A Apple vem acelerando sua estratégia para reduzir a dependência da China na produção de seus dispositivos. Atualmente, aproximadamente um em cada quatro iPhones já é fabricado na Índia, marcando uma mudança significativa na cadeia global de produção da empresa.
A iniciativa começou há quase uma década, quando a gigante de tecnologia percebeu a importância de diversificar sua fabricação para evitar riscos de depender de um único país. A Índia surgiu como uma alternativa estratégica tanto pela capacidade industrial quanto pelo tamanho de seu mercado consumidor.
Inicialmente, a Apple produzia apenas modelos mais antigos do iPhone em território indiano, principalmente na cidade de Bangalore. O objetivo era atender à demanda local, enquanto a maior parte da produção global continuava concentrada na China.
Com o passar dos anos, a empresa ampliou sua presença no país e passou a abrir novas fábricas em parceria com fornecedores tradicionais, como a Foxconn. Essa expansão gradativa transformou a Índia em um dos principais centros de produção da Apple fora da China.
A estratégia ganhou ainda mais importância diante das tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Durante a guerra tarifária iniciada pelo governo americano, liderado pelo então presidente Donald Trump, houve ameaças de tarifas elevadas sobre produtos importados da China.
Especialistas chegaram a estimar que, caso as tarifas fossem aplicadas integralmente, o preço de um iPhone poderia ultrapassar os 2.500 dólares no mercado americano.
Diante desse cenário, ampliar a produção em outros países passou a ser visto como uma forma de proteger a cadeia de suprimentos e evitar impactos severos nos preços dos produtos.
Além disso, a Índia também representa um mercado promissor para a Apple. Com uma população superior a 1,4 bilhão de pessoas e uma crescente classe média, o país se tornou um ponto estratégico para expansão da marca.
A expectativa do setor é que a Apple continue aumentando a participação da Índia em sua produção global nos próximos anos, reduzindo gradualmente a dependência da China.
Foto: Xataka
Redação – Thiago Salles