A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu monitoramento após o registro de ao menos seis mortes suspeitas e 225 notificações de pancreatite possivelmente relacionadas ao uso das chamadas canetas emagrecedoras no Brasil.
Os dados fazem parte do sistema oficial de farmacovigilância e seguem sob investigação. Até o momento, a agência destaca que não é possível afirmar se os óbitos foram causados diretamente pelos medicamentos ou por fatores de risco já existentes nos pacientes.
As notificações envolvem remédios da classe dos agonistas do GLP-1 — entre eles semaglutida, liraglutida, tirzepatida, dulaglutida e lixisenatida — amplamente utilizados no tratamento do diabetes e também para controle de peso.
Apesar da repercussão, especialistas e autoridades sanitárias não recomendam a suspensão do uso desses medicamentos. O principal alerta é para a prescrição responsável e o acompanhamento médico contínuo, especialmente diante do risco de complicações graves como a pancreatite.
O tema ganhou atenção internacional após um alerta no Reino Unido, onde também foram registradas mortes relacionadas a inflamações severas do pâncreas em usuários dessa categoria de remédios.
Desde 2025, o Brasil passou a exigir maior controle na dispensação desses produtos, com retenção da receita médica — medida que busca reduzir o uso indiscriminado e facilitar a identificação de efeitos adversos potencialmente fatais.
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Redação Brasil News