Trabalho – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 25 Mar 2026 09:52:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Trabalho – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Governo quer mexer no bolso dos apps e cria taxa por km que pode mudar tudo para motoristas. https://brasilnews.tv/governo-quer-mexer-no-bolso-dos-apps-e-cria-taxa-por-km-que-pode-mudar-tudo-para-motoristas/ https://brasilnews.tv/governo-quer-mexer-no-bolso-dos-apps-e-cria-taxa-por-km-que-pode-mudar-tudo-para-motoristas/#respond Wed, 25 Mar 2026 09:51:53 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8302 O governo federal deu mais um passo rumo à regulamentação do trabalho por aplicativos e apresentou uma proposta que promete gerar forte impacto no setor. Um relatório elaborado por um grupo interministerial sugere a criação de um piso mínimo de R$ 10 por corrida ou entrega, além de um adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado.

A proposta será encaminhada como base para discussão no Congresso Nacional, dentro do Projeto de Lei Complementar (PLP) 152/25, que trata da regulamentação da atividade. O objetivo, segundo o governo, é garantir uma remuneração mais justa e compatível com os custos enfrentados por motoristas e entregadores.

De acordo com o documento, o valor mínimo por viagem busca assegurar uma base de renda que cubra despesas operacionais básicas. Já o adicional por quilômetro rodado tem como função compensar gastos variáveis, como combustível, manutenção do veículo e tempo de deslocamento.

Outro ponto importante da proposta é a tentativa de corrigir distorções nas chamadas “corridas agrupadas”, muito comuns em aplicativos de delivery. O relatório recomenda que o pagamento seja integral por cada entrega realizada, evitando que trabalhadores recebam valores reduzidos em pedidos múltiplos.

Segundo o grupo responsável, essa prática atual acaba transferindo para o trabalhador os custos da otimização logística das plataformas, o que pode gerar perdas financeiras ao longo do dia.

A proposta foi construída com a participação de sete ministérios e coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência. A expectativa é que o texto avance no Congresso nas próximas semanas, podendo sofrer ajustes durante a tramitação.

Caso aprovada, a medida pode trazer mudanças significativas para o setor, impactando tanto a renda dos trabalhadores quanto o custo final para os usuários dos aplicativos. Especialistas apontam que as empresas poderão repassar parte desses custos ao consumidor.

O debate promete ser intenso, envolvendo interesses de trabalhadores, empresas e consumidores em um dos setores que mais cresceram nos últimos anos no Brasil.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Redação – Thiago Salles

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“Trabalhar menos pode render mais”: Boulos desafia empresários e diz que fim da escala 6×1 aumenta produtividade. https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/ https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/#respond Thu, 22 Jan 2026 21:45:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6345 O debate sobre o fim da escala de trabalho seis dias por um de descanso (6×1) ganhou força nesta quarta-feira (25) após declarações do ministro Guilherme Boulos. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, ele afirmou que a redução da jornada pode resultar em trabalhadores mais produtivos e em melhores resultados econômicos para as empresas.

Segundo o ministro, dados concretos já demonstram esse efeito. Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas em 2024 analisou 19 empresas brasileiras que reduziram a carga horária de trabalho. O levantamento apontou aumento de receita em 72% dessas companhias e melhora no cumprimento de prazos em 44%.

“Essas empresas estão reduzindo a jornada mesmo sem obrigação legal, porque perceberam que o resultado é positivo”, destacou Boulos. Para ele, o excesso de dias trabalhados gera cansaço físico e mental, o que impacta diretamente o desempenho profissional — especialmente no caso das mulheres, que muitas vezes acumulam jornadas domésticas.

O ministro citou ainda experiências internacionais para reforçar o argumento. No Japão, a Microsoft adotou a escala de quatro dias de trabalho por três de descanso, registrando um aumento de 40% na produtividade individual dos funcionários.

Outro exemplo mencionado foi o da Islândia, que reduziu a jornada semanal para 35 horas em 2023. O resultado, segundo Boulos, foi um crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade do trabalho. Já nos Estados Unidos, a redução média de 35 minutos diários na jornada, ocorrida por dinâmica de mercado, teria elevado a produtividade em cerca de 2%.

Boulos rebateu críticas de setores contrários à proposta, que alegam baixa produtividade no Brasil. Para ele, esse argumento ignora a necessidade de qualificação e investimento em inovação. “Como a produtividade vai aumentar se o trabalhador não tem tempo nem para estudar?”, questionou.

