Selic – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 18 Mar 2026 12:03:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Selic – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Guerra no Irã ameaça travar queda dos juros no Brasil e pode pesar ainda mais no bolso do brasileiro. https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/ https://brasilnews.tv/guerra-no-ira-ameaca-travar-queda-dos-juros-no-brasil-e-pode-pesar-ainda-mais-no-bolso-do-brasileiro/#respond Thu, 19 Mar 2026 06:59:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=8135 A expectativa de queda dos juros no Brasil pode sofrer um freio inesperado diante da escalada da guerra no Oriente Médio. O conflito envolvendo o Irã elevou os preços internacionais do petróleo, criando um novo cenário de pressão inflacionária que já começa a impactar decisões econômicas no país.

O Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic, se reúne em meio a esse cenário de incertezas. Atualmente fixada em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas —, a taxa poderia começar a cair, mas agora enfrenta obstáculos externos.

O aumento do preço do petróleo, que ultrapassou a marca de 100 dólares por barril em diversos momentos após o início do conflito, tem efeito direto sobre o custo dos combustíveis no Brasil. Isso já levou a reajustes no diesel e acendeu o alerta para impactos em cadeia, especialmente no preço dos alimentos e no transporte.

Com isso, economistas e instituições financeiras passaram a rever suas projeções. O mercado agora acredita que a inflação pode subir mais do que o esperado, o que reduziria o espaço para cortes agressivos na Selic. Em alguns casos, há até expectativa de manutenção da taxa atual por mais tempo.

Mas afinal, o que é a Selic e por que ela afeta tanto o dia a dia das pessoas?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve como referência para todas as demais taxas do mercado. Ela é usada pelo Banco Central como principal ferramenta para controlar a inflação.

Quando a Selic está alta, o crédito fica mais caro. Empréstimos, financiamentos e até o rotativo do cartão de crédito passam a ter juros maiores, o que desestimula o consumo. Por outro lado, aplicações financeiras em renda fixa se tornam mais atrativas.

Já quando a Selic cai, o crédito tende a ficar mais barato, estimulando o consumo e os investimentos. Isso ajuda a movimentar a economia, mas também pode pressionar a inflação se não houver controle.

A decisão do Banco Central leva em conta diversos fatores, como o comportamento dos preços, o crescimento econômico e o cenário internacional — que agora se tornou mais instável com a guerra.

Além disso, a inflação no Brasil segue uma meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, atualmente em 3% ao ano, com margem de tolerância de até 4,5%. Se houver risco de ultrapassar esse limite, a tendência é manter os juros elevados por mais tempo.

Na prática, juros altos impactam diretamente a vida da população. Fica mais difícil financiar imóveis e veículos, empresas investem menos e o crescimento econômico desacelera. Ao mesmo tempo, quem possui dinheiro investido pode ter maior retorno.

O atual cenário mostra como conflitos internacionais podem afetar diretamente a economia brasileira, mesmo a milhares de quilômetros de distância. A definição da Selic nos próximos meses será crucial para determinar o ritmo da economia e o impacto no bolso dos brasileiros.

Foto: (Getty Images)
Redação – Thiago Salles

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Dólar dispara após escalada no Oriente Médio e tensão global pressiona o real. https://brasilnews.tv/dolar-dispara-apos-escalada-no-oriente-medio-e-tensao-global-pressiona-o-real/ https://brasilnews.tv/dolar-dispara-apos-escalada-no-oriente-medio-e-tensao-global-pressiona-o-real/#respond Tue, 03 Mar 2026 07:35:53 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7565 O dólar iniciou esta segunda-feira (2) em alta firme frente ao real, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de semana.

Às 9h26, o dólar à vista subia 0,85%, sendo negociado a R$ 5,1782. Na B3, o contrato futuro com vencimento em abril avançava 0,93%, cotado a R$ 5,2185.

A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou uma alta superior a 8% nos preços do petróleo e pressionou bolsas internacionais, especialmente na Europa. Em cenários de incerteza geopolítica, investidores costumam migrar para ativos considerados mais seguros, como o dólar e o ouro.

