reforma administrativa – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Mon, 17 Nov 2025 14:03:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png reforma administrativa – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Câmara aprova pacote que pode elevar gastos com servidores em R$ 22 bilhões até 2028. https://brasilnews.tv/camara-aprova-pacote-que-pode-elevar-gastos-com-servidores-em-r-22-bilhoes-ate-2028/ https://brasilnews.tv/camara-aprova-pacote-que-pode-elevar-gastos-com-servidores-em-r-22-bilhoes-ate-2028/#respond Mon, 17 Nov 2025 15:58:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=3604 A Câmara dos Deputados tem avançado, em ritmo acelerado, na aprovação de propostas que ampliam benefícios para servidores públicos, apesar do impasse em torno da Reforma Administrativa. De acordo com cálculos técnicos do Congresso, o conjunto dessas medidas pode gerar um acréscimo de aproximadamente R$ 22 bilhões às contas públicas nos próximos três anos.

Penduricalhos: Pedro Paulo vê movimento político de setores no Congresso — Foto: Brenno Carvalho

O movimento ocorre enquanto a Proposta de Emenda à Constituição que busca reestruturar o serviço público enfrenta resistência de parlamentares e intensa pressão de categorias organizadas. Em sentido oposto, projetos que aumentam despesas para o funcionalismo vêm recebendo apoio majoritário.

Entre as iniciativas aprovadas está o reajuste salarial escalonado para servidores do Judiciário Federal, com aumentos anuais de 8% entre 2026 e 2028. A medida, enviada pelo próprio Judiciário, ainda depende da análise do Senado. Estimativas internas apontam um impacto anual de cerca de R$ 2,9 bilhões. Outro projeto, também aprovado, cria um adicional de qualificação, que pode custar mais R$ 850 milhões por ano.

Técnicos alertam que os valores podem ser ainda maiores, já que reajustes dessa natureza tendem a provocar demandas semelhantes em outras carreiras, gerando o chamado “efeito cascata”. Sindicatos do Legislativo e do TCU, por exemplo, já pediram recomposição equivalente à concedida ao Judiciário.

Antes disso, a Câmara também aprovou uma PEC garantindo aposentadoria integral e paridade a agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, medida que pode adicionar até R$ 11 bilhões em gastos no período de três anos.

A velocidade dessas votações contrasta com a morosidade da Reforma Administrativa, relatada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ). O parlamentar afirma que enfrentou dificuldade até para obter o número mínimo de assinaturas para protocolar a proposta — e parte dos apoiadores já recuou devido à pressão de servidores organizados.

Embora o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trate o tema como uma prioridade de sua gestão, o clima político não é favorável. Partidos de oposição e de centro temem desgaste com o funcionalismo em pleno período pré-eleitoral. O próprio governo federal demonstra divisão: enquanto o Ministério da Gestão critica diversos pontos da reforma, o Ministério da Fazenda avalia positivamente dispositivos como o combate a supersalários e o reforço de critérios de desempenho.

Especialistas defendem que, diante do quadro fiscal frágil, ajustes estruturais são urgentes. Para o professor Carlos Ari Sundfeld, da FGV-SP, a aprovação de novas vantagens demonstra a dificuldade do país em enfrentar privilégios que ampliam desigualdades no serviço público. Já o economista Daniel Duque, do CLP, afirma que a disputa por espaço orçamentário entre carreiras tende a se intensificar sem uma revisão abrangente do sistema.

Pesquisa recente da Atlas Intel indica que a percepção da população sobre o serviço público é dividida: quase 30% se dizem insatisfeitos, enquanto apenas 19% afirmam estar satisfeitos, reforçando o debate sobre eficiência e sustentabilidade fiscal.


Foto: Cristiano Mariz

Redação Brasil News

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Câmara pode votar na terça projeto que derruba aumento do IOF, afirma Hugo Motta https://brasilnews.tv/camara-pode-votar-na-terca-projeto-que-derruba-aumento-do-iof-afirma-hugo-motta/ https://brasilnews.tv/camara-pode-votar-na-terca-projeto-que-derruba-aumento-do-iof-afirma-hugo-motta/#respond Sun, 08 Jun 2025 09:21:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1089 O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste sábado (7) que o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que revoga o recente aumento do IOF pode ser votado já na próxima terça-feira. A confirmação, no entanto, depende da reunião agendada com o Ministério da Fazenda neste domingo, que deve apresentar uma proposta alternativa para o equilíbrio fiscal.

Segundo Motta, o objetivo é evitar decisões precipitadas e dar ao Executivo a oportunidade de apresentar soluções negociadas. Para o parlamentar, o decreto que elevou a alíquota do IOF foi mal recebido tanto no Congresso quanto entre setores da economia. Ele classificou a medida como “infeliz” e disse que o governo foi alertado sobre o descontentamento geral.

A expectativa é que o pacote fiscal inclua uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um projeto de lei e, possivelmente, uma medida provisória. Entre os temas apontados por Motta como prioritários estão a revisão de isenções fiscais antigas, consideradas insustentáveis, e a adoção de critérios claros de retorno e contrapartida social.

Durante sua participação no Fórum Esfera, no litoral de São Paulo, o presidente da Câmara também defendeu a reforma administrativa como pauta urgente. Ele informou que a Casa deve apresentar um projeto com foco em meritocracia, eficiência e qualidade dos serviços públicos.

Apesar de o governo ter recuado parcialmente em relação ao IOF — mantendo isenção para investimentos de fundos brasileiros no exterior —, líderes do Legislativo continuam pressionando pela revogação completa da medida. A Fazenda estimava arrecadar R$ 20,5 bilhões com o aumento, mas a resistência no Congresso abriu caminho para ajustes no pacote.

Hugo Motta reforçou que a crise em torno do IOF pode servir de impulso para discutir medidas fiscais estruturais e de longo prazo, deixando claro que o Legislativo não pretende apenas reagir, mas propor mudanças profundas na gestão das contas públicas.

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