Arquivo de sustentabilidade - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/sustentabilidade/ Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 09 Sep 2026 01:52:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Arquivo de sustentabilidade - Brasil News https://brasilnews.tv/tag/sustentabilidade/ 32 32 Eficiência passiva: Pintura refletiva em telhados reduz temperatura interna e corta custos com energia sem consumo elétrico. https://brasilnews.tv/eficiencia-passiva-pintura-refletiva-em-telhados-reduz-temperatura-interna-e-corta-custos-com-energia-sem-consumo-eletrico/ https://brasilnews.tv/eficiencia-passiva-pintura-refletiva-em-telhados-reduz-temperatura-interna-e-corta-custos-com-energia-sem-consumo-eletrico/#respond Thu, 10 Sep 2026 04:49:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=13555 Uma técnica simples e acessível de isolamento passivo ganha destaque como aliada contra as altas temperaturas e o aumento do consumo de energia nas residências. A aplicação de tintas brancas de alta refletância sobre telhados e lajes funciona como um verdadeiro "escudo térmico", refletindo a radiação solar antes que a estrutura absorva o calor e o transfira para os ambientes internos. A solução reduz a temperatura das telhas em até 30 °C e alivia a necessidade de ar-condicionado e ventiladores

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O aquecimento excessivo de casas e edifícios durante os períodos ensolarados é um desafio recorrente na construção civil. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), coberturas convencionais em tons escuros podem atingir picos de até 80 °C em dias quentes. A aplicação de tinta branca refletiva atua diretamente na raiz desse problema, aliando alta refletância solar (capacidade de rebater os raios) a uma elevada emissividade térmica (capacidade de liberar o calor acumulado).

Em termos práticos, superfícies tratadas com revestimentos claros refletem entre 70% e 85% da radiação solar recebida. Em residências sem sistemas mecânicos de refrigeração, a técnica garante uma queda de 1,2 °C a 3,3 °C na temperatura interna máxima nos horários mais quentes do dia. Já em imóveis equipados com ar-condicionado, a barreira térmica diminui a transferência de calor para a laje, reduzindo a sobrecarga dos aparelhos e gerando uma economia na fatura de energia que varia de 11% a 27%.

Além do alívio térmico e da economia financeira, a cobertura clara atua na proteção estrutural do imóvel. Ao conter as variações térmicas drásticas entre o dia e a noite, o revestimento minimiza os choques térmicos que causam dilatação, trincas e fissuras em telhas e lajes, prolongando a vida útil da cobertura. Em escala macro, o uso amplo de telhados frios nas áreas urbanas também contribui para mitigar o efeito das chamadas ilhas de calor nas grandes cidades.

A facilidade de aplicação e o baixo custo relativo tornam a pintura refletiva uma alternativa viável tanto para reformas residenciais quanto para galpões comerciais e industriais. A estratégia une sustentabilidade e economia doméstica, oferecendo uma solução de conforto térmico passivo sem gerar despesas adicionais na conta de luz.

Foto: Imagem criada por IA / ChatGPT / Olhar Digital

Redação – Thiago Salles

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BYD dá mais um passo além dos carros e começa a transformar suas concessionárias em pontos de energia solar. https://brasilnews.tv/byd-da-mais-um-passo-alem-dos-carros-e-comeca-a-transformar-suas-concessionarias-em-pontos-de-energia-solar/ https://brasilnews.tv/byd-da-mais-um-passo-alem-dos-carros-e-comeca-a-transformar-suas-concessionarias-em-pontos-de-energia-solar/#respond Sat, 22 Aug 2026 04:28:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12954 A montadora chinesa BYD passou a comercializar kits de geração de energia solar em suas concessionárias no Brasil, ampliando sua atuação no mercado de tecnologia e energia renovável para além dos veículos elétricos.

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A BYD está ampliando sua presença no mercado brasileiro e começa a levar para suas concessionárias uma nova frente de negócios: sistemas de energia solar. A estratégia aproxima dois dos principais segmentos de atuação da companhia — mobilidade elétrica e geração de energia — e transforma as lojas da montadora em potenciais pontos de contato para consumidores interessados também em produzir a própria eletricidade.

A movimentação ocorre em um momento de forte expansão da energia solar no Brasil. A geração distribuída já alcançou dezenas de gigawatts de capacidade instalada, enquanto a popularização dos veículos elétricos aumenta a necessidade de soluções integradas envolvendo geração, armazenamento e recarga. O cenário cria espaço para empresas de tecnologia ampliarem sua participação em diferentes etapas da cadeia energética.