Apesar de o Brasil ser exportador relevante de petróleo — o que, em tese, poderia favorecer o real — o ambiente de risco global falou mais alto na abertura da sessão. Analistas destacam que o fluxo internacional priorizou liquidez e proteção, fortalecendo a moeda norte-americana frente a diversas divisas emergentes.

No cenário doméstico, o Boletim Focus do Banco Central do Brasil indicou leve revisão nas projeções para o câmbio ao fim de 2026, passando de R$ 5,45 para R$ 5,42. A expectativa para a taxa básica de juros (Selic) no encerramento deste ano foi ajustada para 12%, enquanto para 2027 permaneceu em 10,50%. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa está na faixa de 3,50% a 3,75% — vinha sendo apontado como fator de atração de capital estrangeiro ao país. No entanto, o aumento das tensões geopolíticas tende a sobrepor fundamentos econômicos no curto prazo, ampliando a volatilidade cambial.

Na sexta-feira anterior, o dólar havia fechado em leve queda de 0,09%, a R$ 5,1344. O cenário desta segunda, porém, indica uma mudança abrupta de humor nos mercados globais.

Foto: Kham / Reuters
Redação Brasil News

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Mercado, Banco Central e governo convergem em estimativas mais moderadas após crescimento de 3,4% no ano anterior. https://brasilnews.tv/mercado-banco-central-e-governo-convergem-em-estimativas-mais-moderadas-apos-crescimento-de-34-no-ano-anterior/ https://brasilnews.tv/mercado-banco-central-e-governo-convergem-em-estimativas-mais-moderadas-apos-crescimento-de-34-no-ano-anterior/#respond Mon, 02 Mar 2026 11:34:36 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7529 O Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 será oficialmente divulgado, mas as estimativas de diferentes instituições já apontam para uma desaceleração em relação ao crescimento de 3,4% registrado no ano anterior. A convergência entre mercado financeiro, governo e Banco Central indica avanço na casa de 2,3% a 2,5%.

O Banco Central do Brasil estima expansão de 2,3% no Relatório de Política Monetária, enquanto o IBC-Br — indicador considerado prévia do PIB — apontou crescimento de 2,5%. O Ministério da Fazenda projeta 2,3%, e os economistas consultados no Boletim Focus indicam 2,26%. Já a Confederação Nacional da Indústria também trabalha com projeção de 2,5%.

Entre os setores, a agropecuária deve puxar o desempenho, com estimativas acima de 11%, enquanto indústria e serviços devem crescer em ritmo mais moderado, próximo de 1,6% a 1,7%. O cenário reflete o impacto da política monetária restritiva, com a taxa Selic mantida em 15% pelo Comitê de Política Monetária, após ciclo de alta iniciado no ano anterior.

Apesar da sinalização de possível início de distensão monetária, o mercado projeta que os juros encerrem o ano ainda em patamar elevado, acima de 12%. A expectativa é que a taxa básica retorne ao dígito único apenas nos próximos anos, mantendo pressão sobre crédito, consumo e investimento.

O dado oficial do PIB será determinante para confirmar o ritmo da economia e calibrar as próximas decisões de política monetária e fiscal.

Foto: Reprodução Econômica
Redação Brasil News

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Pão de Açúcar corre risco de fechar? Prejuízo bilionário acende alerta no mercado. https://brasilnews.tv/pao-de-acucar-corre-risco-de-fechar-prejuizo-bilionario-acende-alerta-no-mercado/ https://brasilnews.tv/pao-de-acucar-corre-risco-de-fechar-prejuizo-bilionario-acende-alerta-no-mercado/#respond Fri, 27 Feb 2026 06:06:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7430 O Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlador da rede de supermercados Pão de Açúcar, registrou prejuízo líquido de R$ 560 milhões no quarto trimestre de 2025. Embora represente uma redução em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado superou negativamente as projeções do mercado, que estimavam perdas menores.

No balanço financeiro, a companhia destacou uma “incerteza relevante” quanto à sua continuidade operacional. O grupo encerrou o ano com capital circulante negativo de R$ 1,224 bilhão, enquanto os compromissos financeiros previstos para 2026 somam cerca de R$ 1,7 bilhão.

