satélites – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Wed, 04 Mar 2026 13:45:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png satélites – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Projeto gigantesco no espaço: China quer construir “banco de energia orbital” de 1 km capaz de gerar eletricidade sem parar https://brasilnews.tv/projeto-gigantesco-no-espaco-china-quer-construir-banco-de-energia-orbital-de-1-km-capaz-de-gerar-eletricidade-sem-parar/ https://brasilnews.tv/projeto-gigantesco-no-espaco-china-quer-construir-banco-de-energia-orbital-de-1-km-capaz-de-gerar-eletricidade-sem-parar/#respond Thu, 05 Mar 2026 04:41:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=7643 Um projeto tecnológico desenvolvido na China pretende levar a produção de energia solar para fora da Terra. A proposta envolve a construção de um enorme sistema orbital capaz de captar energia do Sol no espaço e transmiti-la para satélites ou até mesmo para o planeta.

A iniciativa faz parte do chamado Projeto Zhuri, cujo objetivo é desenvolver um banco de energia espacial que funcione continuamente em órbita. Diferente das usinas solares instaladas na superfície terrestre, a instalação espacial não sofreria interrupções causadas por nuvens, clima ou ciclo de dia e noite.

Segundo os planos divulgados por pesquisadores chineses, o primeiro teste em órbita deve ocorrer por volta de 2030, com capacidade inicial de gerar cerca de 1 megawatt de energia elétrica.

A estrutura seria posicionada a aproximadamente 36 mil quilômetros da Terra, em órbita geoestacionária, onde poderia captar energia solar praticamente sem interrupções.

O projeto final prevê uma gigantesca usina solar circular com cerca de 1 quilômetro de diâmetro, uma dimensão comparável a grandes instalações industriais terrestres.

Especialistas apontam que a geração de energia solar no espaço pode ser até dez vezes mais eficiente do que em solo, justamente por não sofrer interferência atmosférica.

A energia captada seria convertida e transmitida por meio de feixes de micro-ondas, tecnologia que permitiria enviar eletricidade para estações receptoras na Terra ou para equipamentos em órbita.

Uma das funções previstas para esse banco de energia espacial seria carregar satélites sem fio, ampliando a autonomia de redes de comunicação, sondas espaciais e futuras estações orbitais.

Com energia constante disponível no espaço, missões espaciais poderiam durar muito mais tempo e operar com menos limitações relacionadas ao armazenamento de energia.

Outro ponto que chamou atenção na proposta envolve aplicações climáticas experimentais. Pesquisadores chineses discutem a possibilidade de usar feixes de energia para aquecer regiões específicas da atmosfera.

Em teoria, esse aquecimento poderia alterar correntes de ar e até influenciar a trajetória de tempestades tropicais, como tufões que atingem áreas costeiras da Ásia. No entanto, cientistas envolvidos no projeto afirmam que essa aplicação ainda é apenas uma hipótese em estudo.

O desenvolvimento da tecnologia começou em 2013 e já passou por várias etapas de pesquisa. Em 2022, engenheiros construíram uma torre experimental de cerca de 75 metros para testar a conversão de energia solar em micro-ondas e simular o processo de transmissão energética.

Mesmo com avanços, o projeto ainda enfrenta desafios técnicos consideráveis. Um dos principais envolve a precisão do direcionamento do feixe de energia, já que qualquer desvio poderia afetar satélites ou equipamentos eletrônicos.

Além disso, estruturas gigantes em órbita exigem lançamentos espaciais complexos e custos elevados.

Apesar das dificuldades, a ideia de produzir energia solar no espaço vem ganhando interesse global. Instituições como o California Institute of Technology e pesquisadores do Japão também estudam tecnologias semelhantes.

Se os projetos avançarem, o espaço pode se tornar nas próximas décadas uma nova fronteira para a geração de energia limpa em grande escala.

