Uma megaoperação de segurança pública digna de filme de ação mobilizou dezenas de policiais civis e militares para desmantelar uma quadrilha altamente perigosa no interior de Minas Gerais. Mãe e filha foram libertadas pelas forças de segurança após passarem mais de 24 horas sob o cano de armas em um cativeiro na área rural de Turmalina. O alvo dos criminosos foi cirúrgico e motivado por pura ganância financeira: as vítimas são filha e neta de um grande empresário do ramo de pedras preciosas muito conhecido e influente na região de Coronel Murta. Os criminosos chegaram a exigir a quantia astronômica de R$ 20 milhões de resgate para devolver as duas com vida.
O drama familiar teve início nas primeiras horas da manhã, quando as vítimas saíam de casa de carro e foram interceptadas e rendidas de forma violenta pelo bando armado. Os assaltantes invadiram a residência, destruíram o sistema de câmeras de monitoramento, roubaram joias e colocaram as mulheres dentro de um Kia Cerato preto para iniciar a fuga. O plano parecia perfeito, mas um alerta disparado por uma funcionária da casa acionou o ex-marido da vítima, que acionou a polícia. Uma mobilização de choque unindo diversos batalhões e o Comando de Aviação do Estado localizou dois dos sequestradores em Diamantina com o carro roubado, munições e cocaína. Através do depoimento deles, a polícia rastreou o cativeiro a 140 km de distância do local do crime.
Ao perceberem a chegada das viaturas e o sobrevoo do helicóptero Pegasus, os criminosos que vigiavam o cativeiro fugiram pela mata densa e abandonaram um Renault Megane usado no suporte. Mãe e filha foram resgatadas fisicamente intactas, embora em estado profundo de choque emocional. Mas a caçada policial guardava uma surpresa ainda maior. Durante as buscas urgentes pela região de Virgem da Lapa para capturar os foragidos, os agentes estouraram uma fazenda clandestina gigantesca que abrigava mais de 30 mil pés de maconha espalhados por seis hectares. A plantação produziria cerca de seis toneladas da droga. Três homens foram presos em flagrante cuidando do local. A polícia já conseguiu bloquear um depósito parcial de R$ 20 mil feito pela família e agora trabalha de forma incansável para colocar toda a quadrilha atrás das grades.
Foto: PMMG /
Redação Thiago Salles