A entrada da BYD nesse segmento reforça uma estratégia que vai além da venda de automóveis. A companhia chinesa vem apostando em tecnologias relacionadas à eletrificação, incluindo sistemas de recarga e soluções de armazenamento de energia. No mercado brasileiro, a empresa também anunciou uma expansão significativa de sua infraestrutura de carregamento rápido, com planos de instalar até 1.000 equipamentos no país até o fim de 2027.

A lógica é criar um ecossistema no qual o consumidor possa utilizar energia renovável para abastecer diferentes necessidades. Na prática, um sistema fotovoltaico instalado em uma residência ou empresa pode produzir eletricidade durante o dia e, dependendo da configuração adotada, contribuir para reduzir o custo da recarga de veículos elétricos.

A estratégia também acompanha uma transformação mais ampla no setor energético. O crescimento acelerado da geração solar distribuída já provoca desafios para a operação do sistema elétrico brasileiro. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), por exemplo, precisou adotar medidas para lidar com momentos de excesso de geração, especialmente em períodos de baixa demanda e elevada produção solar.

Nesse cenário, sistemas de armazenamento passam a ganhar importância. Baterias podem ajudar a guardar parte da energia produzida em períodos de maior geração para utilização posterior, reduzindo a dependência da rede e permitindo maior flexibilidade no consumo.

A expansão da BYD para a energia solar também reforça a transformação da empresa em uma companhia de tecnologia energética. A montadora já vem se destacando mundialmente pelos veículos eletrificados e por tecnologias de carregamento ultrarrápido, enquanto busca ampliar sua presença em diferentes mercados ligados à transição energética.

Para o consumidor brasileiro, a novidade representa mais uma alternativa para quem pretende combinar geração própria de energia com mobilidade elétrica. A tendência é que a integração entre painéis solares, baterias, carregadores e veículos elétricos ganhe cada vez mais espaço à medida que essas tecnologias se tornam mais acessíveis.

O movimento da BYD mostra, portanto, que a disputa pela mobilidade do futuro não está limitada aos automóveis. A empresa quer participar também da energia que alimenta esses veículos, aproximando geração renovável, armazenamento e transporte elétrico em uma mesma estratégia de negócios.

Foto: Divulgação / BYD
Redação – Thiago Salles

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Microplásticos já chegaram ao corpo humano — e especialistas apontam uma saída que depende de uma mudança radical de hábito. https://brasilnews.tv/microplasticos-ja-chegaram-ao-corpo-humano-e-especialistas-apontam-uma-saida-que-depende-de-uma-mudanca-radical-de-habito/ https://brasilnews.tv/microplasticos-ja-chegaram-ao-corpo-humano-e-especialistas-apontam-uma-saida-que-depende-de-uma-mudanca-radical-de-habito/#respond Tue, 11 Aug 2026 13:30:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12728 Partículas microscópicas de plástico já foram identificadas em diferentes partes do corpo humano e estão presentes no ar, na água, nos alimentos e em diversos produtos do cotidiano. Pesquisadores alertam que os impactos de longo prazo ainda não são completamente conhecidos e defendem a redução do consumo e da produção de materiais plásticos como uma das principais formas de enfrentar o problema.

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O plástico deixou de ser apenas um problema ambiental visível. Fragmentos microscópicos desse material já circulam pelo ar, pela água e pela cadeia alimentar, aumentando a preocupação da comunidade científica sobre os possíveis efeitos da exposição contínua no organismo humano.

Conhecidas como microplásticos, essas partículas possuem até 5 milímetros e podem surgir tanto de produtos fabricados originalmente em pequenas dimensões quanto da degradação de objetos plásticos maiores. Com o tempo, esses fragmentos podem se tornar ainda menores, formando os chamados nanoplásticos.

Pesquisas realizadas nos últimos anos identificaram partículas plásticas em diferentes regiões do planeta e também em tecidos e fluidos do corpo humano. Já foram encontrados registros em locais como sangue, leite materno e líquido amniótico, além de estudos que apontaram a presença dessas partículas no cérebro.

Apesar das descobertas, os cientistas ainda não conseguem determinar com precisão quais serão os efeitos da exposição prolongada sobre a saúde. A dúvida envolve desde a quantidade efetivamente acumulada no organismo até os grupos que podem apresentar maior vulnerabilidade.

UMA EXPOSIÇÃO QUE COMEÇA DENTRO DE CASA

A preocupação não está restrita aos oceanos ou aos grandes centros urbanos. Estudos recentes indicam que ambientes internos podem apresentar uma concentração significativa de partículas suspensas no ar.