O ministro também responsabilizou o setor privado pela falta de investimentos em tecnologia e pesquisa, ressaltando que grande parte dos aportes em inovação no Brasil ainda vem do setor público.

A proposta em discussão no governo prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, com limite de cinco dias de trabalho por semana. O plano inclui um período de transição e mecanismos específicos para micro e pequenas empresas. Segundo Boulos, há avanço no diálogo com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados a PEC nº 8/2025, que propõe o fim definitivo da escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 36 horas semanais, com quatro dias de trabalho. Outras propostas semelhantes também estão em análise no Legislativo.

Juros no centro da crítica

Além da jornada de trabalho, Boulos voltou a criticar os juros elevados no país, apontando a taxa básica como um dos principais obstáculos ao crescimento econômico. A Selic, definida pelo Copom, está atualmente em 15% ao ano — o maior nível desde 2006.

“Com juros nesse patamar, nenhum empresário consegue investir e nenhum trabalhador consegue respirar”, afirmou. Para o ministro, a redução da taxa seria fundamental para aliviar o endividamento de pequenos e médios negócios e estimular a geração de empregos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Apesar da desaceleração da inflação, o Banco Central sinalizou cautela e indicou que pretende manter os juros elevados por mais tempo diante das incertezas do cenário econômico.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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Salário na conta ou dor de cabeça? Prazo final de pagamento em janeiro pega trabalhadores de surpresa. https://brasilnews.tv/salario-na-conta-ou-dor-de-cabeca-prazo-final-de-pagamento-em-janeiro-pega-trabalhadores-de-surpresa/ https://brasilnews.tv/salario-na-conta-ou-dor-de-cabeca-prazo-final-de-pagamento-em-janeiro-pega-trabalhadores-de-surpresa/#respond Fri, 02 Jan 2026 13:43:04 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5733 Com a chegada do novo ano, muitos trabalhadores ficam atentos à data limite para o depósito do salário. Pela legislação brasileira, o pagamento deve ocorrer até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado, conforme determina a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em janeiro de 2025, a contagem dos dias úteis inclui o sábado, o que leva o quinto dia útil a cair na quarta-feira, dia 7. Apesar disso, na prática, o funcionamento do sistema bancário muda o cenário. Como transferências e compensações só ocorrem de segunda a sexta-feira, o salário precisa estar disponível na conta do trabalhador até a segunda-feira, dia 6, para evitar atrasos.

Caso o valor não seja creditado dentro do prazo legal, o empregado deve, inicialmente, procurar o setor de recursos humanos da empresa para esclarecimentos. Persistindo o problema, o atraso passa a configurar infração trabalhista, podendo resultar em multas, juros e outras penalidades ao empregador.

Especialistas alertam que a atenção deve ser redobrada também no pagamento de impostos e tributos. Quando o vencimento cai em dias sem compensação bancária, como sábados ou domingos, a orientação é antecipar o pagamento para evitar encargos extras.

Neste mês, os primeiros cincos dias úteis ocorreram da seguinte forma:

  • Primeiro dia útil: sexta-feira, 2 de janeiro;
  • Segundo dia útil: sábado, 3 de janeiro;
  • Terceiro dia útil: segunda-feira, 5 de janeiro;
  • Quarto dia útil: terça-feira, 6 de janeiro;
  • Quinto dia útil: quarta-feira, 7 de janeiro.

Foto
Fabio Motta

Redação Brasil News

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Salário mínimo sobe, mas decepciona: novo valor entra em vigor e fica abaixo do que trabalhadores esperavam. https://brasilnews.tv/salario-minimo-sobe-mas-decepciona-novo-valor-entra-em-vigor-e-fica-abaixo-do-que-trabalhadores-esperavam/ https://brasilnews.tv/salario-minimo-sobe-mas-decepciona-novo-valor-entra-em-vigor-e-fica-abaixo-do-que-trabalhadores-esperavam/#respond Thu, 01 Jan 2026 15:32:47 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5716 Começa a valer em todo o país o novo salário mínimo de R$ 1.621, reajustado em 6,79% em relação ao piso anterior. O aumento considera a inflação acumulada pelo INPC em 12 meses até novembro e um ganho real limitado pelas regras do arcabouço fiscal adotado pelo governo federal.

