O governo de Israel anunciou nesta quarta-feira (28) que o comandante militar do Hamas em Gaza, Mohammed Sinwar, foi morto em uma ação conduzida pelas Forças de Defesa Israelenses. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelo Hamas.
Figura influente dentro da ala armada do grupo palestino, Sinwar ocupava papel de liderança estratégica desde 2024, quando seu irmão, Yahya Sinwar, também um dos principais líderes do Hamas, foi morto durante confrontos. Desde então, Mohammed passou a comandar operações em toda a Faixa de Gaza, incluindo o norte do território, em colaboração com Izz al-Din Haddad — apontado como possível sucessor em caso de morte confirmada.
Sinwar tinha um histórico de envolvimento direto em operações militares contra Israel, como o ataque de 7 de outubro de 2023, que marcou o início da guerra mais recente em Gaza. Ele também foi acusado de liderar o sequestro do soldado Gilad Shalit em 2006, episódio que o tornou um dos alvos mais procurados por Israel.
Desde os anos 1990, o líder militar palestino foi alvo de diversas tentativas de assassinato, incluindo emboscadas com explosivos e ataques aéreos. Sua atuação era marcada pelo sigilo e por missões de alto risco. A Brigada de Khan Younis, que ele liderava, é considerada uma das mais estruturadas dentro da organização, sendo responsável por lançamentos de foguetes e vigilância constante da fronteira com Israel.
Analistas acreditam que, caso sua morte seja confirmada, a estrutura do Hamas poderá sofrer alterações, com mais poder sendo transferido para lideranças exiladas. No entanto, ainda é incerto como isso afetará as negociações por um possível cessar-fogo.
A morte de Sinwar, se comprovada, representa uma das baixas mais significativas para o grupo desde o início do atual conflito, além de um possível ponto de virada no equilíbrio interno de poder do Hamas.