Após tragédia fatal, prefeitura fecha acesso à ponte onde jovem morreu em salto sem corda.

Brasil

A Prefeitura de Limeira iniciou uma operação para restringir o acesso à Ponte do Esqueleto após o acidente que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A ação começou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira e tem como objetivo ampliar a segurança na região.

Segundo informações da administração municipal, equipes realizaram o fechamento de acessos considerados irregulares ao local, complementando medidas emergenciais que já haviam sido adotadas anteriormente. A iniciativa ocorre após tratativas entre o município e órgãos federais responsáveis pela área.

De acordo com a prefeitura, o governo federal reconheceu a necessidade de reforçar a proteção da estrutura e solicitou apoio operacional para impedir novos acessos até que intervenções definitivas sejam executadas.

No município vizinho de Cordeirópolis, também foram anunciadas ações para dificultar a entrada de pessoas na ponte. Entre as medidas está o reforço de barreiras já existentes, buscando impedir a circulação de visitantes e praticantes de atividades radicais.

A Ponte do Esqueleto está desativada para o tráfego de veículos há cerca de 30 anos, mas se tornou um ponto conhecido entre praticantes de esportes de aventura devido à sua altura aproximada de 40 metros.

O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Maria Eduarda durante uma atividade de rope jump. Segundo as investigações, a jovem foi lançada da ponte sem estar presa às cordas de segurança que deveriam garantir a proteção durante o salto.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento da atividade. Conforme apuração da Polícia Civil, a vítima utilizava equipamentos de segurança, porém as cordas que deveriam estar conectadas ao sistema não estavam fixadas no instante da queda.

A investigação segue em andamento. Três suspeitos tiveram a prisão convertida para preventiva e são investigados por homicídio com dolo eventual. Outras pessoas ligadas à organização da atividade também estão sendo ouvidas pelas autoridades.

Enquanto os laudos periciais são concluídos, o local permanece sob monitoramento e com acesso restrito para evitar novos riscos à população.

Foto: Reprodução/Instagram

Redação – Ana Flavia

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