SUS – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Sun, 19 Apr 2026 10:57:30 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png SUS – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Mesmo mais caro, cigarro segue entre os mais baratos da América do Sul e número de fumantes volta a subir no Brasil. https://brasilnews.tv/mesmo-mais-caro-cigarro-segue-entre-os-mais-baratos-da-america-do-sul-e-numero-de-fumantes-volta-a-subir-no-brasil/ https://brasilnews.tv/mesmo-mais-caro-cigarro-segue-entre-os-mais-baratos-da-america-do-sul-e-numero-de-fumantes-volta-a-subir-no-brasil/#respond Sun, 19 Apr 2026 10:57:04 +0000 https://brasilnews.tv/?p=9072 O Brasil registrou um aumento no preço mínimo do cigarro, que passará de R$ 6,50 para R$ 7,50. Ainda assim, o país continua ocupando a terceira posição entre os menores preços da América do Sul — um fator que especialistas apontam como preocupante para o controle do tabagismo.

Após décadas de queda no número de fumantes, o cenário voltou a se inverter. Dados recentes indicam que a taxa de pessoas que fumam subiu para 11,6%, marcando o primeiro crescimento em cerca de 20 anos.

Especialistas explicam que o preço do cigarro é um dos principais fatores para reduzir o consumo. No passado, políticas de aumento contínuo acima da inflação ajudaram a diminuir significativamente o número de fumantes, que caiu de mais de 30% da população nos anos 1990 para cerca de 9% em 2015.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o congelamento dos preços por vários anos contribuiu para a reversão dessa tendência. Caso os reajustes tivessem sido mantidos regularmente, o valor mínimo do cigarro atualmente poderia estar próximo de R$ 10.

Além do impacto na saúde, o tabagismo gera um alto custo para o sistema público. O Sistema Único de Saúde gasta cerca de R$ 98 bilhões por ano com doenças relacionadas ao fumo, enquanto a arrecadação com impostos cobre apenas uma pequena parte desse valor.

O cigarro está associado a diversas doenças graves, como câncer, problemas cardiovasculares e enfermidades respiratórias. Estima-se que cerca de 177 mil mortes anuais no país estejam ligadas ao consumo de tabaco.

Outro fator que preocupa especialistas é o avanço do cigarro eletrônico, que mesmo sendo proibido no Brasil, tem atraído principalmente jovens e servido como porta de entrada para o consumo do cigarro tradicional.

Diante desse cenário, especialistas defendem a retomada de políticas mais rígidas, com aumentos constantes no preço e medidas educativas para conter o avanço do tabagismo.

A discussão também envolve propostas futuras, como o chamado “imposto do pecado”, que pode elevar a carga tributária sobre produtos prejudiciais à saúde, incluindo o cigarro.

O alerta é claro: sem ações mais firmes, o país pode perder avanços históricos no combate ao tabagismo.

Foto: Unsplash / Hal Gatewood
Redação – Thiago Salles

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Médico revoluciona atendimento no Sertão com receitas em desenhos e transforma vidas de pacientes. https://brasilnews.tv/medico-revoluciona-atendimento-no-sertao-com-receitas-em-desenhos-e-transforma-vidas-de-pacientes/ https://brasilnews.tv/medico-revoluciona-atendimento-no-sertao-com-receitas-em-desenhos-e-transforma-vidas-de-pacientes/#respond Mon, 30 Mar 2026 10:37:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8456 No interior de Petrolina, uma solução simples e inovadora está mudando a realidade de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde. O médico Lucas Cardim passou a utilizar receitas com desenhos para ajudar pessoas que não sabem ler a entender corretamente como tomar seus medicamentos.

A iniciativa surgiu após o profissional perceber que muitos pacientes, mesmo com acesso ao atendimento e aos remédios, não conseguiam seguir o tratamento por não compreenderem as orientações escritas. O problema reflete uma realidade nacional: milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades de leitura, segundo dados do IBGE.