Roupas produzidas com fibras sintéticas, produtos de limpeza, embalagens, utensílios domésticos e outros objetos podem contribuir para a presença dessas partículas no cotidiano.

O problema também envolve os chamados aditivos químicos, substâncias incorporadas aos plásticos para conferir características como flexibilidade, resistência ou durabilidade. Algumas dessas substâncias já são investigadas por possíveis efeitos sobre o sistema hormonal, desenvolvimento neurológico e outros aspectos da saúde.

O aquecimento de recipientes plásticos também desperta atenção. Temperaturas elevadas podem favorecer a liberação de partículas e compostos presentes nesses materiais, motivo pelo qual especialistas recomendam cautela no uso de recipientes plásticos para alimentos e bebidas quentes.

UM PROBLEMA QUE ULTRAPASSA AS FRONTEIRAS

A dimensão ambiental do problema ajuda a explicar por que os microplásticos se tornaram uma questão global.

A produção mundial de plástico alcança centenas de milhões de toneladas todos os anos, enquanto uma parcela significativa desses produtos possui utilização curta antes de ser descartada.

Depois de chegar ao ambiente, o plástico não simplesmente desaparece. Ele pode sofrer fragmentação progressiva e permanecer circulando durante longos períodos.

Partículas já foram detectadas em regiões extremamente remotas, inclusive em áreas próximas ao Monte Everest e na Antártida. Também há registros de microplásticos transportados pela chuva, mostrando a capacidade dessas partículas de se espalharem pela atmosfera.

O QUE PODE SER FEITO?

Para especialistas, mudanças individuais podem ajudar, mas não são suficientes para resolver uma crise dessa dimensão.

Entre as medidas recomendadas estão reduzir o uso de produtos descartáveis, carregar garrafas e recipientes reutilizáveis, evitar embalagens plásticas quando existirem alternativas e diminuir o consumo de roupas confeccionadas com fibras sintéticas.

Outra orientação é repensar o próprio padrão de consumo. Comprar apenas o necessário e priorizar produtos mais duráveis pode reduzir a quantidade de plástico que entra no ciclo de produção e descarte.

A reciclagem também é apontada como uma ferramenta importante, mas pesquisadores defendem que ela não deve ser tratada como solução isolada para o problema. A redução da produção e do consumo de plástico continua sendo considerada fundamental.

A CONTA AMBIENTAL CONTINUA CRESCENDO

O avanço dos microplásticos coloca uma questão que vai além da escolha entre uma embalagem e outra: quanto plástico a sociedade realmente precisa produzir?

Enquanto governos e organizações internacionais discutem novas regras para conter a poluição, especialistas defendem mudanças estruturais na indústria e nos hábitos de consumo.

A principal mensagem é direta: quanto menos plástico for produzido, utilizado e descartado de maneira inadequada, menor tende a ser a quantidade de partículas que continuará circulando no ambiente — e, consequentemente, chegando ao organismo humano.

FOTO: Tanvi Sharma/Unsplash

REDAÇÃO: Ana Flavia

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Gigante das bebidas anuncia investimento milionário para levar água potável ao sertão nordestino e transformar a vida de milhares de famílias. https://brasilnews.tv/gigante-das-bebidas-anuncia-investimento-milionario-para-levar-agua-potavel-ao-sertao-nordestino-e-transformar-a-vida-de-milhares-de-familias/ https://brasilnews.tv/gigante-das-bebidas-anuncia-investimento-milionario-para-levar-agua-potavel-ao-sertao-nordestino-e-transformar-a-vida-de-milhares-de-familias/#respond Sun, 26 Jul 2026 04:19:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12217 A Solar Coca-Cola anunciou um investimento de R$ 80 milhões em ações de sustentabilidade, modernização industrial e expansão da infraestrutura hídrica no Nordeste. O projeto prevê melhorias no uso da água nas fábricas e obras para ampliar o acesso à água tratada em comunidades rurais do Ceará

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Uma das maiores empresas de bebidas do país decidiu transformar um dos maiores desafios do sertão nordestino em uma missão de impacto social. A Solar Coca-Cola anunciou um aporte de R$ 80 milhões voltado para sustentabilidade, eficiência no uso da água e ampliação do acesso ao abastecimento em comunidades que convivem historicamente com dificuldades provocadas pela escassez hídrica.

O investimento será dividido em duas frentes principais. A primeira envolve a modernização das unidades industriais da companhia, com implantação de novas tecnologias para reduzir o consumo de água durante a produção de bebidas. A empresa afirma que, nos últimos anos, já conseguiu diminuir o uso do recurso por litro produzido em suas fábricas.

