O banqueiro Daniel Vorcaro, que cumpre prisão preventiva no Distrito Federal, conseguiu uma vitória importante longe do Brasil. A Justiça dos Estados Unidos aceitou um pedido dos advogados do empresário e mandou suspender, pelo menos por enquanto, as investigações sobre uma mansão cinematográfica avaliada em 32 milhões de dólares (cerca de R$ 160 milhões) que ele comprou na Flórida.
A confusão na gringa começou porque os responsáveis por limpar a bagunça financeira do banco acionaram os juízes americanos. Eles queriam anular a compra do casarão alegando que Vorcaro usou dinheiro sujo e desviado para ostentar o luxo no exterior. Só que um juiz do Tribunal de Falências da Flórida deu um freio na história: ele determinou que tudo fique congelado até que a corte decida se tem mesmo o poder legal de julgar réus que são brasileiros.
Por aqui, a vida do ex-dono do Banco Master continua complicada. Ele foi pego na Operação Compliance da Polícia Federal, que investiga um rombo e uma movimentação ilegal de assustadores R$ 12 bilhões. Tentando se livrar do xadrez, Vorcaro tentou fechar um acordo de delação premiada para “entregar” outros nomes em troca de liberdade. Mas os delegados da PF não caíram na conversa, rejeitaram a proposta e acusaram o banqueiro de ser seletivo e tentar esconder os fatos principais. Por enquanto, ele garante o teto de luxo nos EUA, mas continua vendo o sol nascer quadrado no Brasil.
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Redação: Thiago Salles