A utilização de gramados sintéticos no futebol brasileiro tem provocado discussões intensas entre dirigentes, jogadores e torcedores, especialmente quanto à possibilidade de aumento no número de lesões. No entanto, a medicina esportiva não confirma essa preocupação.
De acordo com o médico Rodrigo Lasmar, que atua no Atlético Mineiro e também integra a comissão médica da Seleção Brasileira, não há comprovação científica de que a grama artificial eleve o risco de contusões, especialmente as mais graves.
Segundo o especialista, pesquisas internacionais não indicam aumento significativo de lesões associadas diretamente ao uso do gramado sintético. Ele explica que, do ponto de vista clínico, a superfície artificial, quando bem instalada e mantida, não apresenta impacto negativo comprovado na saúde dos atletas.
Lasmar também destacou que o debate precisa levar em conta a realidade dos campos naturais no Brasil. Em muitos estádios, a grama apresenta irregularidades, excesso de rigidez e má conservação, fatores que, esses sim, podem contribuir para torções, impactos e outros tipos de lesões. Para o médico, comparar gramados sintéticos com campos naturais em condições inadequadas distorce a análise técnica do tema.
A discussão, portanto, vai além do tipo de piso e passa pela qualidade da infraestrutura esportiva. Investimentos em manutenção adequada, seja em grama natural ou artificial, são apontados como fundamentais para garantir segurança e desempenho aos jogadores
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Redação Brasil News