Inicialmente, Lucas desenhava manualmente nas receitas, utilizando símbolos simples — como uma xícara de café para indicar uso pela manhã ou uma lua para o período noturno. Também representava a quantidade de comprimidos com círculos, facilitando a compreensão do paciente.

Com o tempo, a ideia evoluiu. Em parceria com Davi, que atua no Google, foi criada a plataforma “Cuidado para Todos”. O sistema permite que médicos selecionem ícones padronizados para montar receitas visuais e até etiquetas que podem ser coladas diretamente nas embalagens dos medicamentos.

A tecnologia já começa a mostrar impacto real. Um dos exemplos citados é o de uma paciente idosa com diabetes, que enfrentava internações frequentes por não conseguir seguir corretamente o tratamento. Com o uso das receitas ilustradas e orientação adequada, ela conseguiu controlar a glicemia e melhorar sua qualidade de vida.

Atualmente, a ferramenta já está sendo utilizada em diversos municípios e até em distritos indígenas. O objetivo dos criadores é expandir o sistema para todo o país e integrá-lo de forma definitiva ao sistema público de saúde.

A iniciativa também reforça um desafio importante: garantir que o acesso à saúde não seja apenas físico, mas também compreensível para todos os brasileiros, respeitando as diferentes realidades sociais e educacionais.

Foto: Reprodução /
Redação – Thiago Salles

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Vacinação contra gripe antes do inverno vira arma decisiva e especialista faz alerta urgente. https://brasilnews.tv/vacinacao-contra-gripe-antes-do-inverno-vira-arma-decisiva-e-especialista-faz-alerta-urgente/ https://brasilnews.tv/vacinacao-contra-gripe-antes-do-inverno-vira-arma-decisiva-e-especialista-faz-alerta-urgente/#respond Sun, 29 Mar 2026 05:01:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8438 A campanha de vacinação contra a gripe já começou em diversas regiões do país e especialistas alertam: se antecipar é a melhor estratégia para evitar complicações. O Dia D de mobilização, realizado neste sábado (28), marca o início de uma das principais ações de saúde pública do Brasil.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, a imunização precoce garante que o organismo esteja protegido justamente no período mais crítico, quando há maior circulação do vírus — especialmente entre os meses de abril e julho nas regiões Sul e Sudeste.

A gripe pode atingir entre 15% e 20% da população todos os anos e, mesmo quem já teve a doença, precisa se vacinar novamente. Isso acontece porque o vírus sofre mutações frequentes, exigindo atualização anual da vacina para manter sua eficácia.

Disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde, a vacina é reformulada todos os anos com base nas variantes mais prováveis de circulação, incluindo cepas como H1N1, H3N2 e tipo B. A aplicação antecipada permite que o corpo desenvolva imunidade antes do pico da doença.

Embora qualquer pessoa possa contrair gripe, alguns grupos têm maior risco de desenvolver complicações graves. Entre eles estão idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, como diabetes e problemas cardíacos. De acordo com especialistas, cerca de 80% das mortes por gripe ocorrem nesses grupos prioritários.

Um dos mitos mais comuns ainda é a crença de que a vacina causa gripe. No entanto, isso não procede. O imunizante é produzido com vírus inativado, incapaz de provocar a doença. As reações mais comuns são leves, como dor no local da aplicação, febre baixa e mal-estar passageiro.

Além de proteger individualmente, a vacinação ajuda a reduzir a sobrecarga no sistema de saúde e evita complicações sérias, como infarto, AVC e trombose, associadas à infecção.

A recomendação dos especialistas é clara: quanto antes a vacinação for realizada, maior será a proteção durante o período crítico.

Foto: Agência Brasil
Redação – Thiago Salles

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Fim da patente do Ozempic pode derrubar preços e abrir caminho para distribuição no SUS. https://brasilnews.tv/fim-da-patente-do-ozempic-pode-derrubar-precos-e-abrir-caminho-para-distribuicao-no-sus/ https://brasilnews.tv/fim-da-patente-do-ozempic-pode-derrubar-precos-e-abrir-caminho-para-distribuicao-no-sus/#respond Mon, 23 Mar 2026 04:58:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8218 A expiração da patente da semaglutida, substância utilizada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, marca uma nova fase no mercado farmacêutico brasileiro. A partir de agora, empresas nacionais poderão desenvolver versões próprias do medicamento, o que deve aumentar a concorrência e, consequentemente, reduzir os preços ao consumidor.