Foto: Fabio Lucas Carvalho
Redação Brasil News

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Tempestade solar histórica coloca o planeta em tensão máxima e ameaça GPS, satélites e voos internacionais. https://brasilnews.tv/tempestade-solar-historica-coloca-o-planeta-em-tensao-maxima-e-ameaca-gps-satelites-e-voos-internacionais/ https://brasilnews.tv/tempestade-solar-historica-coloca-o-planeta-em-tensao-maxima-e-ameaca-gps-satelites-e-voos-internacionais/#respond Tue, 20 Jan 2026 16:08:29 +0000 https://brasilnews.tv/?p=6288 Uma intensa tempestade solar, considerada a mais poderosa em mais de duas décadas, está atingindo a Terra e provocando alerta máximo entre cientistas e autoridades internacionais. O fenômeno, originado por uma forte liberação de radiação e partículas do Sol, pode impactar diretamente sistemas de comunicação, satélites, navegação por GPS e operações aéreas, especialmente em rotas polares.

O evento foi classificado como S4 em uma escala que vai até S5, nível reservado apenas para ocorrências extremas. De acordo com o Space Weather Prediction Center, esta é a tempestade de radiação solar mais intensa registrada desde outubro de 2003, quando eventos semelhantes causaram apagões elétricos na Europa e danos a transformadores em outros continentes.

Além dos riscos tecnológicos, o fenômeno também pode resultar em um espetáculo raro: auroras boreais visíveis em países e latitudes onde normalmente não ocorrem, chamando a atenção de observadores do céu em diversas partes do mundo.

Agências reguladoras, companhias aéreas, operadoras de satélite e autoridades de defesa civil foram notificadas para adotar protocolos de segurança. Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional também seguem procedimentos específicos, deslocando-se para áreas mais protegidas contra a radiação.

Segundo especialistas, embora não seja esperado um colapso tecnológico generalizado, interferências pontuais em sistemas de navegação, agricultura de precisão e comunicações via satélite podem ocorrer ao longo das próximas horas.

A NASA e outras instituições científicas continuam monitorando o comportamento do Sol e os efeitos do fenômeno na magnetosfera terrestre, reforçando que episódios como este evidenciam a vulnerabilidade da infraestrutura tecnológica global frente aos eventos do espaço.

Imagem ilustrativa / NASA

Redação Brasil News

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Startup quer levar “luz do Sol” à Terra durante a noite com satélites espelhados. https://brasilnews.tv/startup-quer-levar-luz-do-sol-a-terra-durante-a-noite-com-satelites-espelhados/ https://brasilnews.tv/startup-quer-levar-luz-do-sol-a-terra-durante-a-noite-com-satelites-espelhados/#respond Mon, 20 Oct 2025 14:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=2150 Uma proposta que parece saída de um filme de ficção científica está chamando a atenção da comunidade científica mundial. A startup americana Reflect Orbital afirma estar desenvolvendo um sistema capaz de “trazer a luz do Sol” para a Terra durante a noite, por meio de uma constelação de satélites com espelhos gigantes que refletiriam a luz solar para pontos específicos do planeta.

A companhia pretende iniciar os testes com o Earendil-1, um satélite de 18 metros de diâmetro previsto para ser lançado em 2026. O plano é ampliar a rede para até 4 mil satélites até 2030, com o objetivo de fornecer iluminação artificial para usinas solares e regiões que precisam de energia constante, mesmo após o anoitecer.

Apesar da promessa de inovação, astrônomos e ambientalistas demonstram preocupação. Segundo especialistas, os espelhos poderiam gerar poluição luminosa em escala global, prejudicando observações espaciais e alterando os ecossistemas noturnos. Estudos indicam que o brilho refletido por um único satélite pode ser mais intenso que o da Lua cheia, o que afetaria tanto telescópios quanto o comportamento de animais noturnos.

Outro desafio seria a viabilidade técnica. De acordo com cálculos apresentados por pesquisadores da Universidade Monash e da Universidade de Leiden, seriam necessários milhares de satélites sincronizados para produzir uma iluminação mínima útil. O custo e o risco ambiental tornam o projeto controverso.

Mesmo diante das críticas, a Reflect Orbital afirma que pretende operar de forma controlada, evitando sobrevoar observatórios e informando as rotas de seus equipamentos. A empresa garante que sua intenção é “fornecer luz solar de forma breve, previsível e direcionada”, sem comprometer a observação científica.

O projeto ainda está em fase de testes, mas já desperta debate sobre o equilíbrio entre inovação tecnológica e preservação do céu noturno — um patrimônio natural que pode estar ameaçado por uma ideia aparentemente brilhante.

Foto: Yuichiro Chino via Getty Images

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