Condenado por chacina em shopping volta a frequentar cinemas e assusta clientes: “Vendedores vivem com medo”

A circulação de Mateus da Costa Meira, responsável pelo ataque ocorrido em um cinema de São Paulo em 1999, voltou a gerar preocupação entre comerciantes e frequentadores de um dos principais centros comerciais de Salvador. Hoje com 51 anos, ele passou a frequentar regularmente o Shopping Barra, onde costuma visitar cafeterias, livrarias e até salas de cinema. A presença do ex-detento começou a ser compartilhada nas redes sociais e em grupos de mensagens, provocando receio entre trabalhadores e clientes do local. O caso reacendeu a lembrança da tragédia que marcou o país há mais de duas décadas. Em novembro de 1999, Mateus invadiu uma sala de cinema no Morumbi Shopping, em São Paulo, armado com uma submetralhadora, matando três pessoas e deixando outras nove feridas. Inicialmente condenado a mais de um século de prisão, ele passou por diferentes processos judiciais e avaliações psiquiátricas ao longo dos anos. Após decisões da Justiça da Bahia, foi submetido a tratamento em hospital de custódia e, em 2024, recebeu autorização para deixar a internação, permanecendo em liberdade mediante acompanhamento médico. Apesar da decisão judicial, especialistas que participaram de avaliações psiquiátricas ao longo do processo manifestaram preocupação com o retorno do ex-estudante ao convívio social. Alguns profissionais sustentam que ele ainda apresentaria características compatíveis com transtorno de personalidade antissocial e risco de reincidência, enquanto a Justiça considerou que havia condições para sua desinternação. A presença frequente em ambientes semelhantes ao local onde ocorreu a chacina tem alimentado o debate sobre os critérios utilizados para a liberação de pessoas submetidas a medidas de segurança e sobre a necessidade de acompanhamento permanente em casos de grande repercussão. Até o momento, não há registro de qualquer nova infração atribuída a Mateus desde que deixou a unidade de custódia. O Tribunal de Justiça da Bahia e o Ministério Público não divulgaram novos posicionamentos sobre o caso. Foto: Reprodução / O Globo Redação: Ana Flavia

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