Grupo de WhatsApp liga coronel da PM a investigado por operar esquema financeiro do PCC e investigação ganha novos desdobramentos.

Brasil

Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo trouxe novos elementos às investigações sobre a estrutura financeira atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os fatos apurados está a existência de um grupo de WhatsApp que reunia o coronel da Polícia Militar Luiz Carlos Pereira Martins e Cléber Azevedo dos Santos, investigado por suposta ligação com a facção criminosa.

Segundo os investigadores, o grupo, denominado “Aniversário General”, possuía caráter social e pessoal e também contava com a participação de outras pessoas. A simples presença dos integrantes no mesmo grupo não representa, por si só, prova de envolvimento em atividades criminosas, mas o fato passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelo Ministério Público durante a investigação.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi um áudio atribuído a Cléber Azevedo, gravado em julho de 2025. Na mensagem, ele solicita a um contato identificado como Bruno a troca de uma transferência bancária por R$ 100 mil em dinheiro vivo. Conforme o conteúdo da gravação, o valor seria destinado ao pagamento de policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), após um suposto problema envolvendo um cliente identificado apenas como Caio.

Até o momento da divulgação das investigações, a defesa de Cléber Azevedo e a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não haviam se manifestado oficialmente sobre o teor da gravação.

A operação faz parte de uma ofensiva do Ministério Público contra um grupo suspeito de movimentar recursos financeiros ligados ao PCC. Os investigadores buscam identificar o fluxo de dinheiro, os responsáveis pela lavagem de ativos e eventuais conexões entre integrantes da organização criminosa e agentes públicos.

As apurações continuam em andamento e novas diligências deverão ser realizadas para esclarecer a participação de cada investigado. O Ministério Público ressalta que os fatos seguem sob investigação e que a responsabilidade criminal dos envolvidos somente poderá ser definida ao término do processo, assegurando o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Foto: Reprodução/Ministério Público de São Paulo (ou TV Globo/g1, conforme imagem utilizada) –

Redação: Ana Flavia

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