Crise nos EUA causa cancelamento de mais de 800 voos após ordem do governo Trump.

Internacional

Os Estados Unidos enfrentam um dos dias mais caóticos do transporte aéreo recente. Mais de 800 voos foram cancelados nas primeiras horas desta sexta-feira (7) após o governo de Donald Trump ordenar a redução de viagens em até 10% em 40 aeroportos do país. A medida foi tomada em meio ao prolongado “shutdown”, a paralisação orçamentária que já dura cinco semanas e impede o pagamento de milhares de servidores públicos, incluindo controladores de tráfego aéreo.

A decisão afeta grandes centros como Nova York, Washington, Chicago, Los Angeles, Miami e Dallas, onde terminais estão sobrecarregados por longas filas e atrasos generalizados. Segundo a Administração Federal de Aviação (FAA), a falta de pessoal levou à suspensão de diversas rotas domésticas e regionais, embora os voos internacionais de longa distância estejam mantidos por enquanto.

Companhias aéreas como American Airlines, United Airlines e Delta confirmaram cortes em suas operações, com centenas de decolagens canceladas diariamente. A American estima uma redução de 4% em suas atividades durante o fim de semana, enquanto a United prevê quase 200 cancelamentos por dia.

O impasse político no Congresso americano — entre republicanos e democratas — impede a aprovação do orçamento federal e paralisou parcialmente os serviços públicos. Críticos acusam a Casa Branca de usar o setor aéreo como instrumento de pressão política.

Com a proximidade de feriados importantes, como o Dia dos Veteranos e o Dia de Ação de Graças, as companhias alertam para possíveis novos cancelamentos e atrasos. Passageiros foram orientados a verificar seus voos antes de sair de casa e, se possível, remarcar viagens sem custo adicional.

Enquanto isso, o setor de aviação vive momentos de tensão: “Metade dos nossos principais aeroportos enfrenta escassez de pessoal”, afirmou a FAA em nota, destacando que controladores estão há mais de um mês sem receber.

A crise reforça o impacto do “shutdown” mais longo da história dos EUA, que já afeta milhões de pessoas e ameaça comprometer ainda mais a mobilidade e a economia do país.

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