O encerramento do vínculo entre o Corinthians e a jovem promessa da base Lucas Flora, de 12 anos, ganhou novos desdobramentos após declarações do executivo responsável pelas categorias de formação do clube, Erasmo Damiani. O dirigente prestou esclarecimentos sobre a saída do atleta, revelando que a diretoria desconhece o paradeiro atual do garoto após o pai, Flávio Flora, recusar-se a assinar a ficha de inscrição oficial junto à Federação Paulista de Futebol (FPF).
O estopim do impasse ocorreu devido à ausência do nome de Lucas Flora na lista de inscritos para o Campeonato Paulista Sub-12 e Sub-13. Segundo a versão corinthiana, a família optou por não assinar a documentação regulamentar alegando insatisfação com a minutagem do jovem nos treinamentos. Em contrapartida, os pais do atleta sustentam que o clube retardou propositalmente a inscrição e que o desligamento definitivo foi formalizado por e-mail ainda no mês de maio, com o conhecimento da presidência do clube.
Diante do atrito e da interrupção do comparecimento do garoto aos treinos no Parque São Jorge, Damiani lamentou o prejuízo esportivo ao jovem, ressaltando que o jogador está afastado de competições oficiais. O executivo frisou ainda que, com o retorno do Corinthians ao Movimento de Clubes Formadores do Futebol Brasileiro (MCFFB), qualquer nova agremiação que deseje registrar a promessa terá que negociar e obter a liberação formal do Timão.
Procurado, o pai do atleta declarou em nota que a família busca seguir em frente com tranquilidade e reiterou que as comunicações decisivas foram devidamente registradas com a alta cúpula corinthiana. O episódio encerra um ciclo turbulento que já havia registrado assédio de clubes rivais no passado, evidenciando os complexos desafios éticos e jurídicos na gestão do futebol de base no Brasil.
Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Redação – Thiago Salles