Na prática, o valor ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do PIB de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto fiscal, o salário mínimo poderia ter chegado a R$ 1.636 em 2026.

A política de valorização do piso foi retomada no governo Luiz Inácio Lula da Silva, prevendo correção pela inflação somada ao crescimento econômico. Em 2024, a inflação medida pelo IBGE ficou em 4,18%, enquanto o PIB cresceu 3,4%. No entanto, pelas regras atuais, o ganho real foi limitado a 2,5% para conter o avanço das despesas obrigatórias.

O novo valor do salário mínimo serve como referência direta para milhões de brasileiros. Benefícios pagos pelo piso, como aposentadorias, pensões e auxílios do INSS, passam automaticamente para R$ 1.621. O mesmo vale para o BPC, seguro-desemprego, abono do PIS/Pasep e diversos limites legais e judiciais.

Segundo estimativas do Dieese, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. Caso a regra anterior estivesse em vigor, o impacto seria ainda maior, ultrapassando R$ 93 bilhões.

Apesar do aumento, especialistas apontam que o novo piso ainda enfrenta o desafio do alto custo de vida, especialmente para famílias de baixa renda. O reajuste entra em vigor imediatamente, mas os pagamentos com o novo valor começam a ser feitos ao longo do mês, conforme os calendários de cada benefício.

Foto: Divulgação / Governo Federal

Redação Brasil News

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Inteligência artificial vira aliada de estudo, trabalho e renda extra em 2026. https://brasilnews.tv/inteligencia-artificial-vira-aliada-de-estudo-trabalho-e-renda-extra-em-2026/ https://brasilnews.tv/inteligencia-artificial-vira-aliada-de-estudo-trabalho-e-renda-extra-em-2026/#respond Mon, 22 Dec 2025 13:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=5346 O avanço acelerado da inteligência artificial vem transformando a forma de estudar, trabalhar e ganhar dinheiro. Em 2026, o uso estratégico dessas ferramentas deve se tornar ainda mais comum, abrindo oportunidades tanto para quem busca qualificação profissional quanto para quem deseja empreender ou aumentar a renda.

No campo dos estudos, as IAs especializadas em texto e aprendizado personalizado se destacam por ajudar na produção de resumos, explicações simplificadas, resolução de exercícios e organização de rotinas de estudo. Elas funcionam como tutores virtuais, capazes de adaptar o conteúdo ao nível do usuário e acelerar o aprendizado em diversas áreas.

Para o mercado de trabalho, ferramentas de produtividade baseadas em IA auxiliam na criação de relatórios, apresentações, e-mails profissionais e planejamento de projetos. Já no setor criativo, soluções voltadas para geração de imagens, vídeos e design gráfico permitem que freelancers e pequenos negócios entreguem trabalhos de alto nível sem grandes estruturas.

A criação de conteúdo digital é uma das áreas que mais se beneficia da tecnologia. IAs voltadas para redes sociais ajudam a desenvolver roteiros, legendas, posts, vídeos curtos e estratégias de engajamento, tornando possível monetizar canais no YouTube, Instagram, TikTok e blogs com mais eficiência.

Outro destaque para 2026 são as IAs de automação, usadas para integrar sistemas, organizar fluxos de trabalho e economizar tempo em tarefas repetitivas. Esse tipo de ferramenta é muito procurado por empresas e abre espaço para profissionais que prestam serviços de automação, consultoria digital e otimização de processos.

No universo dos negócios online, plataformas de inteligência artificial também são usadas para análise de dados, pesquisa de mercado, atendimento ao cliente por chatbots e vendas automatizadas. Isso permite que mesmo pequenos empreendedores tenham acesso a recursos antes restritos a grandes empresas.

Especialistas apontam que a melhor estratégia não é apenas usar inteligência artificial, mas aprender a combiná-la com habilidades humanas, como criatividade, pensamento crítico e visão de negócio. Em 2026, quem souber usar a IA como ferramenta — e não como dependência — terá vantagem competitiva para estudar melhor, trabalhar com mais qualidade e transformar conhecimento em renda.