Diante do cenário, o GPA informou que está adotando medidas para reorganizar sua estrutura financeira, incluindo renegociação de dívidas, redução de custos e monetização de créditos tributários. O EBITDA atingiu R$ 510 milhões no período, com leve crescimento em relação ao ano anterior.

Segundo analistas de mercado, o principal desafio está na estrutura de capital da companhia, que possui dívida financeira bruta estimada em aproximadamente R$ 8 bilhões. O alto custo do crédito no Brasil agrava a situação, especialmente para empresas altamente alavancadas.

Especialistas também apontam mudanças estruturais no setor supermercadista. Nos últimos anos, o modelo de atacarejo ganhou força, oferecendo preços mais competitivos e pressionando o formato tradicional de supermercados. Essa transformação tem impactado diretamente redes que operam majoritariamente no modelo convencional.

Apesar do cenário desafiador, economistas avaliam que o GPA deve manter suas operações, apostando em ajustes estratégicos e possíveis benefícios com uma eventual queda da taxa básica de juros. Uma redução da Selic poderia aliviar o custo da dívida e melhorar as condições de financiamento.

O momento é considerado delicado para o setor varejista, que enfrenta concorrência acirrada, mudanças no comportamento do consumidor e pressão financeira. O futuro da companhia dependerá da capacidade de reestruturação e adaptação ao novo cenário do mercado.

Foto: Divulgação
Redação Brasil News

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Alckmin contraria Fiesp e mantém debate sobre fim da escala 6×1: “é tendência mundial” https://brasilnews.tv/alckmin-contraria-fiesp-e-mantem-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-e-tendencia-mundial/ https://brasilnews.tv/alckmin-contraria-fiesp-e-mantem-debate-sobre-fim-da-escala-6x1-e-tendencia-mundial/#respond Wed, 25 Feb 2026 09:37:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7374 O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a continuidade do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, mesmo após o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, sugerir o adiamento da discussão para depois do período eleitoral.

A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo de cooperação entre o governo federal e a entidade industrial, voltado ao fortalecimento de ações contra práticas desleais no comércio exterior. Durante o evento, Skaf afirmou que temas sensíveis deveriam ser debatidos apenas em 2027, argumentando que anos eleitorais tendem a gerar conflitos entre interesses políticos e econômicos.

Em resposta, Alckmin afirmou que a redução da jornada de trabalho é uma tendência observada em vários países e que o tema precisa ser debatido com profundidade, considerando as diferentes realidades do setor produtivo. Segundo ele, trata-se de um debate relevante que não deve ser apressado, mas também não deve ser adiado indefinidamente.

Durante a cerimônia, foram assinados dois protocolos de intenções entre o ministério e a Fiesp. Um deles trata da cooperação em defesa comercial, com o objetivo de fortalecer o comércio justo e combater práticas ilegais no mercado internacional. O outro aborda melhorias no ambiente regulatório, buscando reduzir burocracias, custos e barreiras para empresas, além de ampliar a digitalização de serviços públicos.

Alckmin também demonstrou otimismo em relação à economia, afirmando esperar que o Comitê de Política Monetária inicie a redução da taxa básica de juros já na próxima reunião. Segundo ele, fatores como a valorização do real e a desaceleração no preço dos alimentos contribuem para esse cenário.

O presidente em exercício comentou ainda a nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos, avaliando que a medida pode beneficiar o Brasil ao estabelecer condições iguais para todos os países, diferente do modelo anterior que impunha taxas mais elevadas a produtos brasileiros.

As declarações reforçam a disposição do governo em avançar em temas econômicos estruturais, enquanto mantém diálogo com o setor produtivo sobre competitividade, comércio internacional e condições de trabalho.

