Israel volta a abrir fogo em Gaza durante visita de enviados dos EUA e denuncia violação de zona de segurança.

Internacional

As Forças de Defesa de Israel (FDI) voltaram a realizar disparos contra alvos na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (20), alegando que “terroristas” teriam ultrapassado uma zona de segurança estabelecida após o início do cessar-fogo. O episódio ocorreu durante a visita ao país do enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e do assessor Jared Kushner, genro do presidente americano, Donald Trump.

Em comunicado, o Exército israelense informou que os disparos foram realizados contra suspeitos que tentavam se aproximar da linha amarela, região delimitada como área de segurança após a trégua. “As tropas reagiram para eliminar ameaças imediatas e proteger o perímetro conforme previsto no acordo”, disse a nota.

O incidente surge apenas um dia após a retomada temporária de ataques no enclave, que interromperam brevemente o cessar-fogo negociado entre Israel e Hamas com mediação dos EUA, Catar e Egito. No domingo, dezenas de bombardeios israelenses deixaram ao menos 44 mortos em Gaza, após dois soldados israelenses morrerem em um ataque de míssil antitanque.

Apesar das tensões, a trégua foi restabelecida. O presidente Donald Trump afirmou que o cessar-fogo “segue em vigor” e que eventuais violações seriam tratadas “com firmeza, mas de forma adequada”.

Enquanto Witkoff e Kushner mantêm reuniões com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para avaliar o andamento do acordo, o Hamas também participa de novas negociações no Cairo, com representantes do Egito e do Catar, sobre os próximos passos da reconstrução de Gaza e o futuro político do território.

Fontes israelenses afirmam que o governo busca acelerar a devolução dos corpos de reféns israelenses mortos durante o conflito, uma das cláusulas mais sensíveis do acordo. Ao mesmo tempo, a passagem de Kerem Shalom foi reaberta para entrada de ajuda humanitária, embora organizações internacionais ainda peçam a liberação da fronteira de Rafah, com o Egito, para ampliar o envio de suprimentos.

A comunidade internacional monitora de perto os desdobramentos, temendo que uma nova escalada de violência ameace o cessar-fogo firmado após dois anos de guerra no enclave palestino.

Foto: Jack GUEZ / AFP

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