sistema elétrico – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 10 Jun 2026 14:30:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png sistema elétrico – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Energia solar vira desafio inesperado e força intervenção inédita no sistema elétrico brasileiro. https://brasilnews.tv/energia-solar-vira-desafio-inesperado-e-forca-intervencao-inedita-no-sistema-eletrico-brasileiro/ https://brasilnews.tv/energia-solar-vira-desafio-inesperado-e-forca-intervencao-inedita-no-sistema-eletrico-brasileiro/#respond Thu, 11 Jun 2026 04:33:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=10691 Um fato sem precedentes chamou a atenção do setor elétrico brasileiro neste fim de semana. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) precisou acionar um mecanismo especial para reduzir a carga do sistema em aproximadamente 1 gigawatt entre 10h e 14h, período em que a produção de energia solar atingiu níveis elevados enquanto o consumo permanecia reduzido devido ao feriado prolongado de Corpus Christi.

A medida evidenciou um fenômeno que vem crescendo rapidamente nos últimos anos: a expansão da geração distribuída, modelo em que residências, empresas e propriedades rurais produzem sua própria energia por meio de painéis solares instalados em telhados e terrenos.

Atualmente, o Brasil possui quase 50 gigawatts de potência instalada em sistemas de micro e minigeração distribuída, volume que representa cerca de 20% de toda a capacidade de geração elétrica do país. O crescimento acelerado transformou milhões de consumidores em produtores de energia, reduzindo a dependência das distribuidoras tradicionais.

Entretanto, essa evolução também trouxe novos desafios operacionais. Diferentemente das grandes usinas conectadas ao Sistema Interligado Nacional, a energia produzida pelos sistemas solares distribuídos entra diretamente na rede das distribuidoras, limitando a capacidade do ONS de controlar ou reduzir sua produção em momentos de excesso de oferta.

Enquanto grandes usinas hidrelétricas, solares e eólicas podem receber ordens para diminuir temporariamente a geração, os sistemas instalados em residências e empresas seguem produzindo energia normalmente sempre que há incidência solar.

O tema tem gerado preocupação crescente entre especialistas do setor. Além das dificuldades operacionais, há discussões sobre os custos dos incentivos concedidos à geração distribuída. Parte desses benefícios é financiada por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo presente na conta de luz dos consumidores brasileiros.

Dados do setor indicam que somente em 2026 os subsídios ligados à geração distribuída devem representar bilhões de reais na composição das tarifas de energia. Paralelamente, projeções apontam que a participação dessa modalidade continuará crescendo ao longo da próxima década.

Segundo estimativas oficiais, até 2030 a geração distribuída poderá responder por aproximadamente um quarto de toda a capacidade instalada de geração elétrica do Brasil, ampliando ainda mais sua influência sobre o funcionamento do sistema nacional.

O episódio registrado pelo ONS também reacendeu discussões sobre possíveis mudanças regulatórias. Entre as propostas debatidas por especialistas está a criação de mecanismos que permitam maior coordenação da produção distribuída em situações de excesso de oferta energética.

Ao mesmo tempo, representantes do segmento defendem a manutenção dos incentivos, argumentando que a energia solar contribui para a diversificação da matriz energética, reduz emissões de carbono e oferece economia para milhões de consumidores.

O caso demonstra que o avanço das fontes renováveis, considerado uma das maiores transformações da infraestrutura energética brasileira nas últimas décadas, começa a exigir novas soluções de planejamento e gestão. O desafio agora será encontrar um equilíbrio entre o crescimento da energia limpa e a segurança operacional do sistema elétrico nacional.

Foto: Fernando Castilho

Redação: Ana Flavia

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Brasil acelera uso de baterias para substituir geradores a diesel e impulsionar transição energética. https://brasilnews.tv/brasil-acelera-uso-de-baterias-para-substituir-geradores-a-diesel-e-impulsionar-transicao-energetica/ https://brasilnews.tv/brasil-acelera-uso-de-baterias-para-substituir-geradores-a-diesel-e-impulsionar-transicao-energetica/#respond Tue, 09 Dec 2025 10:29:21 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4746 O Brasil deu um passo decisivo rumo à modernização de sua matriz elétrica com a aprovação da Medida Provisória nº 1.304/2025, que passa a reconhecer oficialmente os Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS) como parte estratégica da infraestrutura do setor elétrico. Na prática, a medida abre caminho para a substituição gradual dos geradores movidos a diesel por soluções mais limpas, silenciosas e econômicas.

Antes restritas a grandes empreendimentos, as baterias agora ganham espaço em empresas de médio e até pequeno porte. Além do benefício ambiental, com redução de emissão de poluentes e ruídos, os sistemas permitem economia nos horários de maior consumo e aumentam a confiabilidade no fornecimento de energia.