Foto: Marcelo Camargo

Redação Brasil News

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Mercado muda o tom e sinaliza virada: juros podem cair antes do esperado enquanto inflação perde força. https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/ https://brasilnews.tv/mercado-muda-o-tom-e-sinaliza-virada-juros-podem-cair-antes-do-esperado-enquanto-inflacao-perde-forca/#respond Tue, 24 Feb 2026 11:05:14 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7343 O mercado financeiro voltou a revisar suas expectativas para os principais indicadores econômicos do país, sinalizando mudanças importantes no cenário macroeconômico. Dados da mais recente pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, mostram que analistas reduziram a projeção para a taxa básica de juros após oito semanas sem alterações, ao mesmo tempo em que ajustaram para baixo as estimativas de inflação e demonstraram maior otimismo com o desempenho da economia.

A mediana das projeções aponta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,13%, abaixo da estimativa anterior de 12,25%. Atualmente em 15%, a expectativa dos economistas consultados é que o ciclo de cortes tenha início em março, com uma redução inicial de 0,5 ponto percentual. Para 2027, a previsão foi mantida em 10,5%.

No campo da inflação, o levantamento registrou a sétima queda consecutiva na estimativa para o IPCA deste ano, agora em 3,91%, ligeiramente abaixo dos 3,95% projetados anteriormente. Para o próximo ano, a previsão permaneceu em 3,80%. O centro da meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já em relação ao crescimento econômico, houve leve melhora nas expectativas para o Produto Interno Bruto em 2026, passando de 1,80% para 1,82%, após dez semanas de estabilidade. Para o ano seguinte, a projeção segue em 1,80%.

O câmbio também apresentou revisão, com a estimativa para o dólar ao final deste ano recuando para R$5,45, ante previsão anterior de R$5,50.

Os números reforçam uma percepção de cenário mais equilibrado, embora ainda cercado de incertezas, mantendo o debate sobre o ritmo de cortes de juros e a sustentabilidade da inflação sob controle no centro das atenções do mercado.

Foto: Adriano Machado
Redação Brasil News

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Economia surpreende e fecha 2025 com alta de 2,5%, mas sinais de desaceleração acendem alerta. https://brasilnews.tv/economia-surpreende-e-fecha-2025-com-alta-de-25-mas-sinais-de-desaceleracao-acendem-alerta/ https://brasilnews.tv/economia-surpreende-e-fecha-2025-com-alta-de-25-mas-sinais-de-desaceleracao-acendem-alerta/#respond Fri, 20 Feb 2026 08:09:42 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7233 A economia brasileira encerrou o ano de 2025 com crescimento de 2,5%, conforme dados divulgados pelo Banco Central por meio do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado reflete principalmente o bom desempenho da agropecuária e do setor de serviços ao longo do ano.

Apesar do avanço anual, o indicador mostrou leve retração de 0,2% em dezembro na comparação com novembro, em dado com ajuste sazonal, desempenho melhor do que a expectativa do mercado, que projetava queda maior. Ainda assim, o quarto trimestre fechou com crescimento de 0,4% frente aos três meses anteriores, indicando retomada após a contração registrada no terceiro trimestre.

Na comparação com dezembro de 2024, a atividade econômica apresentou alta de 3,1%. O resultado reforça a leitura de que, embora a economia tenha mantido crescimento consistente, o ritmo mostra sinais de moderação após expansão mais forte no ano anterior.

Analistas já esperavam desaceleração em 2025, especialmente diante da política monetária restritiva. Mesmo assim, o mercado de trabalho aquecido ajudou a sustentar a atividade. O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% em janeiro e sinalizou possibilidade de início de cortes a partir de março.

Os dados mostram que, em dezembro, a agropecuária avançou 2,3% e a indústria cresceu 0,3%, enquanto o setor de serviços registrou recuo de 0,3%. No acumulado do quarto trimestre, o agro teve expansão de 2,8% e os serviços cresceram 0,5%, enquanto a indústria apresentou leve queda de 0,2%.

No acumulado de todo o ano, a agropecuária foi o grande destaque ao crescer 13,1%, beneficiada pela forte safra de grãos e pelo aumento das exportações. Já os serviços avançaram 2,1% e a indústria teve crescimento de 1,5%. Mesmo sem considerar o agro, a economia ainda apresentou expansão de 1,8% no período.

