O porta-aviões USS Nimitz, considerado um dos maiores e mais antigos navios nucleares ainda em operação no mundo, está a caminho do Brasil como parte da operação Southern Seas 2026. A missão é coordenada pelo Comando Sul dos Estados Unidos e pela 4ª Frota americana, com foco em fortalecer a cooperação naval entre países do continente.
A operação prevê a circunavegação completa da América do Sul, reunindo forças de países como Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, além de outras nações parceiras. O objetivo principal é ampliar a integração entre as marinhas e realizar treinamentos conjuntos em cenários reais.
O USS Nimitz não estará sozinho. Ele será acompanhado pelo destróier de mísseis guiados USS Gridley, além de um poderoso grupo aéreo embarcado. Entre as aeronaves estão os caças Boeing F/A-18E/F Super Hornet, responsáveis por missões de combate e superioridade aérea, além dos jatos de guerra eletrônica EA-18G Growler.
Também fazem parte da operação os helicópteros Sikorsky MH-60 Seahawk, utilizados em missões de resgate, combate antissubmarino e apoio logístico, além de aeronaves de transporte C-2A Greyhound, que garantem o abastecimento e deslocamento de pessoal.
A operação Southern Seas ocorre desde 2007 e, em 2026, chega à sua 11ª edição. Além de exercícios militares, a missão inclui visitas a portos estratégicos, intercâmbios técnicos e cooperação em segurança marítima.
O USS Nimitz carrega um peso histórico significativo. Lançado em 1972, o navio participou de conflitos importantes como a Guerra do Golfo, operações no Iraque e no Afeganistão. Mesmo após mais de cinco décadas, continua ativo graças a constantes modernizações e manutenção de seus sistemas nucleares.
A passagem pelo Brasil pode ser uma das últimas grandes missões do navio antes de sua aposentadoria, prevista para os próximos anos. Em operações anteriores, porta-aviões americanos chegaram a atracar no Rio de Janeiro, mas ainda não há confirmação oficial sobre o local da parada em 2026.
Especialistas apontam que a presença de um grupo de ataque desse porte na América do Sul tem também um significado geopolítico, demonstrando o interesse estratégico dos Estados Unidos na região.
Para o Brasil, a operação representa uma oportunidade de treinamento com uma das forças navais mais avançadas do mundo, além de fortalecer relações internacionais no campo da defesa.
A chegada do USS Nimitz promete chamar atenção não apenas de especialistas e autoridades, mas também do público, que pode ter a chance de acompanhar de perto um dos maiores símbolos do poder militar moderno.

Foto: Divulgação / Marinha dos EUA
Redação – Thiago Salles