Especialistas apontam que esse avanço também resolve um dos principais desafios da energia solar no país: a intermitência. Embora o Brasil já tenha ultrapassado a marca de 60 GW de potência instalada em geração solar, o pico de produção ocorre ao meio-dia, enquanto o maior consumo acontece à noite. Com as baterias, o excedente gerado durante o dia pode ser armazenado e utilizado nos horários críticos.

Isso diminui a dependência das usinas termelétricas, que encarecem o sistema e aumentam as emissões de carbono. No setor industrial, os equipamentos também são usados para reduzir a demanda nos horários de pico, garantir reserva de segurança e permitir planejamento mais eficiente dos custos operacionais.

Experiências internacionais comprovam a eficiência do modelo. Projetos como o La Martina, na Colômbia, já utilizam grandes sistemas de armazenamento integrados à geração solar, reduzindo toneladas de CO₂ por ano e aumentando a estabilidade da rede elétrica.

No Brasil, até recentemente, a expansão desse tipo de tecnologia esbarrava na falta de regras claras. Esse cenário começou a mudar com o reconhecimento formal do armazenamento como atividade de geração por meio de normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), agora reforçadas pela MP 1.304.

Especialistas apontam que, além das baterias, o futuro do setor passa pela ampliação da rede de transmissão, adoção de tarifas dinâmicas e atualização constante do marco regulatório. A expectativa é que a combinação dessas medidas fortaleça a segurança do sistema, reduza custos para consumidores e acelere a transição para uma matriz elétrica cada vez mais limpa.

Foto: João Silva/Brasil News
Redação Brasil News

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Governo revisita volta do horário de verão em 2025; decisão ainda depende de avaliação técnica https://brasilnews.tv/governo-revisita-volta-do-horario-de-verao-em-2025-decisao-ainda-depende-de-avaliacao-tecnica/ https://brasilnews.tv/governo-revisita-volta-do-horario-de-verao-em-2025-decisao-ainda-depende-de-avaliacao-tecnica/#respond Tue, 14 Oct 2025 10:10:32 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1831 O debate sobre o retorno do horário de verão em 2025 voltou à pauta do governo, mas ainda não há decisão definitiva sobre sua adoção.

Por que volta-se a discutir o horário de verão?

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta que pode haver sobrecarga no sistema nas horas de pico, especialmente em finais de tarde, quando os recursos solares começam a decair. Se o horário de verão for reativado, ele poderia deslocar parte desse consumo para períodos com luz natural, aliviando a pressão sobre as usinas térmicas.

No entanto, o Ministério de Minas e Energia (MME) garante que o sistema elétrico nacional tem condições de atender à demanda sem necessidade da medida até fevereiro de 2026. O tema continua sob avaliação técnica permanente.

O que está definido até agora

  • O MME já negou oficialmente uma confirmação de retorno imediato ao horário de verão e reafirma que não há decreto publicado definindo nova vigência.
  • Algumas matérias sugerem que, se adotado, o horário de verão poderia vigorar de 16 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026 — mas essas datas ainda não foram formalizadas.
  • A decisão depende de fatores como volume de chuvas, níveis dos reservatórios e previsões de consumo.

Como essa mudança poderia impactar seu dia a dia

No consumo de energia
Se o horário de verão voltar, espera-se que o pico de energia ocorra em horários com maior incidência solar, reduzindo a necessidade de ativar usinas térmicas caras e potencialmente poluentes.
Por outro lado, sem a medida, será necessário que as empresas de energia façam previsões mais cautelosas para atender ao consumo nas horas críticas sem riscos de escassez.

Na rotina de trabalho, serviços e logística

  • Empresas poderão manter horários fixos ao longo do ano, sem necessidade de adaptação para “inverno ou verão”.
  • Trabalhadores e estudantes terão menos mudanças abruptas nos horários de entrada e saída.
  • Trailhas de transporte público e serviços públicos terão que planejar com base em demanda constante, sem picos deslocados artificialmente.

Em setores sensíveis à luz do dia
Com mais claridade no fim da tarde, setores de lazer, turismo e comércio podem se beneficiar com maior movimentação à noite.
Por outro lado, o ajuste brusco no relógio pode causar efeitos no sono e adaptação biológica da população — especialmente nos primeiros dias.

Caminho para a decisão final

A adoção do horário de verão exigiria decreto presidencial, análise de órgãos técnicos (como ONS, MME) e possivelmente participação de instituições como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em alguns debates.
Especialistas afirmam que a decisão precisa ser tomada com antecedência para que haja adaptação nas rotinas sociais, econômicas e nos sistemas de tecnologia.

Enquanto isso, o país segue operando no horário permanente atual, e toda eventual mudança deverá ser divulgada com transparência e tempo adequado para ajustes.

Foto: IA Sora/FDR

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