O IBC-Br é calculado a partir de indicadores que medem o desempenho da agropecuária, indústria, serviços e impostos sobre a produção, sendo amplamente utilizado como termômetro do nível de atividade econômica no país.

Foto: Anderson Coelho
Redação Brasil News

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Lula promete investigação sem interferência política em escândalo bilionário do Banco Master. https://brasilnews.tv/lula-promete-investigacao-sem-interferencia-politica-em-escandalo-bilionario-do-banco-master/ https://brasilnews.tv/lula-promete-investigacao-sem-interferencia-politica-em-escandalo-bilionario-do-banco-master/#respond Fri, 06 Feb 2026 09:30:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6795 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o governo não adotará qualquer postura política nas investigações envolvendo o Banco Master e reforçou que a apuração será conduzida de forma técnica pelo Banco Central do Brasil. A fala ocorreu após questionamentos sobre uma reunião realizada com o empresário Daniel Vorcaro, ligado à instituição financeira.

Segundo o presidente, o compromisso da administração federal é aprofundar as investigações para evitar que um episódio dessa magnitude volte a ocorrer. Lula foi enfático ao afirmar que todos os envolvidos deverão “pagar o preço” caso irregularidades sejam confirmadas, classificando o rombo como potencialmente um dos maiores já registrados no país.

A crise do banco culminou na liquidação extrajudicial da instituição após o Banco Central rejeitar uma tentativa de aquisição. Vorcaro chegou a ser preso preventivamente em operação da Polícia Federal que apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e, atualmente, cumpre medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

O presidente relatou ainda que reuniu integrantes-chave da área econômica e jurídica para discutir o caso, entre eles o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O objetivo teria sido alinhar estratégias e garantir rigor institucional nas apurações.

Durante a entrevista, Lula também elogiou a atuação de Galípolo à frente da autoridade monetária, apesar de manter críticas ao atual nível da taxa básica de juros. Hoje em 15% ao ano, a Taxa Selic segue no centro do debate econômico, embora o mercado já projete um possível corte nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

Ao demonstrar confiança na condução da política monetária, o presidente indicou apostar na relação institucional para equilibrar o combate à inflação com a necessidade de estimular a atividade econômica — um dos principais desafios do governo no atual cenário.

Foto: Adriano Machado/Reuters
Redação Brasil News

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“Trabalhar menos pode render mais”: Boulos desafia empresários e diz que fim da escala 6×1 aumenta produtividade. https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/ https://brasilnews.tv/trabalhar-menos-pode-render-mais-boulos-desafia-empresarios-e-diz-que-fim-da-escala-6x1-aumenta-produtividade/#respond Thu, 22 Jan 2026 21:45:54 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6345 O debate sobre o fim da escala de trabalho seis dias por um de descanso (6×1) ganhou força nesta quarta-feira (25) após declarações do ministro Guilherme Boulos. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, ele afirmou que a redução da jornada pode resultar em trabalhadores mais produtivos e em melhores resultados econômicos para as empresas.

Segundo o ministro, dados concretos já demonstram esse efeito. Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas em 2024 analisou 19 empresas brasileiras que reduziram a carga horária de trabalho. O levantamento apontou aumento de receita em 72% dessas companhias e melhora no cumprimento de prazos em 44%.

“Essas empresas estão reduzindo a jornada mesmo sem obrigação legal, porque perceberam que o resultado é positivo”, destacou Boulos. Para ele, o excesso de dias trabalhados gera cansaço físico e mental, o que impacta diretamente o desempenho profissional — especialmente no caso das mulheres, que muitas vezes acumulam jornadas domésticas.

O ministro citou ainda experiências internacionais para reforçar o argumento. No Japão, a Microsoft adotou a escala de quatro dias de trabalho por três de descanso, registrando um aumento de 40% na produtividade individual dos funcionários.

Outro exemplo mencionado foi o da Islândia, que reduziu a jornada semanal para 35 horas em 2023. O resultado, segundo Boulos, foi um crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade do trabalho. Já nos Estados Unidos, a redução média de 35 minutos diários na jornada, ocorrida por dinâmica de mercado, teria elevado a produtividade em cerca de 2%.