Durante duas décadas, a exclusividade da substância foi mantida pela farmacêutica responsável pelo produto original. A tentativa de extensão desse período foi negada pela Justiça, permitindo a abertura do mercado para novos fabricantes.

Apesar da expectativa de redução nos valores, especialistas alertam que o impacto não será imediato. Atualmente, existem diversos pedidos de registro em análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o processo regulatório envolve etapas rigorosas, como testes de bioequivalência e segurança.

A previsão é que algumas versões nacionais possam chegar ao mercado nos próximos meses, dependendo da aprovação regulatória. Caso isso ocorra, os preços, que hoje giram em torno de R$ 1 mil por caneta, tendem a cair de forma gradual ao longo do tempo.

A mudança também reacende discussões sobre a inclusão desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o uso é restrito devido ao alto custo, mas a possível redução de preços pode tornar viável uma ampliação do acesso.

O tema já vem sendo debatido por autoridades de saúde, especialmente diante do aumento de casos de obesidade e diabetes no país. Em algumas cidades, iniciativas locais já começaram a testar a utilização do medicamento na rede pública, com expectativa de expansão conforme os custos diminuam.

Com a entrada de novos concorrentes e o avanço das análises regulatórias, o cenário aponta para uma democratização do acesso a tratamentos que, até então, eram limitados pelo alto preço.

Foto: Indranil Mukherjee/AFP
Redação – Thiago Salles

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Novo “escudo” para bebês chega ao SUS e promete mudar o combate à bronquiolite no Brasil. https://brasilnews.tv/novo-escudo-para-bebes-chega-ao-sus-e-promete-mudar-o-combate-a-bronquiolite-no-brasil/ https://brasilnews.tv/novo-escudo-para-bebes-chega-ao-sus-e-promete-mudar-o-combate-a-bronquiolite-no-brasil/#respond Fri, 06 Feb 2026 15:08:31 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6801 O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar um imunizante de nova geração voltado à proteção de bebês prematuros e crianças com doenças que aumentam o risco de complicações respiratórias. A medida surge como um reforço importante diante do vírus sincicial respiratório (VSR), apontado como o principal responsável por quadros graves de bronquiolite em crianças pequenas.

O medicamento utilizado é o nirsevimabe, uma tecnologia que se diferencia das vacinas convencionais por não depender da resposta do organismo para criar defesa. Na prática, o imunizante já entrega os anticorpos prontos, proporcionando proteção imediata — fator considerado decisivo para pacientes com maior fragilidade imunológica.

Estão entre os beneficiados bebês nascidos antes das 37 semanas de gestação e crianças de até dois anos com condições clínicas específicas, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares relacionadas à prematuridade, fibrose cística, imunodeficiências severas, alterações nas vias respiratórias, enfermidades neuromusculares e síndrome de Down.

Especialistas avaliam que a incorporação desse tipo de proteção ao sistema público pode reduzir internações e aliviar a pressão sobre unidades pediátricas, especialmente em períodos de maior circulação de vírus respiratórios. A iniciativa também sinaliza uma mudança relevante na política preventiva brasileira, com foco na antecipação de riscos e na proteção da primeira infância.

