Caos no mar de Copacabana: mais de mil resgates no Réveillon expõem risco ignorado por banhistas.

Brasil

A virada do ano no Rio de Janeiro foi marcada não só por festa e fogos, mas também por um cenário de tensão no mar. O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro contabilizou 1.167 resgates de banhistas entre as 6h do dia 31 de dezembro e as 19h do dia 1º de janeiro nas praias que vão do Leme a São Conrado.

A maioria das ocorrências se concentrou em Copacabana, palco da principal festa de Réveillon do país, que reuniu milhões de pessoas. Somente durante o período da virada — entre a manhã do dia 31 e a manhã do dia 1º — foram registrados 547 salvamentos. Ao longo do restante do feriado, outras 620 ocorrências exigiram a ação dos bombeiros.

Na véspera do Réveillon, a Defesa Civil já havia emitido um alerta de ressaca para todo o litoral fluminense. O aviso, enviado diretamente aos celulares da população, recomendava evitar o banho de mar. A Marinha do Brasil também reforçou o alerta, prevendo ondas que chegaram a até 2,5 metros de altura.

Mesmo com os comunicados oficiais, muitos banhistas ignoraram o risco. O resultado foi um aumento expressivo nas ocorrências: o número de resgates durante a virada representou um salto de 1.786% em comparação ao Réveillon anterior, quando apenas 29 salvamentos haviam sido registrados no mesmo período.

Além de Copacabana, outras praias do estado também registraram episódios preocupantes. Na região de Mambucaba, na Costa Verde, foram 157 resgates. Já na Barra da Tijuca, houve 18 ocorrências, enquanto Itaipu, em Niterói, registrou 16 salvamentos.

O período também foi marcado por um caso grave: um adolescente de 14 anos desapareceu no mar nas proximidades do Posto 2 de Copacabana e segue sendo procurado. As buscas continuam com o uso de drones, aeronaves, motos aquáticas, embarcações e equipes de mergulho.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que mantém o reforço operacional mobilizado e seguirá atuando até a localização da vítima. O episódio reacende o debate sobre segurança no mar e o respeito aos alertas emitidos pelas autoridades, especialmente em datas de grande concentração de público.

Foto: Tercio Teixeira / AFP

Redação Brasil News

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