Arquivo de saúde suplementar - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/saude-suplementar/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Tue, 14 Jul 2026 18:29:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de saúde suplementar - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/saude-suplementar/ 32 32 Gigante da saúde em crise: Oncoclínicas entra com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas. https://brasilnews.tv/gigante-da-saude-em-crise-oncoclinicas-entra-com-pedido-de-recuperacao-extrajudicial-para-renegociar-r-51-bilhoes-em-dividas/ https://brasilnews.tv/gigante-da-saude-em-crise-oncoclinicas-entra-com-pedido-de-recuperacao-extrajudicial-para-renegociar-r-51-bilhoes-em-dividas/#respond Wed, 15 Jul 2026 04:27:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11908 Maior rede de tratamento contra o câncer do Brasil busca reestruturação financeira após fracasso em fusão com Porto Seguro e Fleury; atendimento aos pacientes segue normalizado em todo o país.

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Uma das maiores e mais importantes redes de assistência oncológica do Brasil acionou um sinal de alerta máximo ao mercado financeiro. A Oncoclínicas (ONCO3) informou oficialmente nesta terça-feira (14) que protocolou um pedido de recuperação extrajudicial perante a Justiça para renegociar um passivo financeiro que atinge a cifra de R$ 5,1 bilhões. De acordo com o comunicado da companhia, o principal objetivo do movimento é estabelecer um ambiente jurídico seguro e ordenado para repactuar os prazos e condições com seus credores, sem que haja qualquer interrupção nas operações cotidianas da rede médica.

A ferramenta jurídica adotada permite que a empresa costure os termos de reestruturação diretamente fora dos tribunais tradicionais, necessitando posterior homologação judicial. A Oncoclínicas detalhou que já larga com a adesão formal de credores que detêm 37% do montante total da dívida, um percentual juridicamente suficiente para dar entrada no pedido. A partir de agora, abre-se um prazo de 90 dias para que a empresa angarie o apoio restante necessário para validar o plano perante a totalidade dos envolvidos. Entre as saídas avaliadas pela governança corporativa — aprovadas por unanimidade pelo conselho de administração — estão o aporte de capital por acionistas, o alongamento de perfis de vencimento, a troca de papéis por novos financiamentos e a conversão de parcelas da dívida em ações da empresa.

Buscando conter o pânico no setor de saúde, a administração foi enfática ao garantir que a medida não afetará o tratamento clínico de pacientes, tampouco comprometerá os pagamentos de fornecedores e prestadores de serviços essenciais nas unidades de atendimento por todo o território nacional. Contudo, medidas severas de corte de custos já foram implementadas, incluindo a rescisão imediata de dois contratos de locação imobiliária de grande porte: um prédio na Avenida Angélica, em São Paulo — cuja multa rescisória de R$ 76 milhões foi integrada ao bolo da recuperação —, e o terreno onde seria erguido um hospital em Goiânia.

O desfecho dramático ocorre aproximadamente três meses após o naufrágio das negociações de uma joint venture entre a Oncoclínicas, a Porto Seguro e o Fleury, que visava a injeção de R$ 500 milhões e a transferência de ativos para estancar o endividamento, mas que acabou cancelada em abril sem um consenso. Em relatórios divulgados ao mercado, analistas do banco Santander já apontavam o histórico recente de trocas em diretorias e conselhos para tentar salvar a saúde financeira do grupo. Por outro lado, analistas do Citi alertam que a crise da companhia pode desencadear uma migração de pacientes para concorrentes de peso, como a Rede D’Or, gerando reflexos severos e elevação de custos operacionais nas carteiras das grandes operadoras de planos de saúde do país.

Foto: Redação – Thiago Salles

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Planos de saúde terão novas regras de atendimento a partir de julho: veja o que muda https://brasilnews.tv/planos-de-saude-terao-novas-regras-de-atendimento-a-partir-de-julho-veja-o-que-muda/ https://brasilnews.tv/planos-de-saude-terao-novas-regras-de-atendimento-a-partir-de-julho-veja-o-que-muda/#respond Sat, 07 Jun 2025 09:47:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1071 A partir de 1º de julho, entram em vigor as novas exigências da ANS para operadoras de planos de saúde. As mudanças abrangem melhorias no atendimento, transparência nas negativas e prazos mais claros para respostas ao consumidor.

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A partir do próximo mês, as operadoras de planos de saúde deverão se adaptar às novas exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), conforme determina a Resolução Normativa nº 623. A medida, que começa a valer em 1º de julho, tem como objetivo ampliar a transparência, padronizar os canais de atendimento e garantir maior agilidade nas respostas aos usuários.

As operadoras precisarão manter atendimento presencial em capitais ou regiões com maior concentração de clientes, além de canais telefônicos (disponíveis 24h para empresas de grande porte) e virtuais.

Entre as novidades, está a obrigatoriedade de resposta imediata para solicitações de urgência e emergência. Já para pedidos de internação eletiva ou procedimentos de alta complexidade, o prazo de resposta será de até 10 dias úteis.

Outra mudança importante é a exigência de justificativas claras e fundamentadas em casos de negativa de cobertura. As operadoras deverão apontar a cláusula contratual ou norma legal que embasa a recusa, com linguagem acessível. Além disso, o consumidor poderá solicitar reanálise via ouvidoria e, caso necessário, formalizar uma queixa junto à ANS por meio da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP).

A resolução também estabelece novos prazos para respostas não assistenciais, como reclamações e dúvidas, que agora deverão ser atendidas em até 7 dias úteis. Todas as interações precisarão ser documentadas, com protocolos de atendimento, gravações de chamadas, e registros mantidos por até cinco anos em casos de queixas.

Segundo a ANS, operadoras que não cumprirem as novas exigências poderão sofrer sanções administrativas e multas. O desempenho dessas empresas será refletido no Índice Geral de Reclamações (IGR), com maior visibilidade para aquelas que apresentarem melhoria contínua e bom desempenho no atendimento.

A diretora de fiscalização da agência, Eliane Medeiros, destacou que o objetivo é tornar o setor mais transparente e reforçar os direitos dos beneficiários. “O atendimento qualificado é o primeiro passo para a melhoria contínua da saúde suplementar no Brasil”, concluiu.

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