A Polícia Federal intensificou o combate ao tráfico internacional de armas ao prender um homem apontado pelas autoridades como peça-chave no fornecimento de armamentos para uma das maiores organizações criminosas do país. A ação ocorreu durante a Operação Red Fox, deflagrada para desarticular uma rede suspeita de abastecer grupos criminosos com armamento pesado.
De acordo com as investigações, o suspeito, identificado como Arnaldo Ribeiro, teria atuado a partir do Suriname, país localizado na região norte da América do Sul. As apurações indicam que ele era responsável por intermediar negociações e coordenar a entrada de armas destinadas ao crime organizado no Brasil.
O nome do investigado passou a chamar a atenção dos agentes federais após o monitoramento de negociações envolvendo fuzis de alto poder destrutivo. A partir daí, a Polícia Federal aprofundou as investigações e identificou uma suposta estrutura utilizada para facilitar a aquisição e distribuição de armamentos.
Outro ponto que despertou o interesse dos investigadores foi a movimentação financeira considerada incompatível com as atividades declaradas pelo suspeito. Segundo a PF, as análises apontaram transações que ultrapassaram R$ 150 milhões, valor considerado expressivo e que passou a integrar as linhas de investigação relacionadas à possível lavagem de dinheiro.
A Operação Red Fox cumpriu diversos mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal, incluindo ordens de prisão e medidas patrimoniais. As autoridades também determinaram o bloqueio de bens e ativos financeiros que podem chegar à casa de centenas de milhões de reais, além da suspensão de atividades de empresas suspeitas de servirem como fachada para operações ilícitas.
Os investigadores acreditam que a organização utilizava rotas internacionais para facilitar a entrada de armas no território brasileiro. A proximidade com regiões de fronteira teria sido um dos fatores explorados pelo grupo para ampliar sua atuação e dificultar a fiscalização das autoridades.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema, bem como rastrear a origem dos armamentos e os mecanismos financeiros utilizados para movimentar recursos ligados às atividades criminosas.
A operação é considerada uma das mais relevantes dos últimos meses no enfrentamento ao tráfico internacional de armas e reforça os esforços das forças de segurança para enfraquecer estruturas que abastecem organizações criminosas em diferentes regiões do país.
Foto: Polícia Federal/Divulgação
Redação – Ana Flavia