A tragédia provocada pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela continua aumentando. O governo venezuelano informou que o número oficial de mortos chegou a 3.811, duas semanas após os abalos sísmicos que devastaram diversas cidades do país.
O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que destacou que as equipes de resgate continuam localizando vítimas entre os escombros, o que pode elevar ainda mais o número de mortos nos próximos dias.
Além das milhares de vítimas fatais, a catástrofe deixou um grande contingente de feridos e desabrigados. Famílias inteiras perderam suas casas, enquanto escolas, hospitais, prédios públicos e imóveis residenciais sofreram graves danos estruturais.
As operações de busca e salvamento contam com a participação de militares, bombeiros, voluntários e equipes internacionais enviadas para auxiliar nas áreas mais atingidas. Paralelamente, o governo trabalha na distribuição de alimentos, água potável, medicamentos e abrigos temporários para a população afetada.
Especialistas alertam que os desafios agora vão além do resgate de sobreviventes. A reconstrução das cidades deverá exigir investimentos elevados e poderá levar anos, principalmente nas regiões onde a infraestrutura foi praticamente destruída pelos tremores.
A comunidade internacional acompanha a situação e diversos países anunciaram ajuda humanitária para apoiar as ações de emergência e assistência às vítimas da maior tragédia natural registrada na Venezuela nas últimas décadas.
Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
Redação: Ana Flavia