O furacão Melissa intensificou-se rapidamente para categoria 5 enquanto se aproxima da Jamaica, trazendo consigo ventos extremos, chuva torrencial e um risco grave de inundações e deslizamentos. Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, o fenômeno representa o tipo de tempestade mais severo para atingir a ilha em décadas.
As autoridades jamaicanas declararam evacuação em várias áreas costeiras e abriram centenas de abrigos para proteger a população vulnerável. Estima-se que metade dos cidadãos da ilha pode estar na zona de impacto direto. O nível do mar poderá subir até cerca de 4 metros em algumas regiões, elevando o risco de tsunami localizado e inundação generalizada.
Além dos ventos e do mar elevado, a chuva acumulada representa um perigo extremo: previsões indicam até 30–40 polegadas (cerca de 75–100 cm) em alguns pontos da Jamaica, o que aumenta substancialmente o risco de deslizamentos e inundações repentinas. Ainda que o furacão já tenha provocado mortes antes de atingir a ilha – três na Jamaica, além de várias no Caribe – o pior ainda pode estar por vir enquanto o centro da tempestade se aproxima.
Após o impacto previsto na Jamaica, o Melissa seguirá em direção a Cuba e, possivelmente, para outras partes das Grandes Antilhas, ampliando o campo de atenção para a região. Especialistas alertam para cenários de longo prazo: reconstrução, falhas de infraestrutura, colapso de serviços essenciais e um período prolongado de recuperação.
A população local foi aconselhada a permanecer em abrigos, evitar zonas costeiras e registrar emergência. Os turistas e visitantes também foram instruídos a não se deslocarem até que a tempestade passe e o aviso seja revogado. Em meio ao abrigo, muitos jamaicanos expressam apreensão. Um ministro local advertiu: “Muitas destas comunidades não vão sobreviver a esta inundação”.
Em resumo: o Furacão Melissa representa uma ameaça sem precedentes para a Jamaica, exigindo ação imediata de autoridades e população. A cobertura continuará enquanto o fenômeno evolui e atinge a ilha.
Foto: AP Photo/Matias Delacroix