Foto: Divulgação / Ministério da Saúde
Redação Brasil News

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Corte bilionário na saúde e reforço ao audiovisual colocam governo Lula no centro de nova tempestade. https://brasilnews.tv/corte-bilionario-na-saude-e-reforco-ao-audiovisual-colocam-governo-lula-no-centro-de-nova-tempestade/ https://brasilnews.tv/corte-bilionario-na-saude-e-reforco-ao-audiovisual-colocam-governo-lula-no-centro-de-nova-tempestade/#respond Wed, 04 Feb 2026 09:15:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6722 Uma nova discussão sobre o destino do dinheiro público ganhou força após a publicação de um artigo que questiona decisões recentes do orçamento federal. Segundo a análise, cerca de R$ 1,16 bilhão teria sido retirado do Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto aproximadamente R$ 1,41 bilhão foi direcionado ao setor audiovisual — contraste que gerou críticas sobre as prioridades da atual gestão.

O jornalista responsável pelo texto classificou a condução orçamentária como um movimento de forte caráter político, argumentando que a escolha favoreceria produções culturais em um momento em que hospitais enfrentam limitações estruturais, falta de medicamentos e pressão por mais leitos. A avaliação sustenta que a medida ocorre em meio a um bloqueio mais amplo de R$ 7,7 bilhões para atender metas fiscais.

Ainda de acordo com a análise, estudos acadêmicos foram citados para alertar sobre possíveis impactos futuros na saúde pública caso haja redução contínua de investimentos. Uma projeção mencionada aponta o risco de aumento na mortalidade nas próximas décadas se o financiamento do sistema não acompanhar a demanda crescente.

O texto também fala em uma suposta inversão de prioridades, sugerindo que o incentivo à cultura estaria recebendo maior atenção estratégica do que áreas consideradas essenciais. A crítica destaca o contraste entre o fortalecimento de editais e produções artísticas e os desafios enfrentados por profissionais da saúde na linha de frente.

O debate reforça uma divisão já visível no cenário nacional: de um lado, defensores do investimento cultural como motor econômico e social; de outro, vozes que cobram foco absoluto na estrutura hospitalar. Em meio à polarização, o tema promete continuar dominando discussões políticas e econômicas nos próximos meses.

Foto: Thiago Salles
Redação Brasil News

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Janeiro Roxo: Congresso Nacional ganha iluminação especial para combater o estigma da hanseníase https://brasilnews.tv/janeiro-roxo-congresso-nacional-ganha-iluminacao-especial-para-combater-o-estigma-da-hanseniase/ https://brasilnews.tv/janeiro-roxo-congresso-nacional-ganha-iluminacao-especial-para-combater-o-estigma-da-hanseniase/#respond Sun, 25 Jan 2026 22:27:12 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6431 O Congresso Nacional, em Brasília, veste-se de roxo neste final de semana por uma causa urgente. A iluminação especial faz parte da campanha Janeiro Roxo, em alusão ao Dia Mundial de Prevenção à Hanseníase. Mais do que um ato simbólico, a mudança nas luzes do Senado Federal é um grito de alerta: o Brasil é hoje o segundo país com mais novos diagnósticos da doença no mundo, ficando atrás apenas da Índia.

O Cenário no Brasil

Dados consolidados de 2024 mostram que o país registrou mais de 22 mil novos casos. A situação é crítica em estados como Mato Grosso e Tocantins, onde a incidência ultrapassa os 40 casos por 100 mil habitantes, patamar considerado hiperendêmico. No Mato Grosso, os números são ainda mais alarmantes, chegando a 121 casos por 100 mil pessoas.

Da Exclusão à Cura

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) ressaltou que o Brasil carrega um passado de violações de direitos, onde o isolamento forçado e o pânico social eram a regra. Hoje, a ciência derrubou esses muros:

  • Transmissão: A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, mas deixa de ser contagiosa logo após o início do tratamento.
  • Tratamento: A cura é garantida por meio de antibióticos oferecidos de forma totalmente gratuita pelo SUS.
  • Convívio: Não existe necessidade de afastamento do trabalho ou isolamento familiar.

Diagnóstico Precoce é a Chave

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que o grande perigo da hanseníase não é o contágio, mas a demora no tratamento. Por atingir os nervos periféricos, a enfermidade pode causar sequelas irreversíveis, como a perda definitiva de movimentos e da sensibilidade tátil.

