O planeta vive um dos períodos climáticos mais preocupantes das últimas décadas. Dados divulgados por pesquisadores internacionais apontam que 2026 já registra números alarmantes de incêndios florestais, temperaturas extremas e eventos climáticos severos em diversas regiões do mundo.
Somente nos quatro primeiros meses do ano, cerca de 150 milhões de hectares foram destruídos por incêndios florestais em diferentes países — a maior área queimada já registrada para o período entre janeiro e abril. O número praticamente dobra a média histórica recente.
Nos Estados Unidos, os incêndios também atingiram níveis recordes. Até meados de maio, mais de 26 milhões de focos de incêndio haviam sido registrados, o maior número em pelo menos uma década. A área devastada já ultrapassa 1,8 milhão de acres.
Enquanto isso, o calor extremo avança em várias partes do planeta. A cidade de Phoenix, no Arizona, registrou temperaturas históricas durante março, incluindo dias consecutivos acima dos 40°C, algo considerado sem precedentes para a época do ano.
Na África, países como Sudão, Egito e Líbia enfrentam previsões que podem chegar aos 49°C, elevando ainda mais o alerta global sobre os impactos do aquecimento climático.
Especialistas afirmam que o cenário pode piorar drasticamente nos próximos meses com a possível chegada de um “Super El Niño”, fenômeno climático associado ao aumento das temperaturas globais e à intensificação de eventos extremos.
Segundo centros internacionais de monitoramento climático, existe mais de 80% de probabilidade de o El Niño se formar ainda nos próximos meses e permanecer ativo até 2027. Algumas projeções indicam que o fenômeno pode atingir intensidade histórica.
Pesquisadores alertam que a combinação entre aquecimento global e um El Niño forte pode gerar uma sequência sem precedentes de secas, incêndios, ondas de calor, tempestades severas e enchentes em diferentes regiões do planeta.
A Organização Meteorológica Mundial destacou recentemente que a Terra enfrenta um desequilíbrio climático sem comparação nos registros modernos, impulsionado pelo aumento contínuo dos gases de efeito estufa, aquecimento dos oceanos e derretimento acelerado das geleiras.
Com isso, 2026 já aparece como forte candidato a entrar para a lista dos anos mais quentes da história — e alguns cientistas acreditam que o planeta pode bater um novo recorde absoluto de temperatura global.
Foto: NASA/Divulgação
Redação – Thiago Salles