Arquivo de transportes - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/transportes/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 09 Oct 2026 17:10:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de transportes - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/transportes/ 32 32 Inflação dispara 0,82% em setembro e volta a superar teto da meta no Brasil. https://brasilnews.tv/inflacao-dispara-082-em-setembro-e-volta-a-superar-teto-da-meta-no-brasil/ https://brasilnews.tv/inflacao-dispara-082-em-setembro-e-volta-a-superar-teto-da-meta-no-brasil/#respond Fri, 09 Oct 2026 17:10:26 +0000 https://brasilnews.tv/?p=14086 O IPCA avançou 0,82% em setembro, após queda de 0,32% em agosto, e acumulou alta de 4,58% em 12 meses. Energia elétrica, transportes e alimentos pressionaram o orçamento das famílias, enquanto todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE registraram aumento de preços.

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A inflação oficial do Brasil voltou a acelerar com força em setembro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou acima da expectativa de aproximadamente 0,73% apontada por economistas consultados pelo mercado e representou uma forte reversão em relação a agosto, quando o país havia registrado deflação de 0,32%.

No acumulado de 2026, o IPCA chegou a 3,95%.

Em 12 meses, a inflação alcançou 4,58%, ficando ligeiramente acima do limite superior de 4,5% do sistema de meta de inflação.

A meta central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Conta de luz foi uma das maiores responsáveis

A principal pressão veio do grupo Habitação, que avançou 2,31%.

A energia elétrica residencial subiu 7,98% no mês, em grande parte devido ao fim do efeito do Bônus de Itaipu.

Em agosto, o benefício havia reduzido temporariamente as contas de luz e ajudado a levar o índice geral para o território negativo.

Sem esse desconto em setembro, parte da queda foi revertida.

A bandeira tarifária também contribuiu para manter a energia entre os itens de maior impacto sobre a inflação.

Transportes também ficaram mais caros

O grupo Transportes registrou alta de 0,89%.

As passagens aéreas avançaram 9,66%, enquanto combustíveis também exerceram pressão sobre os preços.

Gasolina e etanol ficaram mais caros no período, aumentando os custos principalmente para famílias que dependem diariamente do automóvel e para trabalhadores que utilizam veículos como instrumento de trabalho.

A combinação de energia, combustível e transporte chama atenção porque envolve despesas que muitas famílias têm pouca possibilidade de reduzir no curto prazo.

Tomate sobe quase 38%

A alimentação também voltou a pressionar a inflação depois de três meses consecutivos de queda.

O grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,83% em setembro.

Alguns produtos registraram aumentos expressivos.

O tomate disparou 37,76%, enquanto a batata-inglesa subiu 24,07% e a cebola avançou 10,14%.

O arroz também ficou mais caro, com alta de 4,56%.

Na direção contrária, alguns alimentos ajudaram a conter uma pressão ainda maior.

O frango inteiro caiu 1,96%, enquanto o frango em pedaços recuou 1,41%.

As frutas apresentaram redução média de 1,12%.

Todos os grupos registraram inflação

Um dos destaques do levantamento de setembro foi a disseminação das altas.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IPCA apresentaram variação positiva no mês.

Habitação teve a maior alta, seguida por Transportes e Alimentação e Bebidas.

O movimento mostra que a pressão inflacionária não ficou limitada a apenas um segmento da economia.

Além dos reajustes diretamente percebidos pelos consumidores, a inflação também volta a ganhar importância nas decisões do Banco Central.

Juros entram novamente no radar

Uma inflação mais resistente pode reduzir o espaço para novos cortes da taxa básica de juros.

O Banco Central acompanha não apenas o índice cheio, mas também medidas que tentam identificar a tendência dos preços e a disseminação da inflação entre diferentes setores.

A combinação de inflação em 12 meses acima do teto da meta e aumentos em itens essenciais adiciona um novo elemento às próximas decisões sobre a taxa Selic.

Além da energia elétrica, fatores climáticos e seus possíveis efeitos sobre a produção agrícola também permanecerão no radar nos próximos meses.

Depois da deflação registrada em agosto, os números de setembro mostram que a pressão sobre o custo de vida voltou com intensidade, atingindo diretamente despesas básicas como energia, alimentação, combustíveis e transporte.

Foto: Reprodução –
Redação – Thiago Salles

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