Alckmin reage a embargo europeu e promete ofensiva para recolocar carne brasileira no mercado da União Europeia.

Política

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou que o governo brasileiro atuará com prioridade para reverter a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco econômico.

A manifestação ocorreu durante a abertura da Bahia Farm Show, considerada uma das maiores feiras do agronegócio do país. Segundo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha o tema e pretende concentrar esforços diplomáticos para restabelecer a presença dos produtos brasileiros no mercado europeu.

A medida adotada pela Comissão Europeia prevê a exclusão do Brasil da lista de fornecedores a partir de setembro. O bloco justificou a decisão alegando necessidade de garantias adicionais relacionadas ao cumprimento de normas sanitárias, especialmente no controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

O governo brasileiro avalia que o embargo representa um desafio importante para o setor agropecuário, considerado um dos principais motores da economia nacional. Autoridades federais já iniciaram tratativas técnicas e diplomáticas para apresentar esclarecimentos e buscar a revisão da decisão europeia.

Durante o evento, Alckmin também destacou o avanço das relações comerciais entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, produtos agrícolas brasileiros já começam a se beneficiar de condições mais favoráveis de acesso ao mercado europeu, reforçando a importância da manutenção do diálogo entre os dois blocos econômicos.

Representantes do agronegócio acompanham com atenção as negociações, uma vez que o mercado europeu figura entre os destinos estratégicos para as exportações brasileiras de proteína animal. A expectativa é que novas rodadas de conversas ocorram nas próximas semanas.

Além de Alckmin, participaram da cerimônia autoridades ligadas ao setor produtivo, incluindo ministros do governo federal e representantes estaduais, que defenderam a ampliação da competitividade do agronegócio brasileiro nos mercados internacionais.

Foto: Wilton Junior / Estadão

Redação – Thiago Salles

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