O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu absolver o funcionário acusado de matar o próprio patrão durante uma confraternização de fim de ano realizada em dezembro de 2024, na cidade de Cláudio, no Centro-Oeste mineiro. A sentença foi proferida em primeira instância e se baseou no reconhecimento de legítima defesa.
O réu, de 36 anos, estava preso até janeiro deste ano, quando deixou o Presídio Floramar, em Divinópolis, após a revogação de sua prisão preventiva. O processo tramita sob segredo de Justiça, e o conteúdo detalhado da decisão não foi divulgado oficialmente.
Segundo a defesa, a absolvição ocorreu após a análise completa das provas, depoimentos e laudos periciais reunidos ao longo da investigação. Ainda de acordo com os advogados, tanto a defesa quanto o Ministério Público se manifestaram favoráveis à absolvição, entendimento que foi acolhido pelo juiz responsável pelo caso.
Por outro lado, a família do empresário morto recebeu a decisão com surpresa e indignação. Os parentes informaram, por meio de seu representante jurídico, que pretendem recorrer da sentença e confiam na revisão do caso em segunda instância. Por conta do sigilo processual, novas manifestações devem ocorrer apenas nos autos.
O crime aconteceu no dia 21 de dezembro de 2024, após uma discussão durante a confraternização da empresa. Conforme registro policial da época, o empresário teria anunciado a intenção de demitir o funcionário, alegando custos elevados. A discussão teria evoluído para um conflito físico já do lado de fora do local da festa, onde o empresário foi atingido por golpes de faca.
A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu aos ferimentos. Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil. Após o crime, o funcionário fugiu, mas procurou familiares e pediu que acionassem a polícia para que pudesse se entregar.
A absolvição marca um novo capítulo em um caso que causou grande repercussão regional e dividiu opiniões desde o início das investigações.

Funcionário Eliandro e o empresário Kerli em foto publicada das redes sociais da empresa em 2022 — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Redação Brasil News