A segunda frente tem como foco comunidades rurais do semiárido cearense. Em parceria com instituições responsáveis pela gestão hídrica, a companhia pretende ampliar sistemas de abastecimento que levam água tratada para regiões afetadas pela seca e pela falta de infraestrutura.

Entre as ações previstas estão obras de expansão de redes de distribuição de água, incluindo projetos em municípios como Cascavel e Quixadá, no Ceará, com estruturas destinadas a atender famílias que vivem em áreas rurais.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de responsabilidade ambiental e social, que busca unir desenvolvimento industrial com soluções para um problema que ainda afeta milhares de brasileiros: o acesso regular à água segura para consumo.

Especialistas destacam que a segurança hídrica é um dos grandes desafios das próximas décadas, principalmente em regiões onde fatores climáticos e limitações de infraestrutura tornam o abastecimento mais vulnerável.

Com o projeto, a expectativa é ampliar o atendimento a comunidades que dependem de sistemas alternativos e fortalecer ações voltadas para a preservação e o uso consciente dos recursos naturais.

Foto: Otacílio Tavares/Divulgação
Redação – Ana Flavia

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Plano para banir petróleo de áreas protegidas ganha força e pode mudar o futuro da Amazônia e de outras regiões do planeta. https://brasilnews.tv/plano-para-banir-petroleo-de-areas-protegidas-ganha-forca-e-pode-mudar-o-futuro-da-amazonia-e-de-outras-regioes-do-planeta/ https://brasilnews.tv/plano-para-banir-petroleo-de-areas-protegidas-ganha-forca-e-pode-mudar-o-futuro-da-amazonia-e-de-outras-regioes-do-planeta/#respond Tue, 21 Jul 2026 22:17:40 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12111 Uma proposta que prevê a criação de zonas livres de combustíveis fósseis está conquistando espaço nas discussões internacionais sobre mudanças climáticas. A iniciativa busca impedir a exploração de petróleo, gás e outros combustíveis fósseis em áreas de grande importância ambiental e cultural, enquanto governos enfrentam o desafio de equilibrar preservação, economia e segurança energética.

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A proposta de criar áreas oficialmente protegidas da exploração de petróleo, gás natural e outros combustíveis fósseis ganhou novo impulso no cenário internacional. O tema foi um dos destaques da Conferência sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada na Colômbia, reunindo representantes de dezenas de países interessados em acelerar medidas de combate às mudanças climáticas.

Conhecidas como zonas livres de combustíveis fósseis, essas áreas têm como objetivo impedir novas atividades de exploração e infraestrutura ligada ao setor em regiões consideradas estratégicas para a conservação ambiental, da biodiversidade e dos povos tradicionais.

Especialistas defendem que a iniciativa oferece uma medida prática para que governos avancem na transição energética. Em vez de depender exclusivamente de grandes investimentos em novas fontes de energia, muitos países poderiam utilizar legislações já existentes para ampliar a proteção de áreas ambientalmente sensíveis.

Estudos recentes também reforçam a preocupação. Levantamentos apontam que milhões de hectares de florestas tropicais na Amazônia, na Bacia do Congo e no Sudeste Asiático ainda estão sobrepostos a blocos destinados à exploração de petróleo e gás, aumentando os riscos para ecossistemas considerados essenciais no combate ao aquecimento global.

Na América Latina, alguns países já adotaram medidas concretas. Belize mantém restrições à exploração de petróleo em alto-mar, enquanto a Costa Rica prorrogou sua moratória sobre atividades relacionadas aos combustíveis fósseis até 2050. A Colômbia também anunciou limitações para novos projetos de exploração em áreas da Amazônia e reconheceu parte da Sierra Nevada de Santa Marta como território livre desse tipo de atividade.

Apesar dos avanços, especialistas alertam que transformar essas medidas em realidade continua sendo um grande desafio. A dependência econômica da exploração de petróleo, mudanças de governo e dificuldades na fiscalização ainda representam obstáculos para a consolidação dessas políticas.

Outro ponto considerado decisivo é garantir que essas zonas tenham respaldo legal permanente, reduzindo o risco de que futuras administrações revertam as decisões já adotadas.

Enquanto a comunidade internacional prepara novos debates para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), ambientalistas defendem que a criação dessas áreas protegidas seja tratada como uma das estratégias mais concretas para reduzir emissões de gases de efeito estufa e preservar biomas fundamentais para o equilíbrio climático mundial.