Foto: Ilustração

Redação Brasil News

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Sexta-feira começa com tensionamento entre Senado e STF, economia em ritmo lento e mudanças no trabalho e na saúde. https://brasilnews.tv/sexta-feira-comeca-com-tensionamento-entre-senado-e-stf-economia-em-ritmo-lento-e-mudancas-no-trabalho-e-na-saude/ https://brasilnews.tv/sexta-feira-comeca-com-tensionamento-entre-senado-e-stf-economia-em-ritmo-lento-e-mudancas-no-trabalho-e-na-saude/#respond Fri, 05 Dec 2025 16:05:19 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4554 O cenário político e econômico do país começa a sexta-feira (5) marcado por movimentações importantes em diferentes áreas. No Congresso Nacional, senadores articulam mudanças na legislação que trata do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. A proposta, elaborada por uma comissão de juristas, estava parada desde 2023 e voltou a ser discutida após decisões recentes do ministro Gilmar Mendes gerarem forte reação no Senado.

Na economia, os novos dados divulgados pelo IBGE apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu apenas 0,1% no terceiro trimestre. O resultado reflete um cenário de desaceleração, pressionado principalmente pelos juros elevados e pelo aperto da política monetária, indicando estabilidade frágil da atividade econômica.

No campo político-eleitoral, a inelegibilidade de Pablo Marçal foi confirmada em segunda instância. Com a decisão de um órgão colegiado, ele fica impedido de disputar as eleições de 2026, conforme determina a Lei da Ficha Limpa. Ainda existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro tema que ganhou destaque foi a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O nome avalizado pelo presidente Lula sinaliza uma postura conservadora em temas como aborto e também envolve articulações junto ao Congresso, incluindo apoio a emendas parlamentares para garantir votos no Senado.

Já na área legislativa, o Congresso retomou a exigência de exame toxicológico para a primeira habilitação de condutores de motos e carros de passeio. O dispositivo havia sido vetado anteriormente pelo presidente, mas o veto acabou sendo derrubado pelos parlamentares.

No Judiciário, o ministro Flávio Dino provocou repercussão ao afirmar que não existe “mandato parlamentar exercido do exterior”, ao barrar emendas vinculadas a Eduardo Bolsonaro e Ramagem. Segundo ele, o exercício do cargo exige presença e atuação efetiva no território nacional.

A área econômica também trouxe repercussão sobre a Sabesp, que teria cobrado valores adicionais de clientes e repassado cerca de R$ 1 bilhão a um fundo do governo paulista. O montante deverá ser utilizado para suavizar reajustes tarifários previstos para 2026.

No mercado de trabalho, o Bradesco anunciou o encerramento do regime de home office em dois de seus principais departamentos. Aproximadamente 900 funcionários das áreas de tesouraria e investimentos deverão retornar ao trabalho presencial.

Já na área da saúde, estudos recentes reforçam que alimentos como tomate, melancia e goiaba ajudam a reduzir os riscos de câncer de próstata, por serem ricos em licopeno, substância com ação antioxidante que combate os danos causados pelo estresse celular.

Foto: Pedro Ladeira

Redação Brasil News

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Formalização ainda é minoria: apenas 25% dos trabalhadores por conta própria possuem CNPJ no Brasil. https://brasilnews.tv/formalizacao-ainda-e-minoria-apenas-25-dos-trabalhadores-por-conta-propria-possuem-cnpj-no-brasil/ https://brasilnews.tv/formalizacao-ainda-e-minoria-apenas-25-dos-trabalhadores-por-conta-propria-possuem-cnpj-no-brasil/#respond Fri, 21 Nov 2025 11:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3808 A formalização profissional avança no país, mas ainda em ritmo lento. Dados da edição especial da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (19), mostram que apenas 6,6 milhões de trabalhadores por conta própria tinham CNPJ em 2024 — o equivalente a 25,7% dos 25,5 milhões de autônomos registrados no ano.

Foto: Elza Fiúza

Há doze anos, o cenário era ainda mais restrito: em 2012, somente 15% desse grupo exerciam atividades de forma oficializada. Em 2019, o índice chegou a 20,2% e, desde então, vem crescendo, embora a grande maioria ainda permaneça fora do sistema empresarial formal.

Os trabalhadores por conta própria representaram 25,2% da força de trabalho total do país em 2024 — um contingente significativo em um mercado com mais de 101 milhões de pessoas ocupadas.

Segundo o IBGE, registrar um CNPJ pode ampliar oportunidades, permitindo emissão de nota fiscal, acesso a crédito empresarial, possibilidade de contratação formal e inclusão em benefícios previdenciários. Mesmo assim, a hesitação permanece. De acordo com o analista William Kratochwill, muitos autônomos ainda não percebem vantagem imediata na formalização.

