso do Sul, a frente fria deve provocar chuva e trovoadas principalmente nas regiões próximas ao Paraná. Alguns pontos podem registrar ventos próximos de 90 km/h.
Já no Centro-Oeste, Nordeste e Norte, o cenário será diferente. Algumas áreas continuarão com calor e baixa umidade, enquanto regiões específicas poderão registrar pancadas de chuva.
O que é um ciclone-bomba?
O termo é utilizado para caracterizar um sistema de baixa pressão que sofre uma intensificação extremamente rápida.
Essa rápida queda da pressão atmosférica pode aumentar significativamente a velocidade dos ventos e deixar as condições meteorológicas mais severas.
No caso do sistema que atua sobre o Atlântico Sul, a confirmação da classificação dependerá da evolução da pressão atmosférica ao longo desta sexta-feira.
A recomendação diante da previsão de ventos fortes é evitar permanecer próximo a árvores, estruturas metálicas, placas, outdoors e áreas com risco de deslizamentos. Também é importante redobrar a atenção durante deslocamentos e manter distância de locais onde haja possibilidade de queda de objetos ou fios elétricos.
FOTO: Arte/g1 e Inmet/Reprodução
REDAÇÃO: Ana Flávia