Foto: Dialogue Earth / Divulgação
Redação – Ana Flavia

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Filosofia no prato: Como a Korin transformou preceitos religiosos em um império de alimentos naturais e orgânicos. https://brasilnews.tv/filosofia-no-prato-como-a-korin-transformou-preceitos-religiosos-em-um-imperio-de-alimentos-naturais-e-organicos/ https://brasilnews.tv/filosofia-no-prato-como-a-korin-transformou-preceitos-religiosos-em-um-imperio-de-alimentos-naturais-e-organicos/#respond Mon, 20 Jul 2026 04:40:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=12048 Fundada sob as diretrizes espirituais da Igreja Messiânica Mundial, marca paulista quebra paradigmas de mercado ao banir antibióticos e transgênicos; comemoração anual inclui rituais de sufrágio em agradecimento ao espírito das aves abatidas.

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O amanhecer no município de Ipeúna, a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, dita um ritmo produtivo singular. Assim que os caminhões de distribuição deixam os pátios carregados, bandos de galinhas de penas castanhas ganham os arredores dos galpões para ciscar livremente. O cenário ilustra a rotina do Grupo Korin (cujo nome significa “círculos de luz”), marca pioneira que se consolidou nas gôndolas dos maiores supermercados do país como sinônimo de frangos e ovos criados sem o uso de antibióticos ou rações transgênicas, estendendo hoje seu portfólio para hortaliças, mel, peixes e bioinsumos.

Por trás das embalagens que estampam selos de bem-estar animal, há uma forte engrenagem teológica. A empresa foi estruturada para disseminar de forma prática a filosofia de Mokiti Okada (1882–1955), pensador japonês e fundador da Igreja Messiânica Mundial. Após se curar de uma grave tuberculose na juventude priorizando uma dieta estritamente vegetal e livre de insumos químicos, Okada estabeleceu a agricultura natural como um dos pilares de sua doutrina espiritual. Essa conexão se manifesta de forma explícita na cultura corporativa: anualmente, no mês de agosto, funcionários e diretores se reúnem em um gramado cercado de flores para realizar um sufrágio em agradecimento ao espírito das aves abatidas, orando por sua transição.

O preço da pureza e a fórmula guardada a sete chaves

A opção por romper com os padrões tradicionais da avicultura intensiva cobra seu preço na planilha de custos. De acordo com o presidente do grupo, Edson Matsui, a alimentação das aves representa entre 60% e 70% de todo o custo operacional da Korin. Diferente da indústria convencional — que reaproveita bicos, penas e vísceras para baratear a ração —, a empresa utiliza uma fórmula exclusiva baseada estritamente em grãos não modificados geneticamente, como milho, soja e sorgo, descartando subprodutos que são repassados para o setor de rações pet.

Categoria de ProdutoImpacto no Custo FinalDiferencial de Manejo
Linha NaturalAté 3x mais cara que a tradicionalRação livre de transgênicos e zero antibióticos
Linha OrgânicaAté 5x mais cara que a tradicionalGrãos com certificação orgânica e mais espaço

O rigor no manejo exige auditorias constantes em dezenas de granjas parceiras (denominadas “horizontais”). O nível de restrição sanitária é severo: em períodos de alerta para a gripe aviária, as aves são mantidas em confinamento protegido para evitar o contato com vetores silvestres. O bem-estar estende-se ao comportamento natural das aves, que vivem em ambientes de menor densidade e contam com a presença de galos nos viveiros para estabilizar o estresse do lote.

“A Korin não tem pernas para abastecer o mundo inteiro sob este modelo restrito. Nosso papel principal é validar a viabilidade do sistema e licenciar esse know-how para que o mercado tradicional mude suas diretrizes”, pondera Edson Matsui.

Inovação em bioinsumos e a virada do mercado global

Paralelamente aos aviários, o Centro de Pesquisa Mokiti Okada, fundado em 1989, atua como o núcleo tecnológico do grupo. Foi testando formulações em um tradicional campo de tomates — que registrou mais prejuízos do que lucros durante seus primeiros 15 anos — que a empresa desenvolveu sua linha de bioinsumos. Através de processos de fermentação de bactérias benéficas, a Korin produz hoje higienizadores, fortificantes de solo e compostos capazes de neutralizar o gás amônia gerado pelas fezes das aves, protegendo o sistema respiratório dos animais sem recorrer a defensivos sintéticos.