“Boa parte possui negócios pequenos, que não demandam registro para funcionar. Além disso, o medo da carga tributária e a falta de informação fazem com que muitos adiem ou desistam da formalização”, explica.

Atividades com maior e menor formalização

O levantamento divide os autônomos em cinco setores. O comércio lidera na proporção de trabalhadores com CNPJ; já o campo apresenta os índices mais baixos.

Proporção de autônomos com CNPJ por área de atuação:

  • Comércio e reparação de veículos: 33,2%
  • Serviços em geral: 31,5%
  • Indústria: 23,4%
  • Construção: 15,2%
  • Agropecuária, pesca e aquicultura: 7,2%

Escolaridade influencia na formalização

A pesquisa também aponta forte relação entre o nível de instrução e a adesão ao CNPJ.

  • Sem instrução ou fundamental incompleto: 11,2%
  • Fundamental completo/médio incompleto: 17,6%
  • Médio completo/superior incompleto: 27,9%
  • Superior completo: 48,4%

Kratochwill destaca que a falta de escolaridade pode limitar o conhecimento sobre procedimentos de formalização e benefícios associados.

Além disso, o estudo mostra que a sindicalização é baixa entre os autônomos: apenas 5,1% fazem parte de sindicatos, contra 8,9% da população ocupada em geral.

O cenário reforça o desafio de ampliar a formalização no país, sobretudo entre grupos com menor escolaridade e atividades de baixa exigência técnica.


Foto: Elza Fiúza
Redação Brasil News

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Home office perde força no Brasil e cai para 7,9% dos trabalhadores em 2024, aponta IBGE. https://brasilnews.tv/home-office-perde-forca-no-brasil-e-cai-para-79-dos-trabalhadores-em-2024-aponta-ibge/ https://brasilnews.tv/home-office-perde-forca-no-brasil-e-cai-para-79-dos-trabalhadores-em-2024-aponta-ibge/#respond Wed, 19 Nov 2025 18:27:48 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3805 A prática do home office voltou a diminuir no Brasil em 2024, segundo dados atualizados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. O levantamento mostra que 6,58 milhões de pessoas trabalharam a partir de casa no ano passado, uma queda em relação ao pico registrado em 2022, quando mais de 6,7 milhões exerciam suas atividades no próprio domicílio.

Foto: Marcelo Camargo

A participação do trabalho remoto dentro do mercado também recuou: passou de 8,4% em 2022 para 7,9% em 2024. Esse movimento representa o segundo ano seguido de retração após o impulso provocado pela pandemia de covid-19, que consolidou o teletrabalho como alternativa temporária — e, em alguns casos, permanente — para diversas empresas.

Apesar da queda, o índice permanece superior ao registrado antes da pandemia, quando apenas 5,8% dos trabalhadores exerciam suas funções remotamente, em 2019. Em 2012, essa fatia era ainda menor, de 3,6%.

O IBGE destaca que a categoria “trabalho no domicílio” inclui não apenas quem trabalha literalmente em casa, mas também profissionais que utilizam escritórios compartilhados (coworkings) como base.

A pesquisa indica que as mulheres são maioria: 61,6% das pessoas em home office. Em proporção dentro do próprio grupo, 13% das mulheres trabalham remotamente, enquanto entre os homens essa fatia é de apenas 4,9%.

O recuo do home office também tem gerado atritos entre empresas e trabalhadores. Em novembro, o Nubank iniciou um processo de retorno gradual ao trabalho presencial, medida que levou à demissão de 12 funcionários, segundo o sindicato da categoria. Na Petrobras, empregados chegaram a realizar paralisações neste ano protestando contra a redução do teletrabalho.

O estudo ainda analisa outros ambientes de atuação profissional no país. A maior parte dos trabalhadores está em empreendimentos próprios (59,4%), seguida pelos que atuam em locais determinados pelo empregador (14,2%). Já a parcela que trabalha em veículos — que inclui motoristas de aplicativo, caminhoneiros e proprietários de food trucks — cresceu de 3,7% em 2012 para 4,9% em 2024, impulsionada pelo avanço de plataformas como Uber e 99.

Entre os homens, 7,5% trabalham dentro de um veículo; entre as mulheres, apenas 0,7%.

O levantamento considera um universo total de 82,9 milhões de trabalhadores, excluindo empregados públicos e trabalhadores domésticos.


Foto: Marcelo Camargo
Redação Brasil News

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