A recomendação das autoridades de saúde é clara: qualquer mancha ou lesão na pele deve ser investigada. O Janeiro Roxo serve para lembrar que a hanseníase tem cura e que o diagnóstico rápido evita incapacidades físicas e combate o estigma histórico que ainda cerca a doença.

Foto: Roque Sá/Agência Senado

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Vacinação contra HPV reduz internações e mostra impacto histórico na prevenção de doenças, aponta estudo. https://brasilnews.tv/vacinacao-contra-hpv-reduz-internacoes-e-mostra-impacto-historico-na-prevencao-de-doencas-aponta-estudo/ https://brasilnews.tv/vacinacao-contra-hpv-reduz-internacoes-e-mostra-impacto-historico-na-prevencao-de-doencas-aponta-estudo/#respond Thu, 11 Dec 2025 03:50:16 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4846 A introdução da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) no Sistema Único de Saúde, em 2014, tem apresentado resultados expressivos na redução de doenças associadas ao vírus entre adolescentes e jovens brasileiros. Um estudo recente identificou uma queda relevante nas internações por neoplasias pré-cancerosas e verrugas anogenitais, reforçando o impacto da imunização na saúde pública.

A pesquisa avaliou dados de jovens entre 15 e 19 anos, comparando os registros hospitalares do período anterior à vacinação com os anos subsequentes à sua adoção. Entre as meninas, houve uma diminuição de 66% nas internações por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau e uma redução ainda maior — 77% — nos casos de verrugas anogenitais entre 2014 e 2019.

Para os meninos, que passaram a ser vacinados em 2017, a queda registrada até 2019 foi de 50,9% nas hospitalizações por verrugas anogenitais.

O estudo, conduzido pela farmacêutica MSD e publicado na revista Human Vaccines and Immunotherapeutics, reforça a importância da imunização como ferramenta essencial de prevenção. Para Cintia Parellada, diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real Latam da MSD, os números representam “um marco histórico”, mas ela ressalta que eliminar completamente os cânceres causados pelo HPV exige mais do que boa cobertura vacinal: “É necessário investir em rastreamento contínuo e garantir tratamento adequado em todas as fases da doença.”

Outra pesquisa, realizada pela Fiocruz, já havia apontado uma queda de 58% nos casos de câncer de colo do útero, o que reforça a tendência de redução de doenças graves relacionadas ao vírus.

Além do câncer cervical, o HPV pode causar tumores em outras regiões, como vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.

A vacina está disponível gratuitamente no SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de grupos considerados mais vulneráveis, como pessoas com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP e indivíduos com papilomatose respiratória recorrente. Desde 2024, a imunização passou a ser aplicada em dose única.

A cobertura vacinal brasileira segue acima da média global: 82,83% entre meninas e 67% entre meninos, embora ainda esteja abaixo da meta de 90% recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Foto: Marcelo Camargo

Redação Brasil News

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Brasil pressiona por acordo para levar PrEP injetável de longa duração ao SUS. https://brasilnews.tv/brasil-pressiona-por-acordo-para-levar-prep-injetavel-de-longa-duracao-ao-sus/ https://brasilnews.tv/brasil-pressiona-por-acordo-para-levar-prep-injetavel-de-longa-duracao-ao-sus/#respond Tue, 02 Dec 2025 06:39:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4388 O governo federal anunciou que seguirá atuando para viabilizar a incorporação da PrEP injetável de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante os atos do Dia Mundial de Luta contra a Aids, realizados em Brasília nesta segunda-feira (1º).

A iniciativa envolve o medicamento lenacapavir, uma PrEP aplicada apenas duas vezes por ano, que promete transformar a prevenção contra o HIV ao substituir o uso diário de comprimidos. Apesar do alto índice de eficácia comprovado em estudos clínicos, o medicamento ainda aguarda registro sanitário no Brasil.

Segundo Padilha, além do acesso, o Brasil trabalha para participar do processo de transferência de tecnologia, permitindo a produção nacional do fármaco. Para o ministério, isso é fundamental para ampliar o alcance da prevenção, sobretudo entre jovens e populações mais vulneráveis, que enfrentam maior dificuldade de adesão ao tratamento diário.