O modelo disruptivo que gerava desconfiança e deboche na indústria agropecuária há três décadas, classificado inicialmente como “irresponsável”, hoje dita tendências de mercado e barreiras alfandegárias. Recentemente, a União Europeia impôs restrições à carne brasileira devido ao uso generalizado de antimicrobianos como promotores de crescimento na pecuária tradicional. À medida que os mercados globais elevam suas exigências de biossegurança e sustentabilidade, as práticas espirituais e científicas da Korin deixam o nicho alternativo para se posicionar como o provável futuro da produção de proteína animal no país.

Foto: Vitor Serrano / BBC / Redação – Thiago Salles

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China transforma deserto em usina gigante e usa painéis solares como arma contra a areia. https://brasilnews.tv/china-transforma-deserto-em-usina-gigante-e-usa-paineis-solares-como-arma-contra-a-areia/ https://brasilnews.tv/china-transforma-deserto-em-usina-gigante-e-usa-paineis-solares-como-arma-contra-a-areia/#respond Sat, 11 Jul 2026 04:31:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11612 Em Ningxia, no noroeste da China, usinas solares passaram a funcionar também como barreiras contra a desertificação, protegendo plantações de goji, reduzindo a evaporação do solo e ajudando o país a recuperar áreas degradadas até 2030.

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A China está usando painéis solares para muito além da geração de energia. Em regiões áridas do norte e do oeste do país, grandes estruturas fotovoltaicas passaram a funcionar como uma espécie de escudo contra o avanço da areia, criando sombra, reduzindo a força do vento próximo ao solo e protegendo cultivos resistentes à seca. Em Ningxia, no noroeste chinês, plantações de goji crescem sob milhares de módulos solares instalados em áreas antes marcadas pela degradação.

O projeto chama atenção porque une três interesses estratégicos em uma única área: produção de eletricidade limpa, recuperação ambiental e uso agrícola de terrenos pouco produtivos. Na instalação operada pela Ningxia Baofeng Energy Group, nos arredores de Yinchuan, trabalhadores cuidam dos arbustos sob os painéis, enquanto as estruturas ajudam a diminuir a perda de umidade em um ambiente seco e vulnerável à erosão.

A lógica é simples, mas poderosa. Os painéis bloqueiam parte da radiação direta do sol, reduzem a evaporação e criam um microclima menos agressivo para a vegetação. Ao mesmo tempo, as plantas ajudam a fixar o solo, diminuindo o deslocamento da areia. Segundo a Reuters, a China pretende instalar 253 GW de energia solar entre 2025 e 2030 em projetos ligados à recuperação de aproximadamente 7 mil km² de terras degradadas.

A iniciativa faz parte de uma guerra antiga do país contra a desertificação. Desde 1978, o programa conhecido como Three-North Shelterbelt busca conter o avanço dos desertos no norte, nordeste e noroeste da China. Mesmo após décadas de reflorestamento e manejo do solo, áreas desertificadas ainda representavam 26,8% do território chinês em 2024, mostrando que a recuperação avança lentamente e exige ações de longo prazo.

O uso de usinas solares em regiões áridas também ajuda a aliviar outro problema: a disputa por terras férteis. Com regras mais rígidas contra a instalação de painéis em áreas agricultáveis, a China passou a direcionar parte dos grandes projetos para desertos e zonas semiáridas, onde há alta incidência solar e menor concorrência com a produção de alimentos.

Apesar do potencial, especialistas alertam que a tecnologia não elimina desertos nem resolve sozinha o problema ambiental. Projetos em áreas remotas exigem transmissão de energia, manutenção constante e cuidado para não gerar novos impactos em ecossistemas frágeis. Ainda assim, o modelo chinês mostra uma mudança de estratégia: transformar áreas degradadas em espaços de energia, cultivo e contenção da areia ao mesmo tempo.

Se der certo em grande escala, o deserto pode deixar de ser visto apenas como território perdido e passar a ser peça central da transição energética. A China aposta que os mesmos painéis capazes de abastecer cidades também podem proteger plantações, segurar o solo e redesenhar regiões castigadas pela seca.

Foto: REUTERS/Lewis Jackson
Redação – Thiago Salles

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Sem espaço para o lixo, Singapura constrói ilha artificial no oceano e desafia o futuro das grandes cidades. https://brasilnews.tv/sem-espaco-para-o-lixo-singapura-constroi-ilha-artificial-no-oceano-e-desafia-o-futuro-das-grandes-cidades/ https://brasilnews.tv/sem-espaco-para-o-lixo-singapura-constroi-ilha-artificial-no-oceano-e-desafia-o-futuro-das-grandes-cidades/#respond Fri, 10 Jul 2026 04:10:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11683 Com território limitado e produção crescente de resíduos, Singapura criou uma solução inédita: um gigantesco aterro sanitário construído sobre o mar. A ilha artificial de Semakau recebe diariamente milhares de toneladas de cinzas provenientes da incineração de lixo urbano e se tornou referência mundial em engenharia ambiental, embora sua capacidade de armazenamento tenha prazo para acabar.

