Randolfe Rodrigues – Brasil News https://brasilnews.tv Portal de informações comprometido com a verdade, a clareza e a responsabilidade jornalística. Aqui, você encontra notícias aprofundadas, análises confiáveis e um jornalismo independente, feito para quem busca entender os fatos além das manchetes. Fri, 17 Oct 2025 01:08:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://brasilnews.tv/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Brasil-News-Logo-1080-x-1080-px-32x32.png Randolfe Rodrigues – Brasil News https://brasilnews.tv 32 32 Impasse político e “fator Pacheco” fazem Alcolumbre adiar votação de vetos de Lula no Congresso. https://brasilnews.tv/impasse-politico-e-fator-pacheco-fazem-alcolumbre-adiar-votacao-de-vetos-de-lula-no-congresso/ https://brasilnews.tv/impasse-politico-e-fator-pacheco-fazem-alcolumbre-adiar-votacao-de-vetos-de-lula-no-congresso/#respond Fri, 17 Oct 2025 10:00:00 +0000 https://brasilnews.tv/?p=1990 A sessão conjunta do Congresso Nacional que analisaria, nesta quinta-feira (16), os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 foi adiada por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

O adiamento, que já era ventilado desde quarta-feira (15), ocorreu em meio a uma série de divergências políticas e falta de consenso entre líderes partidários. O governo, representado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendia o adiamento da votação, sob o argumento de que não havia acordo sobre os vetos ao projeto de licenciamento ambiental.

A líder ruralista Tereza Cristina (PP-MS), que conduz as negociações pela Coalizão das Frentes Produtivas, também defendeu mais tempo para alinhar os pontos em debate. Enquanto isso, nos bastidores, cresciam rumores sobre uma reunião entre Alcolumbre e o presidente Lula — que estaria relacionada à articulação para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Senadores chegaram a ironizar a indefinição, comentando que “na Austrália, a sessão já estava cancelada”. Mesmo assim, Alcolumbre manteve a postura firme até o fim da noite, afirmando que apenas ele tinha autoridade para marcar ou desmarcar sessões.

Na manhã desta quinta-feira, porém, o presidente do Congresso confirmou o adiamento, atribuindo a decisão a um pedido do governo. O movimento, segundo analistas políticos, reflete uma tentativa de Alcolumbre de preservar influência e capital político, especialmente diante da disputa interna pela indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao STF.

O adiamento também frustra o Palácio do Planalto, que pretendia resolver pendências legislativas antes da COP30, marcada para novembro em Belém (PA). Com isso, temas importantes — como o PLDO, o projeto de isenção do Imposto de Renda e a chamada “MP do tarifaço” — permanecem em espera, em um Congresso cada vez mais pressionado por disputas de bastidor.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

]]>
https://brasilnews.tv/impasse-politico-e-fator-pacheco-fazem-alcolumbre-adiar-votacao-de-vetos-de-lula-no-congresso/feed/ 0
Declarações contra Marina Silva acendem alerta sobre violência política e podem ser enquadradas como crime https://brasilnews.tv/ataques-a-marina-silva-podem-ser-crime/ Wed, 28 May 2025 20:12:56 +0000 http://demo.mysterythemes.com/news-portal/?p=135 Durante uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi alvo de críticas duras e ofensivas por parte de alguns senadores, incluindo Marcos Rogério (PL-RO), Omar Aziz (PSD-AM) e Plínio Valério (PSDB-AM). As declarações causaram forte repercussão e acenderam o debate sobre o respeito às mulheres em cargos de poder.

O episódio reacendeu discussões sobre a violência política de gênero, especialmente após falas como a de Marcos Rogério, que mandou a ministra “se colocar no seu lugar”, e Plínio Valério, que afirmou não a respeitar enquanto ministra. Marina se retirou da audiência e, em declarações posteriores, disse ter se sentido agredida ao apenas cumprir seu papel técnico de esclarecimento.

Embora a Lei nº 14.192/2021 tenha sido criada para coibir a violência política contra mulheres, ela se aplica especificamente a candidatas ou detentoras de mandatos eletivos. Como Marina Silva é ministra de Estado e não foi eleita, o artigo 326-B da legislação não pode ser usado diretamente nesse caso.

Contudo, procuradores do Ministério Público Federal apontam que o episódio pode sim ser enquadrado como crime com base em outros dispositivos do Código Penal, desde que haja representação da própria ministra ou da Advocacia-Geral da União (AGU). O ministro da AGU, Jorge Messias, expressou solidariedade a Marina, destacando a importância do respeito em ambientes políticos, mas não sinalizou formalmente se haverá ação judicial.

Nas redes sociais e entre membros do governo, diversas vozes se manifestaram em apoio à ministra. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou o ocorrido como misógino e inadmissível. Já Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, repudiou publicamente os ataques e cobrou respeito institucional.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, lamentou o ocorrido e criticou a postura machista dos parlamentares envolvidos. Segundo ele, a oportunidade para um debate produtivo foi perdida em meio a comportamentos que desrespeitam a democracia e as mulheres em posições de liderança.

Apesar do apoio recebido, ainda não há definição sobre eventual abertura de processos formais no Conselho de Ética ou no Ministério Público. No entanto, a discussão reacende a necessidade de ampliar a proteção a mulheres em cargos públicos, mesmo aquelas que não ocupem funções eletivas.

]]>