Boulos rebateu críticas de setores contrários à proposta, que alegam baixa produtividade no Brasil. Para ele, esse argumento ignora a necessidade de qualificação e investimento em inovação. “Como a produtividade vai aumentar se o trabalhador não tem tempo nem para estudar?”, questionou.

O ministro também responsabilizou o setor privado pela falta de investimentos em tecnologia e pesquisa, ressaltando que grande parte dos aportes em inovação no Brasil ainda vem do setor público.

A proposta em discussão no governo prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, com limite de cinco dias de trabalho por semana. O plano inclui um período de transição e mecanismos específicos para micro e pequenas empresas. Segundo Boulos, há avanço no diálogo com o Congresso para que o tema seja votado ainda neste semestre.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados a PEC nº 8/2025, que propõe o fim definitivo da escala 6×1 e estabelece jornada máxima de 36 horas semanais, com quatro dias de trabalho. Outras propostas semelhantes também estão em análise no Legislativo.

Juros no centro da crítica

Além da jornada de trabalho, Boulos voltou a criticar os juros elevados no país, apontando a taxa básica como um dos principais obstáculos ao crescimento econômico. A Selic, definida pelo Copom, está atualmente em 15% ao ano — o maior nível desde 2006.

“Com juros nesse patamar, nenhum empresário consegue investir e nenhum trabalhador consegue respirar”, afirmou. Para o ministro, a redução da taxa seria fundamental para aliviar o endividamento de pequenos e médios negócios e estimular a geração de empregos.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 27 e 28 de janeiro. Apesar da desaceleração da inflação, o Banco Central sinalizou cautela e indicou que pretende manter os juros elevados por mais tempo diante das incertezas do cenário econômico.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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Brasil fica isolado entre emergentes ao manter juros em 15% e amplia incertezas para 2026. https://brasilnews.tv/brasil-fica-isolado-entre-emergentes-ao-manter-juros-em-15-e-amplia-incertezas-para-2026/ https://brasilnews.tv/brasil-fica-isolado-entre-emergentes-ao-manter-juros-em-15-e-amplia-incertezas-para-2026/#respond Thu, 11 Dec 2025 04:01:43 +0000 https://brasilnews.tv/?p=4859 A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (10), colocou o Brasil em posição isolada entre as principais economias emergentes. No grupo do Brics, o país foi o único que não reduziu juros em 2025, contrastando com o movimento de flexibilização monetária adotado por Índia, Rússia e China.

Na semana passada, a autoridade monetária indiana diminuiu sua taxa básica de 5,50% para 5,25%. A Rússia realizou seu último corte em outubro, reduzindo os juros de 17% para 16,5%. Já a China levou suas taxas para mínimas históricas em maio, com a taxa de crédito de um ano recuando para 3% e a de cinco anos para 3,5%.

O Brasil também se distancia de outras economias relevantes fora do bloco. Egito, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita promoveram cortes ao longo do ano. No G20, apenas o Japão, que convive com décadas de inflação baixa, não flexibilizou suas taxas em 2025.

Com a decisão, o país encerra o terceiro ano consecutivo com juros acima dos dois dígitos — algo não visto desde o período entre 2013 e 2017, marcado por recessão e profunda instabilidade econômica.

De acordo com o Banco Central, a principal preocupação está na desancoragem das expectativas de inflação. O comunicado da instituição destacou que o mercado de trabalho aquecido e a rigidez dos preços de serviços ainda pressionam a inflação, dificultando um cenário mais favorável para cortes no curto prazo. Economistas também ressaltam que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil pode adicionar cerca de R$ 28 bilhões ao consumo em 2026, o que exigirá cautela adicional na política monetária.

Embora parte do mercado esperasse uma sinalização clara de redução para janeiro, a decisão do Copom indica que qualquer flexibilização só deve ocorrer no primeiro trimestre de 2026 — e ainda assim de forma gradual.

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Redação Brasil News

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