violência sexual – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 09 Mar 2026 15:09:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png violência sexual – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Caso de estupro coletivo em Copacabana revela novas denúncias e padrão de violência, aponta investigação. https://brasilnews.tv/caso-de-estupro-coletivo-em-copacabana-revela-novas-denuncias-e-padrao-de-violencia-aponta-investigacao/ https://brasilnews.tv/caso-de-estupro-coletivo-em-copacabana-revela-novas-denuncias-e-padrao-de-violencia-aponta-investigacao/#respond Mon, 09 Mar 2026 15:09:16 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7770 Uma denúncia de estupro coletivo ocorrida em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, desencadeou novas investigações após outras possíveis vítimas procurarem a polícia relatando episódios semelhantes envolvendo os mesmos suspeitos.

O caso veio à tona depois que uma adolescente de 17 anos relatou às autoridades que foi vítima de violência sexual dentro de um apartamento no bairro. Segundo as investigações, o crime teria ocorrido no dia 31 de janeiro.

De acordo com o depoimento da jovem, ela foi convidada para ir ao local por um colega de escola, também menor de idade, com quem já havia se relacionado anteriormente. O apartamento onde ocorreu o encontro pertence à família de um dos investigados.

Registros de câmeras de segurança mostram que três dos suspeitos entraram no prédio por volta das 19h24. Minutos depois, a adolescente chegou acompanhada do menor.

Segundo o relato apresentado à polícia, a jovem foi levada até um quarto do imóvel e, em seguida, outros rapazes entraram no local. Ela afirmou que recusou as investidas, mas acabou sendo imobilizada.

A vítima declarou que as agressões físicas e sexuais ocorreram durante cerca de uma hora. O delegado responsável pela investigação informou que exames realizados pelo Instituto Médico-Legal identificaram lesões compatíveis com o depoimento.

Após o ocorrido, imagens de segurança registraram o momento em que a vítima deixa o prédio acompanhada do menor. Em outra gravação, alguns dos jovens aparecem dentro do elevador do edifício comemorando.

Com a repercussão do caso, outras jovens passaram a procurar a polícia. Uma mãe relatou que sua filha, que tinha 14 anos na época, também teria sido vítima de violência sexual praticada por integrantes do mesmo grupo anos antes.

Outra mulher, atualmente maior de idade, afirmou ter sido abusada por um dos acusados durante uma festa. Segundo ela, o trauma impediu que denunciasse o ocorrido na época, mas decidiu procurar as autoridades após tomar conhecimento do caso recente.

Alguns dos suspeitos estudam no Colégio Pedro II. Em nota, a instituição informou que abriu um procedimento disciplinar para apurar os fatos e que todas as denúncias estão sendo analisadas. O processo pode resultar em medidas administrativas contra os alunos envolvidos.

Atualmente, quatro suspeitos maiores de idade se apresentaram à polícia e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O adolescente de 17 anos foi apreendido e levado para uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

As defesas dos acusados afirmaram que irão contestar as acusações durante o andamento do processo judicial.

Foto: Reprodução / Fantástico

Redação Brasil News

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Conanda alerta para retrocesso em direitos de meninas vítimas de violência sexual. https://brasilnews.tv/conanda-alerta-para-retrocesso-em-direitos-de-meninas-vitimas-de-violencia-sexual/ https://brasilnews.tv/conanda-alerta-para-retrocesso-em-direitos-de-meninas-vitimas-de-violencia-sexual/#respond Sun, 09 Nov 2025 14:46:27 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3186 A vice-presidenta do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Marina De Pol Poniwas, alertou que os recentes projetos que tentam limitar o acesso ao aborto legal para crianças e adolescentes vítimas de estupro representam um “ataque direto aos direitos humanos” e uma tentativa de “espalhar pânico moral” no país.

As declarações foram dadas após a Câmara dos Deputados aprovar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 03/2025, que tenta derrubar a Resolução 258 do Conanda — norma que orienta o atendimento humanizado e sigiloso a vítimas de violência sexual e reafirma o direito à interrupção da gestação nos casos previstos em lei.

Segundo Marina, o aborto legal é um direito assegurado desde 1940 pelo Código Penal brasileiro, permitido em casos de estupro, risco de vida para a gestante ou anencefalia fetal, e não pode ser confundido com crime.
“O que está em debate não é moralidade, é saúde pública e proteção à infância. Nenhuma menina de 10, 11 ou 12 anos deve ser forçada a manter uma gravidez decorrente de estupro”, afirmou.

A dirigente também ressaltou que a resolução do Conanda foi criada para orientar serviços de saúde, escolas e conselhos tutelares sobre como agir em casos de violência sexual, garantindo sigilo, escuta qualificada e respeito à vontade da vítima.
“O texto não cria nada novo — ele apenas organiza o que já está previsto na legislação brasileira”, completou.

Enquanto isso, movimentos sociais ligados aos direitos das mulheres e das crianças lançaram uma nova fase da campanha “Criança não é Mãe”, em resposta à tentativa de anular a resolução. O grupo planeja atos públicos em várias capitais na próxima terça-feira (11), com apoio de organizações como o Nem Presa Nem Morta e o Instituto Patrícia Galvão.

De acordo com dados recentes do Instituto, menos de 4% dos municípios brasileiros têm serviço de aborto legal disponível, e 30 meninas com menos de 14 anos dão à luz todos os dias no país.
“Esses números mostram que a maioria das vítimas sequer consegue acessar o direito previsto em lei. Criar obstáculos adicionais é perpetuar a violência”, disse a ativista Laura Molinari, codiretora do movimento Nem Presa Nem Morta.

No Congresso, parlamentares contrários ao projeto reagiram. A deputada Jack Rocha (PT-ES) apresentou uma proposta para transformar em lei as diretrizes da resolução, reforçando que “gravidez forçada é tortura”.
“Criança não é mãe, e estuprador não é pai. O que está em jogo é a proteção da infância e o cumprimento do que já está garantido pela legislação brasileira”, declarou.

O projeto aprovado na Câmara ainda precisa ser analisado pelo Senado. Até lá, a resolução do Conanda permanece válida.

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