O ministro criticou o alto custo proposto pela farmacêutica responsável, que chega a mais de 28 mil dólares por pessoa ao ano nos Estados Unidos. Ele também lamentou que países de renda média, como o Brasil, tenham sido excluídos do acordo que garantiu versões mais baratas do medicamento a nações mais pobres.

Representantes de movimentos sociais de combate à Aids defenderam que, caso as negociações não avancem, o Brasil avalie medidas mais duras, como o licenciamento compulsório do medicamento, para garantir o acesso da população.

Nos últimos anos, o país ampliou fortemente as estratégias de prevenção. O número de usuários da PrEP aumentou mais de 150% desde 2023, chegando atualmente a cerca de 140 mil pessoas. O SUS também expandiu a distribuição de autotestes, testes rápidos para HIV e sífilis, além de preservativos com novas tecnologias voltadas ao público jovem.

No tratamento, mais de 225 mil brasileiros utilizam hoje a terapia antirretroviral em dose única diária, considerada mais eficaz e com menos efeitos colaterais. Essas ações aproximam o Brasil das metas globais da ONU para o controle do HIV, conhecidas como 95-95-95 — das quais duas já foram atingidas.

Outro dado positivo divulgado pelo Ministério da Saúde foi a queda de 13% no número de mortes por aids entre 2023 e 2024. Pela primeira vez em três décadas, o país registrou menos de 10 mil óbitos anuais. Os casos novos da doença também apresentaram redução.

Além disso, o Brasil caminha para o reconhecimento internacional da eliminação da transmissão do HIV de mãe para filho como problema de saúde pública, um marco histórico que deve ser confirmado pela Organização Mundial da Saúde ainda neste mês.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Redação Brasil News

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Dengue e chikungunya geraram custo de R$ 1,2 bilhão ao sistema de saúde em dez anos; https://brasilnews.tv/dengue-e-chikungunya-geraram-custo-de-r-12-bilhao-ao-sistema-de-saude-em-dez-anos/ https://brasilnews.tv/dengue-e-chikungunya-geraram-custo-de-r-12-bilhao-ao-sistema-de-saude-em-dez-anos/#respond Thu, 27 Nov 2025 15:10:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4117 As internações provocadas por casos de dengue e chikungunya no Brasil resultaram em um impacto financeiro de aproximadamente R$ 1,2 bilhão ao sistema de saúde entre os anos de 2015 e 2024. Os dados fazem parte de um amplo estudo nacional publicado na revista científica The Lancet Regional Health.

A pesquisa analisou mais de 1,1 milhão de casos de chikungunya no período, dos quais cerca de 21,3 mil exigiram hospitalização. No mesmo intervalo, foram registrados mais de 13,7 milhões de casos de dengue, com aproximadamente 456 mil internações.

Com base nos valores médios de custos hospitalares no país, uma consultoria especializada estimou que a maior parte do gasto está relacionada à dengue, que sozinha respondeu por cerca de R$ 1,15 bilhão. Já a chikungunya foi responsável por aproximadamente R$ 56,6 milhões em despesas hospitalares.

Os números atuais reforçam a dimensão do problema. Apenas entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil já contabilizou mais de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue, com mais de 1.600 mortes confirmadas e centenas ainda sob investigação. No mesmo período, a chikungunya atingiu quase 120 mil pessoas, com mais de 100 óbitos confirmados.

Especialistas alertam que, além do sofrimento humano, as arboviroses seguem exercendo forte pressão sobre o sistema público de saúde, exigindo investimentos permanentes em prevenção, combate ao mosquito transmissor e ampliação da vigilância epidemiológica.

Com o avanço das tecnologias de vacinação e das políticas de controle do Aedes aegypti, autoridades esperam reduzir tanto a circulação dos vírus quanto o impacto financeiro dessas doenças nos próximos anos.

Foto: 41330/Pixabay

Redação Brasil News

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