O Estado de São Paulo entrou em estado de atenção após a Defesa Civil emitir um alerta para a permanência de chuvas intensas ao longo de quatro dias consecutivos. A previsão indica tempo instável até a próxima terça-feira, provocado pelo avanço lento de uma frente fria, o que aumenta significativamente o risco de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra e outros transtornos urbanos.
Segundo o órgão, neste sábado as áreas sul, central e leste do estado concentram os maiores volumes de chuva. No domingo, a frente fria deve permanecer praticamente estacionada no litoral paulista, mantendo o tempo fechado e a precipitação frequente. A partir de segunda-feira, mesmo com o deslocamento gradual do sistema em direção ao Rio de Janeiro, a chuva continua atingindo diversas regiões, com solo já encharcado e maior vulnerabilidade a ocorrências graves.
Na terça-feira, a combinação entre a frente fria e a umidade vinda do oceano deve manter a instabilidade principalmente na faixa leste do estado. Como o solo estará saturado pelos dias anteriores, a Defesa Civil alerta para risco elevado de transtornos generalizados, especialmente em áreas suscetíveis a deslizamentos.
O cenário climático agrava uma situação já crítica provocada pelo apagão que atinge a Região Metropolitana de São Paulo desde a última semana. De acordo com a Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia, centenas de milhares de imóveis ainda permanecem sem fornecimento elétrico. O impacto econômico é expressivo: entidades do setor estimam perdas que podem alcançar R$ 100 milhões, afetando cerca de 5 mil estabelecimentos entre bares, restaurantes e hotéis, com prejuízos que vão desde a perda de alimentos até a redução de clientes.
Diante da crise, a Justiça de São Paulo determinou que a Enel restabeleça o fornecimento de energia em até 12 horas para os imóveis ainda afetados, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. A concessionária informou que segue atuando de forma contínua para normalizar o serviço e que ainda não foi oficialmente intimada da decisão judicial.
Os temporais recentes foram intensificados por ventos que chegaram a quase 100 km/h, fenômeno associado a um ciclone extratropical que se formou no Sul do país e avançou para o Sudeste. Além do impacto no fornecimento de energia, o vendaval provocou queda de árvores, centenas de chamados ao Corpo de Bombeiros, afetou o abastecimento de água e causou o cancelamento de inúmeros voos nos aeroportos paulistas.
A orientação das autoridades é que a população acompanhe os comunicados oficiais, evite áreas de risco e redobre a atenção durante o período de instabilidade.
Foto: Tiago Queiroz
Redação Brasil News