Neste domingo (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas declarações incisivas sobre a crise migratória no país. Por meio de sua rede social, a Truth Social, Trump afirmou que irá “libertar Los Angeles da invasão migrante” e expulsar todos os imigrantes ilegais envolvidos nos protestos recentes contra as operações de deportação.
Segundo o presidente, os atos que tomaram as ruas da cidade são liderados por “turbas violentas e insurgentes” que colocam em risco a segurança de agentes federais. A resposta do governo federal foi imediata: Trump ordenou que o Departamento de Segurança Interna, o Departamento de Defesa e a Procuradoria-Geral adotem “todas as medidas necessárias” para restabelecer a ordem.
Desde sábado (7), aproximadamente 2.000 soldados da Guarda Nacional foram mobilizados para a Califórnia com o objetivo de proteger instalações federais e apoiar as ações migratórias em curso. A decisão foi tomada sem a autorização do governo estadual, algo que não ocorria desde 1965, durante o movimento pelos direitos civis.
Em outro comunicado, Trump acusou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, de falharem no controle da situação e permitirem o avanço de protestos que ele classificou como “radicais” e “impulsionados por vândalos pagos”.
A crise se intensificou após operações do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas) resultarem na detenção de mais de 100 pessoas ao longo da última semana. O governo federal reforça que não recuará diante das manifestações e que a prioridade é cumprir a lei e manter a ordem pública.