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Quando o espaço em terra firme acabou, Singapura decidiu expandir seus limites para o mar. A cidade-Estado asiática, que possui apenas 734 quilômetros quadrados de território, transformou uma área costeira em uma enorme ilha artificial destinada exclusivamente ao armazenamento de resíduos, criando uma das obras de engenharia ambiental mais impressionantes do mundo.

Conhecida como Semakau Landfill, a estrutura foi construída a cerca de oito quilômetros ao sul da ilha principal e representa hoje o único aterro sanitário do país. Para viabilizar o projeto, engenheiros ergueram um dique com aproximadamente sete quilômetros de extensão, ligando duas pequenas ilhas e isolando uma parte do oceano onde os resíduos passaram a ser depositados com segurança.

Antes de chegar ao aterro, praticamente todo o lixo produzido pelos quase seis milhões de habitantes de Singapura é encaminhado para modernas usinas de incineração. Esse processo reduz o volume dos resíduos em cerca de 90%, fazendo com que apenas as cinzas e materiais que não podem ser queimados sejam levados até Semakau por embarcações especializadas.

A estrutura foi projetada para impedir qualquer contaminação do ambiente marinho. O dique recebeu camadas de argila e membranas impermeáveis capazes de evitar que o chorume alcance o oceano, preservando a qualidade da água ao redor da ilha.

Atualmente, Semakau ocupa aproximadamente 350 hectares e possui capacidade para armazenar cerca de 63 milhões de metros cúbicos de resíduos. Mesmo com essa dimensão, autoridades ambientais estimam que o espaço poderá atingir seu limite operacional por volta de 2035, levando o governo a estudar novas tecnologias para reaproveitar parte das cinzas já depositadas e ampliar a vida útil do aterro.

Curiosamente, o local não se tornou um cenário de degradação ambiental. Ao longo dos anos, programas de monitoramento e recuperação ecológica permitiram a preservação de manguezais, áreas de recifes e diversas espécies marinhas. Hoje, parte da ilha também recebe visitas educativas, pesquisadores e observadores de aves, tornando-se exemplo de convivência entre infraestrutura e conservação ambiental.

Especialistas consideram o projeto um símbolo dos desafios enfrentados por grandes centros urbanos que possuem pouco território disponível. A experiência de Singapura demonstra que soluções inovadoras podem reduzir impactos ambientais, mas também reforça a necessidade de ampliar políticas de reciclagem, reutilização de materiais e redução da produção de resíduos.

Enquanto muitos países ainda enfrentam dificuldades na destinação correta do lixo, a ilha de Semakau mostra como planejamento de longo prazo, tecnologia e engenharia podem transformar um problema urbano em uma solução reconhecida internacionalmente.

Foto: National Environment Agency (NEA) / Divulgação

Redação: Ana Flavia

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Estudantes constroem casa revolucionária que quase elimina o concreto e ainda gera energia para a rede elétrica. https://brasilnews.tv/estudantes-constroem-casa-revolucionaria-que-quase-elimina-o-concreto-e-ainda-gera-energia-para-a-rede-eletrica/ https://brasilnews.tv/estudantes-constroem-casa-revolucionaria-que-quase-elimina-o-concreto-e-ainda-gera-energia-para-a-rede-eletrica/#respond Thu, 02 Jul 2026 04:21:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11447 Um grupo de estudantes da Universidade Estadual do Kansas desenvolveu uma casa social sustentável que promete revolucionar a construção civil. A residência de 80 metros quadrados utiliza cânhamo industrial, reduz em 85% o consumo de concreto e conta com um sistema de energia solar capaz de abastecer o imóvel e enviar o excedente para a rede elétrica.

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Uma iniciativa desenvolvida por estudantes da Universidade Estadual do Kansas, nos Estados Unidos, está chamando a atenção por apresentar um novo modelo de habitação social que une baixo custo, sustentabilidade e eficiência energética.

O projeto resultou na construção de uma residência de 80 metros quadrados destinada a uma família de baixa renda, em parceria com a organização Habitat for Humanity of the Northern Flint Hills. O principal objetivo foi criar uma moradia mais econômica, confortável e com menor impacto ambiental.

