O Partido Liberal (PL) enfrenta um novo desafio na formação de sua chapa para a eleição presidencial. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), considerada uma das principais opções para ocupar a vaga de vice na candidatura de Flávio Bolsonaro, decidiu não aceitar o convite e permanecer focada em seus projetos políticos no Senado.
A decisão foi comunicada durante uma reunião realizada em Brasília com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo informações de bastidores, a parlamentar pretende concentrar seus esforços na articulação para disputar a presidência do Senado em 2027, descartando, neste momento, integrar uma chapa ao Palácio do Planalto.
A negativa representa um revés para o partido, que via em Tereza Cristina uma liderança capaz de ampliar o diálogo com o agronegócio, fortalecer pontes com partidos de centro e agregar experiência administrativa à campanha.
Com a desistência, o PL intensifica as conversas para definir outro nome antes da convenção nacional, marcada para os próximos dias. Entre as alternativas discutidas está a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, atualmente filiada ao Republicanos. No entanto, a eventual indicação depende de negociações entre as legendas e ainda enfrenta divergências internas.
Outros nomes cogitados anteriormente também perderam força nas articulações políticas. Integrantes da legenda avaliam que a posição da federação formada por União Brasil e Progressistas poderá influenciar diretamente a composição das alianças para a disputa presidencial.
Diante desse cenário, a definição da candidatura à vice-presidência permanece em aberto, enquanto o partido busca construir uma composição que fortaleça sua estratégia eleitoral para a campanha de 2026.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil –
Redação – Ana Flavia