Sob pressão judicial, Zuckerberg admite falha do Instagram com menores e expõe bastidores da Meta.

Internacional

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou em depoimento nesta quarta-feira (18), em Los Angeles, que o Instagram poderia ter adotado mais cedo medidas para identificar usuários menores de 13 anos. A declaração foi feita durante um julgamento que investiga possíveis impactos das redes sociais na saúde mental de jovens.

Zuckerberg lamenta demora do Instagram para detectar menores de 13 anos© Patrick T. FALLON

O depoimento do executivo era um dos momentos mais aguardados do processo, que pode estabelecer precedentes jurídicos importantes para uma série de ações movidas por famílias americanas contra grandes empresas de tecnologia. Esta foi a primeira vez que Zuckerberg falou diante de um júri sobre a segurança das plataformas da companhia.

Questionado sobre reclamações internas relacionadas à verificação de idade, o empresário reconheceu que melhorias foram implementadas ao longo do tempo, mas admitiu que poderiam ter sido feitas antes. Ele também defendeu que empresas como Apple e Google deveriam assumir parte da responsabilidade pela verificação etária diretamente nos dispositivos móveis.

O caso analisa a experiência de uma jovem da Califórnia que começou a usar plataformas digitais ainda criança e que, segundo a acusação, teria desenvolvido problemas de saúde mental relacionados ao uso intensivo das redes. O julgamento deve se estender até o fim de março, quando os jurados decidirão sobre a responsabilidade das plataformas.

Documentos apresentados no tribunal indicaram que milhões de menores já utilizavam o Instagram anos atrás, levantando questionamentos sobre a eficácia das políticas de controle da empresa. Zuckerberg afirmou que a Meta atualmente possui ferramentas mais robustas e que novos recursos continuarão sendo implementados.

O processo faz parte de uma série de ações judiciais que discutem se redes sociais foram projetadas para incentivar o uso prolongado entre jovens, contribuindo para problemas como ansiedade, depressão e outros transtornos. O resultado pode influenciar futuras regulamentações e novos processos contra empresas do setor.

Foto: Frederic J. Brown
Redação Brasil News

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