Funcionário que matou empresário em confraternização é absolvido em primeira instância em Minas Gerais.

Brasil

O caso que chocou a cidade de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas Gerais, em dezembro de 2024, teve um novo desdobramento judicial. O funcionário Eliandro Bastos, de 37 anos, acusado de matar o empresário Kerli Fabrício durante uma confraternização de fim de ano, foi absolvido em primeira instância. A decisão, no entanto, tramita sob segredo de justiça e já foi contestada pela família da vítima.

De acordo com informações da Polícia Militar, a discussão entre patrão e funcionário começou durante a confraternização realizada na empresa Metal Polo Aramados e Montagem. O desentendimento teria começado após Kerli comunicar a Eliandro que ele seria desligado da empresa por representar um alto custo, apesar de ser o funcionário mais antigo do local.

Ainda segundo o boletim, o clima se agravou após Eliandro quebrar uma garrafa de vinho que havia recebido de presente. Kerli teria exigido que ele limpasse o local e, em seguida, o portão da empresa foi trancado para impedir a saída do funcionário.

Já na portaria, fora da empresa, a discussão continuou. Conforme a PM, Eliandro pegou uma faca que estava no local e atingiu o empresário com três golpes. Kerli chegou a ser socorrido ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Eliandro deixou o local e pediu a um familiar que acionasse a polícia, manifestando a intenção de se entregar. Ele foi preso preventivamente no mesmo dia e permaneceu no Presídio Floramar, em Divinópolis, até o final de dezembro de 2024, quando a Justiça revogou a prisão e expediu alvará de soltura.

A Polícia Civil concluiu o inquérito ainda em dezembro de 2024 e indiciou Eliandro por homicídio qualificado por motivo fútil. Poucos dias depois, o Ministério Público se manifestou favorável à soltura, e a decisão foi confirmada pelo Judiciário.

A defesa sustenta que o funcionário agiu em legítima defesa. Segundo os advogados, Eliandro teria sido impedido de sair da empresa, perseguido pelo patrão do lado de fora e reagido de forma impulsiva, sem qualquer intenção de matar.

Em setembro de 2025, a Justiça proferiu a absolvição em 1ª instância, reconhecendo, segundo a defesa, a tese de legítima defesa. A família do empresário recorreu da decisão, e o processo agora será analisado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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