Nem todo game termina com final feliz — e alguns deixam cicatrizes que nem o tempo apaga. Ao longo das décadas, jogadores do mundo inteiro foram surpreendidos por mortes inesperadas, dolorosas e, em muitos casos, difíceis de aceitar. São personagens que não apenas cumpriram seus papéis na narrativa, mas que pareciam merecer mais tempo, mais desenvolvimento ou até um destino diferente.
Entre os casos mais marcantes está Aerith Gainsborough, cuja morte precoce em Final Fantasy VII pegou milhões de jogadores de surpresa. Em plena jornada, quando ainda havia muito da história pela frente, a personagem foi retirada de forma abrupta, deixando um vazio difícil de preencher.
Outro nome que frequentemente aparece nas discussões é Mordin Solus, da franquia Mass Effect 3. O cientista, conhecido por sua inteligência e dilemas morais, encontrou redenção ao custo da própria vida, em uma das cenas mais emocionantes da série.
Já no universo dos games narrativos, Lee Everett, protagonista de The Walking Dead: Season One, conquistou os jogadores com sua relação com Clementine. Sua despedida, marcada por escolhas difíceis, é considerada uma das mais impactantes da história dos videogames.
A tristeza também aparece em mundos sombrios como o de Dark Souls, com Sif. A batalha contra a loba guardiã carrega um peso emocional inesperado, especialmente para aqueles que conhecem sua história completa.
Outro destino trágico é o de Zack Fair, peça-chave no universo de Crisis Core: Final Fantasy VII. Sua jornada de sacrifício molda diretamente os eventos do jogo principal, tornando sua perda ainda mais significativa.
Em Final Fantasy IX, Vivi Ornitier emociona ao refletir sobre a própria existência e mortalidade. Seu desfecho, sutil e melancólico, deixa uma das mensagens mais profundas da franquia.
Fechando a lista, The Boss, de Metal Gear Solid 3: Snake Eater, é considerada por muitos uma das personagens mais importantes da história dos games. Sua morte, envolta em sacrifício e conspiração, redefiniu toda a narrativa da franquia.
Essas histórias mostram como os videogames evoluíram além do entretenimento, entregando experiências emocionais complexas e inesquecíveis. Para muitos jogadores, esses personagens continuam vivos na memória — e na eterna sensação de que mereciam uma segunda chance.

Foto: Carlos Mendes
Redação – Thiago Salles