O grande diferencial da construção está no uso do hempcrete, material produzido a partir da parte lenhosa do cânhamo industrial misturada com cal. Essa tecnologia substitui parte do concreto convencional e oferece excelente isolamento térmico, ajudando a manter a temperatura interna da casa durante diferentes estações do ano.

Outro destaque do projeto é a redução significativa no uso de concreto. O piso da residência utiliza apenas 15% da quantidade normalmente empregada em construções semelhantes, representando uma diminuição de 85% no consumo do material, cuja fabricação está entre as maiores fontes de emissão de dióxido de carbono da indústria da construção.

Além da inovação estrutural, a casa recebeu um sistema de painéis solares instalado no telhado. A energia produzida abastece a residência e, quando há excedente, pode ser enviada para a rede elétrica, reduzindo os custos com eletricidade e aumentando a eficiência energética do imóvel.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo projeto, a combinação entre o hempcrete, a redução do concreto e a geração de energia limpa poderá compensar as emissões de carbono geradas durante a construção em menos de duas décadas.

A iniciativa também demonstra que tecnologias sustentáveis podem ser aplicadas em programas de habitação popular, oferecendo mais qualidade de vida às famílias e reduzindo os impactos ambientais sem elevar significativamente os custos da obra.

Especialistas acreditam que projetos semelhantes poderão servir de inspiração para futuras políticas públicas voltadas à construção de moradias mais sustentáveis em diversos países.

Foto: Reprodução/Kansas State University

Redação – Ana Flavia

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Menino de 11 anos surpreende cientistas ao criar concreto que “bebe” água da chuva e pode ajudar a acabar com alagamentos. https://brasilnews.tv/menino-de-11-anos-surpreende-cientistas-ao-criar-concreto-que-bebe-agua-da-chuva-e-pode-ajudar-a-acabar-com-alagamentos/ https://brasilnews.tv/menino-de-11-anos-surpreende-cientistas-ao-criar-concreto-que-bebe-agua-da-chuva-e-pode-ajudar-a-acabar-com-alagamentos/#respond Thu, 02 Jul 2026 04:11:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=11444 Um estudante do 6º ano de Miami transformou um problema que via todos os dias em uma solução inovadora. Luca Durham desenvolveu um concreto poroso capaz de absorver a água da chuva utilizando materiais descartados, como conchas de ostra e carvão, conquistando o Prêmio Lemelson de Jovem Inventor e chamando a atenção da comunidade científica.

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O que começou como uma simples observação durante uma forte chuva acabou se transformando em um projeto premiado internacionalmente. O estudante Luca Durham, do 6º ano do ensino fundamental, desenvolveu um tipo de concreto poroso capaz de absorver parte da água da chuva, reduzindo o risco de alagamentos nas ruas.

Morador de Miami, cidade frequentemente atingida por enchentes provocadas por chuvas intensas e pela elevação do nível do mar, o jovem decidiu pesquisar por que o concreto convencional impede a infiltração da água e contribui para o acúmulo nas vias públicas.

Após diversos experimentos, Luca passou a testar materiais que normalmente seriam descartados, como conchas de ostra trituradas e carvão, buscando criar uma estrutura mais porosa sem comprometer a resistência do concreto. A proposta alia sustentabilidade e engenharia ao reaproveitar resíduos que normalmente iriam para o lixo.

Durante os testes, o estudante avaliou diferentes combinações de materiais para medir a capacidade de drenagem e a resistência mecânica. O melhor desempenho foi obtido com uma mistura contendo aproximadamente 30% de terra diatomácea, material de origem natural altamente absorvente, além de cimento e brita, embora as conchas e o carvão continuem fazendo parte da pesquisa como alternativas sustentáveis.

A invenção chamou a atenção dos jurados da South Florida Science and Engineering Fair, garantindo a Luca o Prêmio Lemelson de Jovem Inventor, concedido a estudantes que apresentam soluções criativas para problemas reais enfrentados pela sociedade.

Especialistas destacam que o concreto permeável já é utilizado em diversos países para reduzir enchentes urbanas. No entanto, pesquisas que utilizam resíduos recicláveis como matéria-prima podem tornar a tecnologia mais sustentável, econômica e acessível para futuras aplicações em calçadas, estacionamentos e áreas urbanas.

A iniciativa também reforça o papel da ciência desenvolvida por jovens estudantes. Mesmo ainda no ensino fundamental, Luca demonstrou que curiosidade, pesquisa e criatividade podem contribuir para soluções capazes de melhorar a infraestrutura das cidades e reduzir impactos ambientais.

Foto: Society for Science

Redação – Ana Flavia

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